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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Obesidade é fator de risco para quadro grave da Covid-19

A obesidade é considerada um fator de risco para o agravamento do Covid-19. O fato chama a atenção pois a obesidade está entre as oito doenças que mais afetam os caminhoneiros. Além disso, outras doenças como diabetes e pressão alta, que geralmente acompanham a obesidade, também estão entre as mais comuns e são fatores de risco para a evolução de quadro grave para o novo coronavírus.


Diante dessa realidade é importante o caminhoneiro estar atento e tentar melhorar ainda mais a sua qualidade de vida, tomar as medicações corretamente além de redobrar os cuidados na estrada.

Por que a obesidade é um fator de risco?

Segundo especialistas a obesidade é classificada como um baixo grau inflamatório e a Covid-19 também provoca processo inflamatório. Portanto quando um individuo é contaminado pelo novo coronavírus o corpo passa a lutar contra dois processos inflamatórios.

Outro ponto importante é a capacidade respiratório que, em uma pessoa obesa, fica um pouco comprometida. E o coronavírus também compromete a parte respiratória. Em uma pessoa obesa o pulmão tem que fazer muita força para poder poder empurrar o peso do tórax. E o diafragma também precisa desse mesmo esforço. Portanto, em casa de infecção pelo novo coronavirus a parte respiratória poderá ficar bastante comprometida.

Importância da alimentação saudável e exercício 

Nesse momento manter a alimentação saudável e uma rotina de exercício dentro da possibilidade de cada um é essencial. A pandemia está aumentando o sedentarismo e a busca por alimentos não perecíveis. E esse fato é preocupante principalmente no caso de pessoas que já se encontra no estado de obesidade.

Nas paradas em postos é importante que o caminhoneiro tente fazer algum tipo de exercício como caminhada, por exemplo. Apesar de toda a dificuldade para fazer as refeiçoes na estrada é muito importante que o caminhoneiro tente aumentar o consumo de frutas e legumes no lugar de embutidos.

O que é a obesidade?

A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo e acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, entre outras.

O excesso de peso pode estar ligado ao patrimônio genético da pessoa, a maus hábitos alimentares ou, por exemplo, a disfunções endócrinas. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comum é o do Índice de Massa Corporal (IMC). A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O IMC é calculado dividindo-se o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros).

Classificação do IMC:

Menor que 18,5 – Abaixo do peso
Entre 18,5 e 24,9 – Peso normal
Entre 25 e 29,9 – Sobrepeso (acima do peso desejado)
Igual ou acima de 30 – Obesidade.

quarta-feira, 4 de março de 2020

CORONAVÍRUS: tire todas as suas dúvidas e saiba como se prevenir contra a doença

O mundo está em alerta e não se fala em outra coisa a não ser sobre o coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, trata-se de uma família de vírus que causa infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto no fim do ano passado após casos registrados na China. A doença também é denominada de COVID-19.


Recentemente, o Ministério da Saúde elaborou uma lista com 16 países onde há possibilidade de transmissão: Itália Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes Unidos.

O Brasil já tem dois casos de coronavírus confirmados. Na última terça-feira (25), um homem, de 61 anos, residente em São Paulo, com histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), a trabalho e sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro. Já o segundo caso da doença foi confirmado no sábado (29), pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. O paciente esteve em Milão, na Itália, na última quinta-feira (27). O homem, de 32 anos, tem um quadro leve e estável. Ele foi colocado em isolamento domiciliar, juntamente com a mulher, com quem viajou. Ela não apresentou sintomas.

A IstoÉ conversou com Tassiana Rodrigues dos Santos, médica infectologista pela Unesp com pós-graduação em controle de infecção hospitalar, que esclareceu dúvidas sobre o vírus e deu dicas de como a população deve se previnir. Confira!

Quais são os sintomas?
Os sinais e sintomas são semelhantes aos de uma gripe: febre, tosse, falta de ar, dor de garganta e fraqueza. A maioria dos casos é leve, sem grandes consequências, porém existe a possibilidade de complicações pulmonares, principal causa de óbito relacionada.

Como o coronavírus é transmitido?
Sua transmissão ocorre por gotículas respiratórias: espirro, tosse, contato pessoal próximo, contato com superfícies contaminadas. Sabe-se que a transmissão pode ocorrer antes dos primeiros sintomas, e o tempo para que a infecção se manifeste pode durar até 14 dias, período em que as pessoas que tiveram contato com um paciente confirmado devem ser monitorizadas.

