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segunda-feira, 7 de junho de 2021

10 REQUISITOS DO EXÉRCITO PARA CRIAÇÃO DO JEEP

Como várias coisas úteis hoje, o Jeep nasceu de uma necessidade militar - foi feito para guerra. Tudo começou nos anos 1900 quando o exército americano queria um veículo de reconhecimento rápido. Várias tentativas foram frustradas até que lançaram uma lista de exigências e intenções enviada para 135 construtores, mas apenas 2 se manifestaram. As exigências eram complicadas como peso e o prazo para apresentação.



O engenheiro Karl Probst, da Bantam, aceitou o desafio e em 18 horas de trabalho estava com os esboços prontos do que virou um dos maiores ícones da indústria automobilística, o Jeep. E por incrível que pareça, em 23 de setembro de 1940, ele e Harold Crist chegaram à base militar faltando meia hora para o término do prazo. Daí para frente, ainda aconteceram muitas disputas entre a pioneira Bantam e as fábricas que a seguiram: a Willys e a Ford.



1. Peso
Peso máximo de 1.200 lbs (544 kg) e capacidade de carga de 600 lbs (272 kg).
2. Sistema de tração
Tração 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida.
3. Carroceria
A carroceria deveria ser em aço, de fácil construção, e com capacidade para motorista e mais três passageiros.
4. Tamanho
Entre-eixos máximo de 75 polegadas, bitola de 47 pol. e vão livre mínimo de 6 1/2 pol.
5. Armamento
Suporte para calibre 30 preso ao chassi e para-brisa retrátil.
6. Segurança
Freios hidráulicos e eixos flutuantes.
7. Desempenho
Ângulo de ataque de 45º e de saída de 40º.
8. Velocidade
Mínima de 4,8 km/h e velocidade máxima de pelo menos 80 km/h.
9. Motor
Com torque mínimo de 85 ft/lb (11,7 kgfm).
10. Prazo
49 dias para a entrega do carro piloto e 79 dias para entrega de 70 veículos.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

TOP10: Os carros 4×4 mais baratos do Brasil

Tração 4×4 é um item bastante importante para quem enfrenta situações difíceis no fora de estrada, assim como também garante melhor condução para carros de passeio, além de entregar mais diversão em passeios de fim de semana nas trilhas.

Nesta lista TOP 10 pesquisamos os carros 4×4 mais baratos vendidos no mercado nacional. O colaborador Lucro Brasil criou esta lista e nos ajudou com a informação.

Note que a diferença de preços entre os 10 carros mais baratos 4×4 do segmento de SUVs é bem grande.

Carros 4×4 mais baratos e SUVs 4×4 mais baratos

1) Suzuki Jimny 4WORK – R$ 75.990


O Suzuki Jimny é um pequeno carro 4×4 muito valente, robusto, econômico e barato, tendo mantido seu preço abaixo de R$ 70.000, tendo aumentado muito pouco nos últimos cinco anos. Feito em Catalão-GO junto com modelos da Mitsubishi, ele já foi fabricado em Itumbiara-GO.

Com chassi de longarinas e sistema de tração 4×4 com reduzida, o jipinho consegue entrar e sair em diversas situações bem ruins, sendo também um útil veículo para serviços em locais remotos, além é claro de ser um produto bem focado no lazer e aventura.

O Jimny tem diâmetro de giro de 4,9 m e seu motor 1.3 e 85 cv e 11,2 kgfm, até parece fraco, mas para uso no off road, ele desenvolve muito bem, aliado a uma caixa manual de cinco marchas.

2) Suzuki Jimny Sierra 4You MT Allgrip – R$ 105.990


O Suzuki Jimny Sierra é a nova versão do modelo acima, mas os dois convivem por uma questão mercadológica. No caso desse modelo, o visual foi renovado e mais equipamentos de série foram acrescentados.

