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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Teste: O pneu certo para seu 4×4 fazer bonito no off-road

Não adianta ter um 4x4 se o pneu não ajuda. Com o calçado certo, você supera desafios sem muito esforço ao volante.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Pesquisas das montadoras dizem que a grande maioria dos veículos 4×4 nasce, vive e morre sem tocar uma vez sequer a terra. Lama, então…

Não por acaso, quase todos os modelos saem calçados com pneus de uso misto, cuja estrutura, desenho de banda de rodagem e composto de borracha privilegiam mais a vida urbana.

Agora, se você foge à regra e tem um 4×4 com alergia a asfalto, fica a dica: um jogo de pneus off-road no lugar dos originais pode levá-lo a lugares que você nem imagina.

Pneus são para um carro o que os calçados são para as pessoas. Não adianta utilizar o melhor tênis do mundo para andar na lama, como também seria desastroso apostar uma corrida com os pés enfiados em botas.

Para comprovar na prática o quanto um pneu de uso off-road é superior na terra em comparação ao de uso misto, levamos uma picape Mitsubishi L200 Triton para um teste no campo de provas da Pirelli, em Sumaré (SP).

A área simula diversas condições de off-road, que vão da terra batida a lamaçais de dar medo. No comando da picape, Sérgio Barata, outro piloto de testes da fábrica, com larga experiência em ralis. Sua missão: mostrar até onde chega cada um dos dois modelos de pneus. Façam suas apostas.

Misto frio

O primeiro jogo a encarar a terra é o de uso misto, modelo Scorpion STR , com proporção 80/20, ou seja, 80% asfalto e 20% terra, a mais comum em utilitários que saem de fábrica.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Nos trechos de terra seca, de chão batido, a L200 sofreu pouco. Mas o piloto não podia abusar da velocidade, pois as irregularidades faziam com que as rodas perdessem contato com o solo. E, em qualquer curva, lá ia a traseira escorregando.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Na lama, a coisa piorava. Bastavam alguns giros para o barro preencher todos os sulcos da banda de rodagem, deixando-a lisa. “Se já é difícil andar no asfalto molhado com um pneu slick, imagine na terra”, dizia Barata, brincando, enquanto lutava com a direção.

Com os sulcos do pneu tomados pela lama, o veículo deixa de obedecer ao comando do volante, escorregando de acordo com as imperfeições do solo. “Ligar a tração 4×4 ajuda, mas não resolve.”

Até tarefas simples, como passar por um degrau ou subir um barranco, são um sufoco. Repleto de barro , o pneu gira em falso, instigando ao erro de acelerar mais. É aí que mora o perigo.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Com mais velocidade, a lama pode escapar dos sulcos e o pneu pode ganhar aderência de repente, fazendo com que o carro dê um salto à frente. Durante o teste, três balizas que demarcam a pista foram atropeladas pela L200, que insistia em fugir das mãos experientes do piloto.

Banda Off-Road

Hora do pit stop. Sai o STR e entra o Scorpion MUD , com desenho 100% off-road.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Logo no início, na parte seca, Barata acelera, ignorando a buraqueira: decola ao passar por um leve barranco e aterrissa caindo firme, grudado no chão, sem sinal do pneu dançando na pista, como ocorreu com o modelo misto.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
A primeira curva ele faz “mordendo” a terra, seguindo firme na trajetória. Nesse lugar, o outro pneu obrigava Barata a fazer o contra-esterço, para que a traseira não desgarrasse demais. Parecia até que a L200 fazia a curva em piso asfaltado, tamanha a aderência. 

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
O melhor estava por vir. No lodaçal, a picape passou rápido e sob total controle. As rodas não giravam em falso sem sair do lugar, como com o pneu misto.