Como prevenir?
Mesmo ainda não tem tendo vacina ou tratamento específico, existem várias medicações que têm mostrado benefícios em alguns estudos. A infectologista deu dicas de como podemos nos prevenir e tomar os cuidados necessários para não adquirir a doença. Ela ainda ressalta que cada caso deve ser individualizado e que a prevenção é a melhor medida para barrarmos o ciclo desse vírus.
  • Antes de tudo, higienize suas mãos. Lave adequadamente e múltiplas vezes durante o dia
  • Álcool gel também é eficaz, sempre que cumprimentar alguém ou pegar em superfícies potencialmente contaminadas
  • Utilize lenço descartável para higiene nasal, e não esqueça de lavar as mãos após tossir ou espirrar
  • Evite tocar mucosas (olhos, nariz e boca)
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal
  • Limpe regularmente o ambiente e mantenha-o sempre ventilado
  • Evite deslocamentos e aglomerações se estiver doente
  • Evite contato próximo com pessoas sintomáticas
  • Não visite recém-nascidos, gestantes, pacientes fragilizados e pessoas idosas se você estiver com sintomas. Isso serve para qualquer infecção
  • Mantenha hábitos saudáveis: hidratação, alimentação e atividade física regular
  • Vacine-se e vacine seus filhos para outras doenças, não é hora de esquecermos que outros vírus também estão circulando
  • As máscaras cirúrgicas devem ser usadas como bloqueio na transmissão do vírus por uma pessoa já doente, cessando assim a passagem para a população geral
  • Se você quer usar máscara mesmo assintomático, tudo bem, mas fique atento para que ela não dê a “falsa” sensação de proteção, deixando de lado outros pontos importantes, como a lavagem das mãos e superfícies
  • Se você vai viajar ou vai para áreas potenciais de risco, converse com seu médico sobre qual é a ideal proteção na sua situação
A Infectologista ainda fez um alerta para cuidados redobrados com os idosos. “Apesar de estarmos diante de uma possível pandemia, a letalidade geral se encontra em torno de 2-3%, mais baixa que muitos outros vírus com os quais já estamos acostumados (sarampo por exemplo). A maioria dos óbitos ocorreu em pacientes idosos e com alguma comorbidade. Isso só reforça a importância dos cuidados preventivos principalmente nesse grupo. Outras populações classicamente consideradas de risco para quadros virais são: crianças menores de 2 anos, gestantes, pacientes com algum grau de imunossupressão, hipertensão, problemas pulmonares e oncológicos”, concluiu Tassiana Rodrigues dos Santos, médica infectologista pela Unesp.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Campanha de doação de Medula Óssea em Campos dos Goytacazes

Não fique de fora dessa: Doe amor! Doe vida! 
A oportunidade é agora, bem pertinho, aqui em Campos.

Perguntas frequentes: Doação de medula óssea
A doação de medula óssea é importante para o tratamento de pacientes com doenças que comprometem a produção normal de células sanguíneas, como as leucemias, além de portadores de aplasia de medula óssea e síndromes de imunodeficiência congênita. Entenda como se inscrever para ser um doador voluntário e como é realizado o procedimento.



O que é medula óssea?
A medula óssea, encontrada no interior dos ossos, contém as células-tronco hematopoéticas que produzem os componentes do sangue, incluindo as hemácias ou glóbulos vermelhos, os leucócitos ou glóbulos brancos que são parte do sistema de defesa do nosso organismo, e as plaquetas, responsáveis pela coagulação.

Quem necessita de transplante de medula óssea? 
Pacientes com doenças que comprometem a produção normal de células sanguíneas, como as leucemias; além de portadores de aplasia de medula óssea e síndromes de imunodeficiência congênita.
No caso específico das leucemias, é importante lembrar que a indicação de transplante irá depender do tipo de leucemia e da resposta inicial ao tratamento com quimioterapia e, em muitas situações, a doença pode ser curada, apenas, com tratamento convencional com quimioterapia e/ou radioterapia.

Quem pode doar medula óssea? 
Para se tornar um doador de medula óssea é necessário:
- Ter entre 18 e 55 anos de idade
- Estar em bom estado de saúde
- Não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue (como infecção pelo HIV ou hepatite)
- Não apresentar história de doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune (como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide).