O motor usado pelo Jimny Sierra é o 1.5 de 108 cv e 14,1 kgfm de torque, sendo consideravelmente mais forte que o 1.3 do anterior Jimny. Para o uso off-road, é mais que suficiente. Sua tração 4×4 é do tipo integral temporária e seu câmbio tem cinco marchas.

As outras versões do Jimny Sierra chegam a R$ 124.990.

3) Ford EcoSport Storm 2.0 AWD – R$ 107.790


O Ford EcoSport ganhou a versão Storm AWD em sua última atualização, sendo uma configuração mais moderna que a anterior 4×4.

O conjunto motriz passa do Duratec 2.0 de até 148 cv para o Duratec Direct – com injeção direta de combustível – com até 176 cv, bem como o câmbio manual de seis marchas sai de cena para dar lugar ao automático de seis velocidades com conversor de torque.

Chamado de Storm, o modelo tem pintura personalizada em dois tons e com faixas decorativas, rodas de liga leve escurecidas, proteções adicionais nos para-choques e saias de rodas, bem como grade exclusiva com o nome “Storm” bem grande. O interior tem detalhes em cor laranja, assim como no exterior do veículo.

4) Suzuki S-Cross 4-Style AllGrip – R$ 125.990


O primeiro modelo do S-Cross era mais leve visualmente e estava mais próximo de um Honda Fit do que de um crossover, mas era bem legal. Agora, o modelo da Suzuki ficou mais atarracado, porém, preserva o principal: tração 4×4 AllGrip.

Esse é um sistema polivalente, que permite bloquear o 4×4, bem como deixando variando de força entre eixos e as rodas, além de entregar uma opção de performance que garante até 100% de força nas rodas traseiras, algo que só recentemente Mercedes-Benz e BMW conseguiram fazer em seus carros…

Há também o modo de inverno, com redução de força quando em pisos escorregadios. Se no Vitara o motor é 1.6, a sensação aqui é o 1.4 TurboJet com 146 cv e 23,5 kgfm, além do câmbio automático de seis marchas.

5) Mitsubishi ASX HPE AWD – R$ 125.990


O Mitsubishi ASX é um carro 4×4 da marca japonesa com um porte próximo dos SUVs compactos, tendo agora um design mais robusto com a última atualização.

Além da opção de acesso com tração dianteira, o modelo tem também outras duas com tração nas quatro rodas, mas com um preço bem mais alto. Ele agrega um motor MIVEC 2.0 Flex de até 170 cv e 23 kgfm, que dispõe unicamente de câmbio CVT com sistema INVECS-III.

Bem completo, vem com rodas de liga leve 18 polegadas, sete airbags, bancos em couro, entrada e partida sem chave, entre outros.

6) Suzuki Vitara 4Sport – R$ 125.990


A nova geração do carro 4×4 Suzuki Vitara só peca por não ser feita no Brasil.

Importado da Hungria, o pequeno SUV 4×4 se enquadra muito bem no segmento e de quebra oferece a desejada tração nas quatro rodas.

Com visual moderno, o utilitário esportivo é moderno e conta com uma multimídia com tela de 10 polegadas, inédita no segmento. Com enorme gama de pintura em dois tons, o crossover possui sistema de tração AllGrip com os modos Auto, Sport, Snow e Lock, que bloqueia o sistema de tração em 4×4.

Controles de tração e estabilidade, assim como assistentes de subida e descida estão presentes. O motor é o 1.6 de 126 cv e 16,7 kgfm, tendo transmissão automática de seis marchas. O modelo vem ainda com rodas de liga leve aro 17 polegadas.

7) Jeep Renegade Longitude Diesel 2.0 4×4 – R$ 134.990


O Jeep Renegade era uma das poucas opções de SUV 4×4 com preços mais acessíveis no Brasil, já que aqui os carros 4×4 são tão caros.

Quando foi lançado em 2014, custava a partir de R$ 99.990 na versão diesel 2.0 4×4, mas agora é com este preço acima que a brincadeira começa.