Barata explica a mágica: “Além de maior reforço na estrutura, o pneu 100% off-road é desenhado de modo que os blocos de borracha agarrem o piso com máxima performance. Depois, a própria rotação da roda expulsa a lama dos largos sulcos, num processo autolimpante”.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Sem velocidade de rotação, a terra molhada se acumula nos sulcos, “alisando” a superfície de contato. Portanto, para usar o pneu 100% off-road, é preciso acelerar mais para ele funcionar. Nessa hora, Barata afunda o pé e dá um banho na nossa equipe. “Viu só? É só fazer isso que os pneus se livram da lama.” E estão prontos para outra trilha.

Mistura de pneus

Cada grande fabricante de pneu tem ao menos um modelo 100% off-road, que custa mais de 1.000 reais cada um. Mas saiba: esse pneu apresenta no asfalto ruído em excesso e perda de rendimento – ele piora a frenagem e dobra demais em curvas. Há ainda versões de uso misto que vão de um 30/70 (30% off e 70% on-road) a um 90/10.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O manual para encarar a lama sem drama

Um passeio de final de semana pode virar um pesadelo se o carro atolar no meio da viagem. Aprenda o que fazer para sair desse buraco

Não tem coisa melhor que aproveitar os dias de folga para viajar. Porém, o que seria o passeio dos sonhos pode virar um verdadeiro pesadelo se a família ficar com o veículo atolado no meio do nada. Isso ocorre diariamente com muita gente, principalmente com os carros de passeio, que não possuem capacidade de tração suficiente para sair desse tipo de situação.


Quando o carro atola, é hora de parar de acelerar.
Como aconteceu com o vendedor Gian Pier De Caprio, que passou uma madrugada inteira dentro do carro com mulher, dois filhos e a sogra. “Já era de noite, tentei ligar para todo mundo, mas, como estávamos longe, ninguém poderia nos socorrer. Então, ficamos lá mesmo”, diz. Só às 6 da manhã ele conseguiu socorro do pessoal do sítio aonde ele ia. Vieram três pessoas acudir com um carro, uma corda e uma pá.

Além do estresse e de acabar com a viagem de qualquer um, o perigo de ficar dentro do carro à noite pode ser ainda mais traumático. Com algumas regras básicas, você pode sair facilmente do buraco e aproveitar as férias como elas devem ser.

Uma das situações mais comuns, por exemplo, é encalhar na areia a caminho da praia. Nesse caso, pare de acelerar forte, que só vai piorar. Se o carro não se mover, é hora de sair do volante e avaliar o problema. Procure um pedaço de madeira ou utilize a calota do carro para começar a limpar o caminho dos pneus, cavando um trilho para que sirva como rota de fuga. Se puder, alivie um pouco o peso do veículo. Caso tenha muitas malas, tire-as para facilitar o trabalho.

O próximo passo é utilizar o macaco. Com uma tábua ou alguma superfície mais resistente, apoie-o para ele não afundar e levante o carro até tirar a roda do chão. Caso ele erga o carro e o pneu continue na areia, utilize o método do “macaco baiano”. “Basta cavar o chão e pôr o macaco sob a roda para levantá-la. Depois, coloque folhas, pedaços de galho, jornal ou até o tapete do carro embaixo do pneu”, diz Eduardo Sachs, diretor técnico do Rally dos Sertões.

Você não encontrou pedaços de madeira ou jornal e não quer saber de estragar o tapete do carro? Então abra a mala e pegue uma roupa velha ou que possa ser “sacrificada”. Isso também ajuda. Agora é só entrar no carro e acelerar devagar, enquanto as outras pessoas vão empurrando com força.


Uma dica para encarar a areia é reduzir a pressão dos pneus
Se você sabe com antecedência que vai encarar esse tipo de terreno, um boa dica é murchar o pneu antes de entrar na areia, baixando em geral para a metade do recomendado. Se a calibragem for 28 ou 30 libras, passe para 15. “A cada 10 segundos murchando o pneu, a pessoa baixa 1 libra em média. Com essa contagem, a pessoa deixa todos os pneus com a mesma calibragem”, diz Eduardo. Mas atenção: não se esqueça nesse caso de levar um compressor elétrico, desses que são ligados no acendedor de cigarro.