Como é realizado o procedimento para ser um potencial doador de medula óssea? 
Para o cadastramento, o doador deve apresentar um documento original de identidade e preencher um formulário com suas informações pessoais. Além disso, será necessária a coleta de uma amostra de sangue (5 ml) para testes de tipificação HLA – fundamental para a compatibilidade do transplante. Estes dados serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e, em caso de identificação de compatibilidade com um paciente, você será contatado para realizar outros testes.

O que é o Redome? 
O Redome é o Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea, responsável pela manutenção das informações de todos os doadores voluntários de medula óssea cadastrados no Brasil e pela identificação de possíveis doadores para pacientes brasileiros. Esta atividade está sob coordenação do INCA. Para maiores informações, acesse http://redome.inca.gov.br/

O que o doador deve fazer depois de ser cadastrado no Redome? 
O cadastro do doador permanecerá ativo no Redome até ele completar 60 anos de idade e, assim, ele poderá ser selecionado para um paciente ao longo de toda a sua vida. Por este motivo, é importante que o doador mantenha seus dados pessoais atualizados – o que pode ser feito através do site do Redome - http://redome.inca.gov.br/doador-atualize-seu-cadastro/.

Quais as chances de encontrar um doador compatível de medula óssea? 
Em função das características genéticas do sistema HLA, esta chance é de 30% entre irmãos e muito menor quando buscamos doadores não-aparentados. Por este motivo, existem os Registros de Doadores Voluntários em diferentes países, totalizando mais de 33 milhões de doadores no mundo. O Redome é, hoje, o terceiro maior registro e representa, para os pacientes brasileiros, a maior chance de encontrar um doador não-aparentado.

O que acontece com o doador de medula óssea antes da doação? 
Uma vez identificado um potencial doador compatível, ele é contatado e convidado a realizar novos testes de compatibilidade e uma avaliação clínica e laboratorial. Confirmada a compatibilidade com o paciente e o bom estado-de-saúde do doador, a doação é agendada. Este processo costuma levar 60 dias e não é necessária nenhuma mudança de hábitos de vida, de trabalho ou de alimentação.

Onde se inscrever para ser um doador voluntário de medula? 
O cadastro de doadores voluntários no Redome é realizado nos hemocentros de todo o país que podem, ainda, organizar campanhas em diferentes locais da sua cidade – procure seu hemocentro para obter informações sobre dia e horário. A lista completa está disponível em http://redome.inca.gov.br/doador/hemocentros/.

Como é realizada a doação de medula óssea? 
A coleta das células-tronco hematopoéticas é realizada em centros de transplante ou hemocentros públicos ou privados de todo o país autorizados pelo Ministério da Saúde e existem duas maneiras de obter estas células.
Na coleta de medula óssea, o procedimento ocorre em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação de 24 horas. As células serão coletadas através de punções na região pélvica posterior (osso do quadril) e dura cerca de 90 min.
Na doação por aférese, as células são coletadas diretamente da corrente sanguínea, através de um procedimento de aférese que dura cerca de 3 a 4 horas mas, neste caso, o doador deverá receber uma medicação por 5 dias para estimular as células-tronco.

Como é feita a escolha da fonte de células-tronco hematopoéticas para doação? 
O médico responsável pelo tratamento do paciente, irá indicar qual a fonte selecionada para transplante – medula óssea ou aférese - e o médico que avaliar o doador, irá discutir com ele os prós e os contras de cada método.

Quais são os riscos para os doadores de medula óssea? 
Na doação por punção da medula óssea, o doador costuma relatar dor no local da punção (quadril) que tende a desaparecer em alguns dias. A maioria dos doadores consegue retornar às suas atividades habituais após uma semana. Na doação por aférese de sangue periférico, o doador pode apresentar um quadro gripal durante o uso da medicação para estimular as células-tronco hematopoéticas mas poderá retornar às suas atividades no dia seguinte à doação. É importante mencionar que todas estas questões serão discutidas com o doador durante sua avaliação clínica.

Quanto tempo medula leva para se recompor? 
As células-tronco hematopoéticas se proliferam naturalmente e, por este motivo, cerca de duas semanas após a doação o organismo estará recuperado.

Como os pacientes recebem a medula óssea? 
Depois de um tratamento que destrói sua própria medula óssea com quimioterapia e/ou radioterapia, o paciente receberá a nova medula por meio de uma transfusão. Em três semanas, a medula transplantada já estará produzindo células novas.

Organização Mundial de Doação de Medula Óssea apoia campanha em Campos

A expectativa inicial do grupo é cadastrar em torno de dois mil doadores voluntários de medula óssea em Campos. Campanha será realizada nos dias 18 e 19 de outubro.