Dotado de grande capacidade off-road, o utilitário esportivo dispõe do bom motor diesel 2.0 Multijet com 170 cv e 35,7 kgfm. Além disso, o propulsor usa um câmbio automático de nove marchas, que inclui paddle shifts.

Nessa versão 4×4, os para-choques apresentam bons ângulos de entrada e saída, enquanto a suspensão é elevada em relação ao modelo Flex. Ar-condicionado, trio elétrico, direção elétrica, sistema de som com Bluetooth e USB, navegador GPS, piloto automático, entre outros, fazem parte do pacote.

8) Subaru XV S-AWD – R$ 144.900


O Subaru XV é um crossover propriamente dito, derivado do Impreza – que não está disponível na rede e que custava R$ 104.900 – tendo o excelente motor boxer 2.0 de 150 cv e 20 kgfm, que vem com o câmbio CVT Lineartronic e o sistema de tração S-AWD, que é montado no mesmo nível de motor e câmbio, garantindo um centro de gravidade mais baixo e assim, mais estabilidade e controle.

É bem completo, tendo ar-condicionado dual zone, rodas de liga leve aro 17, teto solar, volante com paddle shifts, entre outros.

9) Troller T4 – R$ 151.950


O Troller T4 é um legítimo 4×4 aventureiro, muito mais do que simplesmente um carro 4×4.

O produto da Ford, mas de origem cearense, é um jipe ideal para quem gosta de trilhas e caminhos desafiadores, sendo uma alternativa “full” ao Suzuki Jimny, embora este também não fique devendo muito por causa de seu tamanho.

Com mecânica do Ford Ranger, a marca americana sabiamente soube utilizar o que tinha para deixar esse SUV brasileiro um valente no off road extremo. São 200 cv e mais de 47 kgfm de torque, bem como um câmbio manual de seis marchas e um sistema 4×4 eficiente.

Leve, já que a carroceria é um misto de fibra de vidro e plásticos de alta resistência, o modelo encara qualquer desafio com conforto relativo, amenizado por um potente ar-condicionado e sistema de áudio completo.

Aqui vemos o preço bem mais em conta do Suzuki Jimny em relação aos outros modelos. Por ele ser um modelo mais antigo e também mais simples e pequeno, o preço é mais interessante. Mas não é por ele ser mais barato que é menos valente em terrenos difíceis, muito pelo contrário, ele se sai muito bem. Veja no link abaixo uma avaliação do modelo.

10) Jeep Compass Longitude Turbodiesel – R$ 161.990


O Jeep Compass é o último modelo a aparecer em nossa lista, mas certamente é um dos mais vistos nas ruas. Queridinho entre os SUVs no Brasil, o modelo tem versões mais baratas, mas sua tração 4×4 só aparece na versão Longitude com motor turbodiesel. Esse propulsor é o mesmo usado no Renegade, entregando 170 cv e 35,7 kgfm de torque, com transmissão automática de 9 marchas.

O fato, porém, é que o Compass não tem tanta aptidão off-road, sendo um SUV usado muito mais em ambientes urbanos. É a mesma situação que ocorre com seu irmão Renegade, mas nesse caso existem versões que encaram com um pouco mais facilidade as estradas de terra ou os buracos de nossas estradas.

Picapes 4×4 mais baratas do Brasil

1) Ford Ranger XL CS 2.2 Diesel MT – R$ 128.590


Como a Ford Ranger não tem 4×4 com motor flex, então a opção é a cara XL 2.2 diesel, que entrega 160 cv, mas com transmissão manual de seis velocidades. Para os puristas do campo, isso é uma coisa boa. Bem equipada no pacote intermediário, ela tem sete airbags e o sistema de chamada de emergência pelo SYNC.