Ao entrar na areia, acelere e mantenha em marcha mais baixa. O importante não é velocidade e sim manter o giro do motor alto. Entre em segunda marcha, com 2.000 rpm, ou em primeira, com 4.000. Outro truque é também entrar na areia girando o volante de um lado para o outro. Conte “um, dois” e ao mesmo tempo gire um pouco para a direita, depois mais “um, dois” e vire para a esquerda. Quando for frear, faça sempre de forma suave, nunca bruscamente, para não cavar a areia ao parar e formar um buraco.

Para sair da lama, faça quase o mesmo. Se perceber que está atolando, pare, dê a ré o máximo possível e depois acelere para tentar vencer o obstáculo no embalo. Parou? Dê ré e repita a operação. “O importante é não ficar parado acelerando, porque assim se vai escorregando e atolando cada vez mais”, diz João Roberto Gaiotto, instrutor de cursos off-road.

Na lama, o importante é manter o giro alto
Ao enfrentar a lama, você não pode ir tão devagar como na areia. Se entrar muito rápido ou muito devagar, ele vai parar. Use a segunda ou a primeira marcha com uma rotação média, algo entre 1.500 e 3.000 giros. Se encalhou de vez, cave o terreno e tire o barro que fica na roda e que está à frente do pneu. Coloque pedras, pedregulhos ou pedaços de madeira sob o pneu, pois, ao acelerar, ele sairá. Nesse caso, galhos, jornal e roupa de nada irão adiantar. “Às vezes, dá até para colocar o estepe embaixo da própria roda, para servir de apoio”, afirma Eduardo Sachs.

Tração total, solução parcial

Ter um 4×4 não significa que ele nunca atolará. Que as chances são menores, sim, é verdade, mas sempre há o risco, ainda mais com pneus de asfalto ou de uso misto. O importante é lembrar-se de engatar o 4×4 antes de entrar no terreno perigoso. “Se atolar, examine qual a profundidade do problema, se não tem um buraco mais fundo escondido embaixo da lama, se ele está preso pela barriga ou por um pneu só”, diz João Roberto Gaiotto.

Com um 4×4, você entra no atoleiro um pouco devagar e depois acelera. Se entrar muito forte, é possível quebrar algo na parte da frente. “O veículo não pode entrar acelerando demais nem com marcha fraca. Se você errar, não vai dar tempo de puxar a marcha certa e ele provavelmente vai afundar”, diz Eduardo Sachs.

Olha a mão!

Empurrar um carro pode não ser tão fácil quanto você pensa. Colocar as mãos no meio da lataria, nas grades ou no farol não dará bom resultado. Evite empurrar pela parte plástica do veículo. Prefira pôr as mãos nas colunas, nos cantos e nas partes mais rígidas da estrutura.

GUIA DE PREVENÇÃO

Há no mercado de off-road equipamentos que podem salvar sua viagem. Mais indicados para picapes ou utilitários esportivos, eles são úteis em terrenos com muita areia ou lama pela frente.

Guincho elétrico



É só prender o cabo numa árvore ou pedra grande (com a ajuda de uma cinta de náilon) e ligar, que ele puxa o carro sozinho.

Cinta de náilon




Ideal para usar em volta de uma árvore, para ancorar o guincho. Também pode ser usada como uma corda para puxar o carro. Leve pelo menos duas, uma curta e outra longa.

Manilha



Serve para conectar cintas, cabos de aço e cordas em pontos de ancoragem no veículo, árvores ou rochas. É prudente levar duas peças para uso e uma de reserva.

Prancha ou esteira



Feita de aço ou alumínio, forma uma trilha firme e de alto atrito para o veículo passar por cima.

Macaco inflável



Versátil para içar qualquer carro ou SUV em até 70 cm em solos macios, como areia e lama.

Fonte: https://quatrorodas.abril.com.br/auto-servico/o-manual-para-encarar-a-lama-sem-drama/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Trilha do Facão

Após quase uma semana de chuva estava louco por um dia de trilha e comecei a colocar pilha na galera para curtimos uma trilha com LAMA. Assim marcamos para sábado (03) às 12h.