As diretrizes para a Campanha de Cadastro para Doadores de Medula Óssea, que acontecerá em Campos nos dias 18 e 19 de outubro deste ano, num encontro que reuniu representantes de diversos segmentos da comunidade, familiares de pacientes portadores de leucemia, além das equipes do Hemocentro Regional de Campos e do Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação (HLA) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

A expectativa inicial do grupo é cadastrar em torno de dois mil doadores voluntários de medula óssea em Campos. Durante os dois meses que antecederão à campanha será produzido material de divulgação, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação, um processo considerado simples.

- Os cadastros dos doadores serão inseridos no banco de dados do Registro Nacional de Doadores de Medula (REDOME) - explica Mônica Falci, coordenadora da equipe do Laboratório de HLA-Uerj, responsável pelos cadastros de medula em campanhas externas.

O transplante de medula óssea é a única esperança de cura para milhares de portadores de leucemia e de outras doenças do sangue e do sistema imunológico. O paciente que precisa de transplante de medula tem 25% de chance de encontrar um doador compatível entre irmãos do mesmo pai e da mesma mãe. Quando não é encontrado um doador na família, procura-se então um compatível que esteja inscrito no REDOME. Cerca de 70% dos pacientes recorrem ao banco de dados do REDOME e até mesmo do exterior.

- O transplante substitui a medula doente por uma saudável, fazendo com que o organismo do paciente passe a produzir, novamente, células de sangue - explica a diretora do Hemocentro Regional de Campos, Sandra Chalhub. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), dos 11 tipos de câncer mais incidentes no Brasil, a leucemia ocupa o 8º lugar entre os homens e o 11º entre as mulheres. Os dados são de 2018.

“As pessoas envolvidas na campanha de doação de medula em Campos têm um sentimento em comum: salvar vidas”, diz Chalhub, que comemora também o apoio do presidente da Organização Mundial de Doação de Medula Óssea, o médico australiano Jeff Szer, com quem esteve neste último fim de semana, durante congresso sobre Doença de Gauchë.

- É meu prazer estar no Brasil e ter a oportunidade de passar uma mensagem neste dia do Doador de Sangue, uma grande ocasião para se aumentar o banco de doadores. É algo incrível que todo mundo pode fazer: salvar vidas e aumentar a qualidade de vida para pacientes com doenças sanguíneas e outras desordens. Parabenizo a todos pelo trabalho que fazem e recomendo a todas as pessoas: tornem-se doadores para salvar vidas no Brasil e em todos os outros lugares. Muito obrigado a todos vocês, em nome da Organização Mundial dos Doadores e de todos os pacientes de transplantes - disse Jeff Szer, em mensagem gravada.

Fontes:

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Depressão e suicídio: um desafio para todos nós

Nos dias contemporâneos as redes sociais escancaram a felicidade, o sucesso e as melhores fotos de muita gente para o todo o planeta conectado. Paralelamente, a Organização Mundial de Saúde (OMS), neste ano de 2018, relatou que o suicídio é a segunda principal causa de morte em pessoas de 15 a 29 anos de idade.


No mundo todo estima-se que um dia aproximadamente 2.191 pessoas se suicidem. Isso significa 800.000 suicídios por ano. Estes números são alarmantes e desnudam uma outra situação correlata que também merece toda nossa atenção: a depressão, cujos índices também aumentam progressiva e preocupantemente em todos os continentes.

Segundo a OMS aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo tem depressão. As crianças e os adolescentes estão incluídos nestas estatísticas.


As causas para o aumento da depressão e do suicídio, especialmente entre adolescentes e adultos jovens ainda merece mais estudos especializados. Não há dúvida de que as razões são multifatoriais, envolvendo fatores de ordem social, biológica e psicológica. Para cada pessoa pode haver o predomínio de um destes fatores, especificamente.


Cabe a nós todos, no entanto, estarmos atentos às pessoas – principalmente adolescentes - que estão à nossa volta. Muitas vezes emanam sinais silenciosos, que podem passar desapercebidos. As pessoas com depressão tendem a faltar com frequência e sem explicação ao trabalho ou faculdade; demonstram pouca capacidade de concentração nas atividades cotidianas, a autoestima fica mais baixa, pode haver descuido com a aparência pessoal, muitos perdem o apetite e emagrecem, o sono fica prejudicado e o cansaço é evidente.