2) Volkswagen Amarok S – R$ 132.580


Ela é pouco vista nas ruas, mas existe. A Vokswagen Amarok S é a versão de entrada com motor diesel 2.0 TDI de 140 cv e câmbio manual de seis marchas, mas devidamente com tração nas quatro rodas. O pacote de conforto é simples, porém, ela vem com controles de tração e estabilidade, assistente de subida e descida, faróis de neblina e ar-condicionado automático.

3) Toyota Hilux 4×4 Cabine Simples – R$ 133.690


Talvez você não esperasse ver a Hilux nessa posição, já que a picape da Toyota é conhecida por seus altos preços. Mas a versão de entrada (com cabine simples) é vendida por R$ 130.990, o que a colocou na quarta posição. Essa opção é focada no trabalho e por isso seu conforto é limitado. O motor diesel 2.8 GD tem 177 cv e 42,8 kgfm, equipado unicamente com câmbio manual de seis marchas. Tem apenas ar-condicionado e direção hidráulica.

4) Fiat Toro Endurance 2.0 AT9 – R$ 134.990


A Fiat Toro Freedom 4×4 infelizmente aumentou e já não é a opção mais barata do mercado. Mesmo assim, tem o bom motor diesel 2.0 Multijet de 170 cv, mas com câmbio manual de seis marchas. O modelo tem um bom acabamento interno e já vem com alguns itens bons também, tais como ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, airbag duplo, ABS, sistema de áudio com Bluetooth e USB, entre outros.

5) Chevrolet S10 LT 2.5 Flex AT – R$ 135.590


Apesar do bom preço, a Chevrolet S10 Cabine Dupla tem motor flex 2.5 de até 206 cv nessa versão com tração 4×4. O motor em si é moderno, pois tem injeção direta de combustível e é totalmente feito em alumínio. A vantagem em termos de conforto é a presença do câmbio automático de seis marchas. Em conteúdo, vem bem recheada na versão LT.

6) Mitsubishi L200 Triton Sport Outdoor – R$ 139.990


A Mitsubishi L200 recebeu uma nova versão de entrada recentemente, denominada Triton Sport Outdoor. O modelo vem com motor 2.4 MIVEC turbodiesel, com 190 cv e 43,9 kgfm, associado a um câmbio manual de seis marchas (com até 18 combinações através do sistema de tração Easy Select II).

7) Nissan Frontier S MT – R$ 143.850


A Nissan Frontier ficou bem mais cara quando renovou seu visual, como podemos ver no valor cobrado pela versão de entrada S com câmbio manual. Importada do México e com novo motor diesel 2.3 biturbo de 190 cv, além de câmbio automático de sete marchas, ela vem bem completa e conta até com multimídia, além da direção elétrica leve e do sistema de limpeza do catalisador, que reduz bastante o custo de manutenção.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

VW Caminhões e Ônibus lança caminhão Delivery 4x4 único no Brasil

Vejam que show, um caminhão qualificado para os terrenos mais difíceis:

A VWCO sai na frente mais uma vez com a família Delivery e está pronta para toda e qualquer aplicação. A grande novidade desta Fenatran para operação fora de estrada é o caminhão leve mais vendido do Brasil com tração especial: o Delivery 11.180 4x4. Força para rodar em qualquer terreno e capacidade de vencer subidas extremas são diferenciais do único veículo da categoria com essa configuração para o transporte de mercadorias ou prestação de serviços específicos.

Foto: DINO / DINO
Seus ângulos de ataque e saída são superiores, superando os 30°, o que representa um ganho de 52% sobre a versão 4x2. Primeiro modelo VW com eixo trativo dianteiro desenvolvido exclusivamente para a marca, em parceria com a Dana, a tração 4x4 se dá através do uso de uma caixa de transferência Marmon Herrington com dupla velocidade, o que confere ao veículo um desempenho otimizado em aclives.

Disponível com entre eixo de 4.000 mm, a aptidão para encarar qualquer desafio se vê numa plataforma de carga mais alta, com comprimento de 5.600 mm, e toma forma também com o uso de suspensão dianteira e traseira reforçada e eixo traseiro com sistema de bloqueio no diferencial, para mais eficiência em terrenos acidentados e de baixa aderência.