Sexta-feira fui a festa de formatura de meu sobrinho Laio, que foi ótima. Conclusão: fui dormir às 3h da manhã e não consegui acordar antes das 10h30 de sábado. Saí com Pedro (meu filho) para acertar compromissos de trabalho e por volta das 13h30 cheguei a concentração em Mineiros, onde gentilmente me aguardavam.  
       
Alguns carros deslizavam sobre a lama.
Saímos em 10 carros para fazermos o percurso da Trilha do Facão. Mirinho finalmente estreiou sua "nova" Toyota na lama e, como eu, parecia um pinto no lixo. Fred aproveitou para "amaciar" o motor novo de Margarida, enquanto Frederico caprichava na cobertura fotográfica. O companheiro Marcelo apareceu por lá com uma Triton zerada e não teve pena de sujar o seu brinquedo novo, só não queria arranha-lo. Yuri, Paulo e Escadinha, atualmente sem 4X4, foram de carona, mas não deixaram de se divertir. O Jeep de Alexandre, para variar, teve novos problemas elétricos. Mas Rogério (Cabeção) também abriu o capu. Júnior (Capachão) disse ter vendido o Suzuki, mas tinha que dar uma última voltinha para se despedir do valente. 

Vejam do meu ângulo.
Tive que ir embora cedo (Detalhe: havia combinado com Rosana de irmos a um aniversário às 14h em Cajueiro. Fomos, mas só chegamos após o parabéns.). Mas no dia seguinte fiquei sabendo que Marcinho e Salame se aventuraram em um cabo de guerra. Eu adorei, como sempre, mas gostaria muito mais se tivesse mais lama e buracos. 

Marcelo aprontando com sua Triton.
Bem, para concluir, gostaria de frisar que diversão é para quem gosta e sabe levar a vida. Não precisamos esperar um "evento" para fazermos trilhas e/ou passeios. Assim como a Trilha do Facão, existem diversos locais em nossa região que valem a pena serem visitados e dá para fazer isso em apenas um dia ou em algumas horas. Veja mais fotos.

Não se esqueçam que domingo tem a trilha do Papai Noel. Espero vê vocês lá.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Feriado em Conceição de Macabu

Todo mundo sabe o quanto é bom um feriado no meio da semana para quebrar a rotina.

Registro da saída.
Assim, terça-feira a noite, após um momento de oração no trevo da Estrada dos Ceramistas, eu, Geraldinho, Mauro, Edvar Júnior e nossas respectivas famílias seguimos para Conceição de Macabu.

Registramos nossa presença junto a Ricardo (o 9º na foto), organizador do evento.
Chegamos lá por vota das 22h30. Nos instalamos, encontramos Alexandre e Marcinho, com suas familias, que já estavam por lá, e fomos para praça da cidade fazer reconhecimento do local. Pela manhã um grupo esteve na igreja matriz de N.S. da Conceição para um momento de fé, já que o dia era dedicado a N.S. da Conceição Aparecida. Em seguida, fomos registrar a presença do Caça-Lamas Jeep Clube na "concentração do 1º Encontro de Jeepeiros de Conceição de Macabu". Porém, por unanimidade, todos do nosso grupo decidiram passar o dia na cachoeira Amorosa.

Cachoeira Amorosa.
Passamos o dia nos esbaldando com banhos de cachoeira, churrasco suculento, colocando a conversa em dia e nos deslumbrando com aquele belo cenário natural. De repente, o tempo fechou, e com medo de uma tromba d'água saímos de lá rapidamente. Porém, para acompanhar nosso amigo Alexandre em uma missão, e para ter mais um pouquinho de emoção, voltamos via Sossego do Imbé. Nossa intensão era sair em Lagoa de Cima, mas em meio a chuva fomos sair na BR-101.

Chuva, lama e emoção marcaram a volta.
E por volta das 22h chegamos felizes, sãos e salvos as nossas casas. Veja as fotos.
Amanhã tem mais. Depois eu conto. 
Tenham todos um belo final de semana.