Foi desenvolvido para permitir o uso do veículo como reboque e traz de série pneus de uso misto específicos (235/75 R17.5) para operações com tração integral. O Delivery 4x4 se beneficia ainda das mesmas vantagens de sua versão 4x2. Tem o maior peso bruto total de sua categoria, com 10,7 toneladas. A agilidade em qualquer operação se garante com 175 cavalos de potência e torque máximo de 600 Nm numa ampla faixa de rotações.

Para facilitar a implementação, já vem preparado para a instalação de uma PTO e traz em seu pacote de opcionais itens como farol de milha, grade dianteira e guincho elétrico, além de um visual diferenciado, com acabamento especial nas rodas e nas portas. Também prevê que o cliente possa solicitar a inclusão de roda livre na tração dianteira para um menor consumo de combustível e maior durabilidade do diferencial quando a tração 4x4 não se faz necessária.

Este Delivery está configurado com banco de vinil, concebido para aplicações fora de estrada por oferecer mais robustez ao conjunto, com o mesmo conforto encontrado em toda a linha. Seu espaço interno segue como o maior da categoria com itens ergonômicos, como coluna de direção ajustável e banco pneumático, para reduzir qualquer desgaste do motorista.

Clientes de diferentes segmentos participaram ativamente do desenvolvimento do Delivery 4x4. Dessa forma, sua versatilidade o torna ideal para qualquer aplicação — em ambientes como fazendas e especialmente no segmento eletricitário e como carro de apoio para mineração, construção civil e agronegócio.


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Os tipos de tração 4×4

Recentemente fiz aqui uma postagem afirmando que a tração sempre deve ser utilizada com frequência para que haja uma lubrificação do seu mecanismo. No entanto, hoje várias pessoas têm carro 4X4, mas desconhecem sua real função e variedade. Por isso trago mais alguns esclarecimentos:

Foto: Pinterest
Tração é a força necessária para que o veículo vença o atrito da superfície do solo em relação aos pneus. No off-road, esse recurso pode fazer a diferença entre ficar atolado por horas esperando por um guincho ou continuar a aventura. Os mais comuns são os acionados manualmente e por demanda.

No caso do primeiro, é possível ativar a tração adicional a partir da roda livre e por alavanca, ou por meio eletrônico, pressionando um botão no painel. Nesse caso, os eixos dianteiro e traseiro são travados ao mesmo tempo, sendo que 50% da força do motor é desviada para cada um deles.

Há ainda a tração assimétrica automática, cujo funcionamento é basicamente o mesmo da manual. A diferença é que o sistema “analisa” o terreno onde o veículo está trafegando e distribui a força nos dois eixos automaticamente.

Se as rodas dianteiras travarem, mais tração será transferida à traseira, e vice-versa. Esse recurso muitas vezes vem acompanhado por reduzida, que é utilizada em baixas velocidades – a até 40 km/h – para auxiliar o veículo a transpor obstáculos muito difíceis.

A tração assimétrica integral reparte a força entre os eixos o tempo todo. Funciona na terra, em baixa velocidade. e no asfalto em alta velocidade, até em esportivos, como a Ferrari FF e os Audi quattro. O recurso dá mais aderência e ameniza esterços e contraesterços comuns em carros com tração só na dianteira ou só traseira.

Alguns sistemas chegam a jogar toda a força para um único eixo – para compensar eventuais perdas.

Outro dispositivo é o simétrico integral. Trata-se do mais moderno e disponível nos novos 4×4 à venda no mercado.
A tecnologia reparte a força entre os eixos, mas também pode distribuí-la entre as rodas do mesmo eixo. Marcas como Land Rover e Subaru adotam esse tipo de tração em quase todos os seus carros, já que o recurso é mais robusto e versátil que os anteriores.

COMO USAR

Antes de utilizar o 4×4, é preciso ler atentamente o manual do veículo para saber qual o tipo de tração disponível e o que o recurso é capaz de fazer. Dependendo da dificuldade da trilha, nem a tração integral será capaz de fazer o carro vencer obstáculos. Nesse caso, levar um guincho é fundamental.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Tração 4×4 deve ser usada regularmente

Você sabia disso?

É cada vez mais comum ver veículos com tração 4×4 transitando apenas na cidade. O que muitos proprietários desconhecem é que, mesmo que o sistema não seja utilizado com frequência, deve ser ativado periodicamente, de modo que todas as peças do conjunto fiquem lubrificadas. Em caso de defeito, o preço do reparo parte de R$ 2 mil.


A precaução é simples de ser feita. O ideal é que o sistema seja ligado pelo menos uma vez por mês e, de preferência, em locais com piso de baixa aderência, como estradas de terra ou mesmo areia.

Nos veículos que não são submetidos a aventuras fora de estrada, não há necessidade de qualquer tipo de manutenção. Mas o ideal é que componentes como cruzetas, diferencial e eixo cardã, além de partes da suspensão sejam verificados, em média, a cada seis meses.

Segundo Rodrigo Junior, proprietário da oficina Atacama 4×4 (3965-4171), oficina que fica na zona norte da capital, essa checagem preventiva ajuda a evitar danos que, dependendo do modelo e da complexidade do problema, podem passar dos R$ 5 mil.

FALHAS COMUNS
A maior incidência de falhas no 4×4 é causada pela contaminação do óleo do diferencial. Isso costuma ocorrer após travessias de rios e áreas alagadas.

Nesse caso, a única solução é trocar o lubrificante. Se isso for necessário, o custo será de cerca de R$ 80 cada diferencial (dianteiro e traseiro) para a linha Toyota Hilux (incluindo o utilitário SW4) na Atacama 4×4. Um dos componentes que mais se deterioram são as cruzetas, que para o mesmo veículo saem em torno de R$ 400, incluindo a mão de obra.

Fonte: https://jornaldocarro.estadao.com.br/carros/tracao-4x4-deve-ser-usada-regularmente/?fbclid=IwAR3cVkTVILR2NrmqAwxJgxonyR6gkU664zZXHEJvIfboEaEE54uYEFCM00I


quarta-feira, 29 de maio de 2019

Comprando um veículo 4×4 usado

Comprar um veículo 4×4 não é uma tarefa fácil para quem quer evitar problemas futuros. Assim como qualquer usado, é necessária muita atenção na hora da compra. No entanto, por se tratar de um veículo que naturalmente se exige mais por conta do terreno não pavimentado, algumas recomendações são imprescindíveis para não ter dor de cabeça.

Mas antes mesmo de encontrar o 4×4, o primeiro passo é saber qual será seu uso. Com a moda dos SUVs hoje em dia, a busca por utilitários esportivos usados é recomendada apenas se o futuro dono desejar um veículo para levar a família com conforto no fora de estrada e ainda o utilizar no dia a dia.

Pajero, Cherokee, Grand Cherokee, Pathfinder, Explorer ou Blazer, por exemplo, são algumas das opções para enfrentar terrenos difíceis. No caso de atoleiros e trilhas mais exigentes, veículos como Defender ou Pajero, por exemplo, podem ser uma opção melhor.

Mas, se o caminho for bem mais suave e nem tão exigente assim, crossovers e utilitários esportivos compactos com tração permanente nas quatro rodas, tais como EcoSport e Duster, por exemplo, podem dar conta do recado.

Se o consumidor tem um carro para o dia a dia, aí então a busca por um 4×4 usado muda completamente. A busca passa a ser focada em veículos mais simples e até rústicos, que possuem grande robustez e mecânica confiável. Bandeirante, Willys, Jeep ou Rural, por exemplo, são recomendados por especialistas no assunto.


Pajero, Cherokee, Grand Cherokee, Pathfinder, Explorer ou Blazer, por exemplo, são algumas das opções para enfrentar terrenos difíceis. No caso de atoleiros e trilhas mais exigentes, veículos como Defender ou Pajero, por exemplo, podem ser uma opção melhor.

Mas, se o caminho for bem mais suave e nem tão exigente assim, crossovers e utilitários esportivos compactos com tração permanente nas quatro rodas, tais como EcoSport e Duster, por exemplo, podem dar conta do recado.

Se o consumidor tem um carro para o dia a dia, aí então a busca por um 4×4 usado muda completamente. A busca passa a ser focada em veículos mais simples e até rústicos, que possuem grande robustez e mecânica confiável. Bandeirante, Willys, Jeep ou Rural, por exemplo, são recomendados por especialistas no assunto.

Para quem não quer ou não pode adquirir os 4×4 mais clássicos, que exigem maior conhecimento e experiência no off-road, a dica é buscar modelos mais novos e já conhecidos no mercado, tais como Samurai, Jimny, Vitara, Niva e outros com mesma proposta. São mais baratos e muito capazes no fora de estrada.

Com o uso definido, a atenção passa a ser focada no veículo escolhido. Boa aparência pode indicar que algum problema está oculto. Então, não adiantar se apaixonar pelo carro. É preciso verificar alguns itens para ver se tudo está ok. O mesmo em relação à documentação. Abaixo, os pontos principais a serem observados:


Motor
Propulsor muito limpo, que parece ter sido lavado, pode esconder vazamentos. Por isso, a recomendação é verificar junções de peças, tais como cabeçotes, escapamento, bomba d´água, entre outros. O estado do óleo tem que ser bom. Sinal de água misturada com o lubrificante, pode indicar problemas na junta de cabeçote e custos extras para o novo dono.


Transmissão
A busca por vazamento de óleo na caixa de mudanças e nos diferenciais é essencial para evitar gastos não programados com o veículo. Uma volta com o carro ajuda a identificar ruídos anormais, contínuos e trancos, evidenciando que existe um problema no diferencial. Testar a tração 4×4 e a reduzida é fundamental para não ficar na lama, literalmente.

Carroceria
A observação do estado da pintura é fundamental para descobrir se o carro ficou muito tempo exposto ao clima ou se o veículo teve algum tombamento ou capotamento, evidenciado por uma recuperação da pintura. Desníveis na lataria também indicam colisão ou capotamento.


Chassi
Trincas e soldas nas longarinas, se houver, são sinais de problemas adiante. No caso de monobloco, as trincas aparecem no túnel da transmissão, pontos extremos da carroceria e base das colunas das portas. Alterações na cor, formato e soldas aparentes indicam recuperação por conta de um acidente ou uso além da capacidade do veículo.


Suspensão
Prefira veículos sem modificações na suspensão, exceto se for profundo conhecedor do assunto. Verifique o alinhamento e o comportamento do carro em terreno plano. A carroceria deve estar alinhada e se houver inclinação do conjunto, isso deve indicar molas e amortecedores vencidos ou “cansados”. O custo para substituição em alguns 4×4 é alto. Nesse caso, cotar o valor dos componentes é vital para evitar gastos enormes. Além disso, deve-se negociar essa diferença para não ficar no prejuízo após a compra.

Pneus
Avaliar o estado dos amortecedores e molas é fundamental e isso deve ser feito em lojas especializadas em pneus. Aproveite essa análise e peça uma verificação do material rodante do 4×4. O custo de pneus off-road ou de uso misto é bem superior ao de um carro comum. Verifique o estado do estepe e negocie um abatimento no valor do carro se for necessário.


Corrosão
A verificação de pontos de ferrugem ou corrosão é fundamental para se determinar o estado geral da estrutura. Alguns modelos 4×4 são mais complicados, tais como Troller ou Defender, por exemplo. Isso porque utilizam materiais mais diferentes do aço, no caso fibra de vidro e alumínio, respectivamente. Existem casos de Land Rover com carroceria impecável, mas com o chassi corroído.


Escapamento
A corrosão também afeta o escapamento de alguns modelos 4×4. Além disso, amassados e soldas indicam que o conjunto já passou por maus bocados. No funcionamento do motor, observe se a fumaça preta vai desaparecer em poucos instantes, no caso de motor diesel. Se permanecer, é sinal de problemas com o propulsor. Com gasolina, a fumaça azulada é sinal de dor de cabeça adiante. Ele pode estar queimando óleo e uma retífica não é nada barata, se for necessária.

Interior
O ambiente interno do 4×4 deve ser muito bem observado. O motivo é buscar sinais de alagamento. Travessia de rios ou mesmo ruas e estradas alagadas, infelizmente tão comuns no Brasil, não são um problema para muitos modelos de utilitários.

No entanto, a ultrapassagem do nível máximo pode acarretar não só danos ao propulsor, mas também ao acabamento. Furos ocultos sob o carpete indicam a instalação de santantonio e indicam uso em competições. Marcas de barro nos bancos também apontam uso extremo.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Confira quais são os itens essenciais para encarar uma trilha

Se você tem um veículo 4×4 e gosta de se aventurar em uma trilha aos finais de semana, essas dicas são fundamentais para não se meter em uma enrascada e ser pego desprevenido. Praticar offroad exige cuidados e muito preparo antes de sair pegando a estrada!


Pra começar, antes de planejar sua trilha, convide um amigo para curtir com você. É muito mais divertido e seguro, pois se qualquer coisa der errado você tem companhia para lhe ajudar a resolver o problema.

Como se vestir

Tenha em mente que você precisará usar roupas confortáveis e resistentes, mas que não o impeça de se mover com facilidade. Calçados impermeáveis e com solados anti-derrapantes também são bem-vindos. No frio, utilize uma jaqueta com bastante bolsos para carregar objetos como lanterna, canivete e chaves. Já no calor é indispensável o uso de boné e protetor solar para se proteger do sol.

Itens indispensáveis para uma trilha

Além de pensar na roupa, também não podemos nos esquecer de alguns itens essenciais para offroad. São eles: equipamentos de segurança; estoque preventivo de combustível e água, muita água!


Como preparar o veículo para uma trilha

Considerando que cada terreno exige um pneu diferente, podemos perceber a importância deste item para trilhar sem intercorrências. Identifique as características da trilha que irá fazer para então equipar seu veículo com os pneus offroad mais adequados.

Em uma trilha é muito comum se deparar com um atoleiro, por isso, equipar seu carro com um guincho pode ser muito útil para lhe ajudar a sair dessa. O modelo e a potência do guincho varia muito, portanto deve-se escolher o guincho que tem uma capacidade de tração suficiente para arrastar o seu 4×4.

E por falar em guincho, o que também não pode faltar são as cintas para reboque, que são encontrada em diversos modelos, com ou sem gancho.

Se os pneus são importantes, a suspensão também está em jogo. Em alguns terrenos a travessia se torna muito mais complicada sem um bom sistema de amortecedores e barras estabilizadoras. A suspensão absorve os impactos e proporciona mais estabilidade para o seu 4×4.


Outros itens que podem ser acoplados ao veículo para trilha são: Santo-Antônio, gaiola, quebra-mato, banco concha, cinto de segurança especial para competição e os freios a disco.

Itens de emergência

Já os itens de emergência são mais conhecidos. São eles: primeiros socorros, caixa de ferramentas, macaco, galão para água e combustível, extintor e luvas para manutenção.

Lembre-se de respeitar os limites da trilha e do seu veículo. O bom senso pode ser o melhor item de todos para evitar problemas na sua trilha. E claro: respeite a natureza durante o seu percurso!

Fotos: Donizetti Castilho