Disponibilizar-se para uma conversa calma e tranquila, onde mais se ouve do que se fala, sem julgamentos desnecessários, pode ser a primeira forma de ajudar quem precisa. Encaminhar para um tratamento especializado é essencial.


Vamos ficar atentos: a depressão e o suicídio são desafios para todos nós.

"Em janeiro João tinha toc, foi chamado de bobo.
Em fevereiro Paula era bipolar, e a chamaram de doida.
Em março Júlia tinha crises de ansiedade, e diziam para ela se focar no presente.
Em abril Leandra tinha anorexia, e ouvia as pessoas rindo e falando dela.
Em maio Maria teve síndrome do pânico, e disseram que era frescura.
Em junho Pedro teve depressão, e foi chamado de fraco.
Em julho Lucas descobriu a esquizofrenia, e disseram que era invenção da cabeça dele.
Em agosto Daniel teve transtorno da personalidade borderline,
 e falavam que ele queria chamar atenção.
Em setembro tudo ficou Amarelo, as pessoas começaram a entender todos os problemas
 e nos estenderam a mão, nos medicaram e postaram textos em suas redes sociais para nos apoiar. 
Porém em outubro continuaram a nos chamar de loucos, fracos, e diziam que nos faltava fé. 
"Sua vida é tão boa!", "Como pode reclamar?", eles diziam.
Em novembro Pedro se matou, "Mas era tão jovem!",
 "Era uma boa pessoa", porém tudo que Pedro queria era que todos os meses fossem amarelos também, que os julgamentos acabassem e que as pessoas realmente entendessem 
que os problemas psicológicos não são escolha nossa, 
e que nós precisamos de ajuda não só em setembro, mas em todos os meses. 
Então a partir de hoje faça o Setembro Amarelo ser presente em todos os dias do ano, 
pois agora mesmo você pode estar ao lado de um Pedro e não sabe."
(Desconheço o autor)
  

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Trabalho no Campo

E o ditado popular diz: "Se não plantar não colhe." Assim continuo fazendo a minha parte...




Sábado foi dia de fazer cercas novas em meu pedacinho chão. Dia de fazer piquetes. 





Eta trabalho duro! Mas a gratidão é imensa. Sei que tem gente lá em cima que está sorrindo comigo.  

terça-feira, 10 de maio de 2016

H1N1 - Brasil registra 2.085 casos e 411 mortes

Mais um tormento voltou para tirar o nosso sono. A Influenza A - H1N1, ou gripe suína, está se proliferando rapidamente, e o melhor a fazer, no momento, é nos manter informados e seguir todas as prevenções possíveis.


O aumento do número de casos de gripe suína, um tipo de influenza causada pelo vírus H1N1, vem chamando a atenção das autoridades de saúde em todo o país, em especial no Sul e no Sudeste.

O principal surto da doença ocorre no estado de São Paulo. De acordo com o médico infectologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Paulo Olzon Monteiro da Silva, não há uma resposta definitiva sobre o início do surto da doença, cuja maior incidência ocorre no inverno, mas a hipótese que vem sendo aceita pelos médicos é a de que brasileiros ou viajantes vindos de áreas endêmicas da doença, como os Estados Unidos, o Canadá e a Europa, tenham trazido o vírus para o hemisfério sul. “Hoje em dia com a facilidade de transporte, as pessoas circulam pelos países e em questão de horas podem trazer doenças de uma área para a outra”, explica. 

Além disso, as alterações do clima provocada pelo aquecimento global faz com que doenças cuja ocorrência ficavam restritas à determinadas épocas do ano possam acontecer em qualquer época do ano. “Doenças como a gripe comum e a gripe suína costumam acontecer mais em épocas frias, porque a penetração do vírus pelas vias respiratórias é facilitada nesse período, mas com as mudanças climáticas essa delimitação das estações do ano já não está mais acontecendo como antigamente.”

Gripe Comum X H1N1

A influenza é comumente conhecida como gripe. Trata-se de uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna e autolimitada. Frequentemente é caracterizada por início abrupto dos sintomas, que são predominantemente sistêmicos, incluindo febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, mialgia e anorexia, assim como sintomas respiratórios com tosse seca, dor de garganta e coriza. A infecção geralmente dura 1 semana e com os sintomas sistêmicos persistindo por alguns dias, sendo a febre o mais importante.

Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. Já os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais. O vírus influenza A é responsável pelas grandes pandemias, entre eles encontramos os subtipos H1N1 e H3N2 circulam atualmente em humanos. Alguns vírus influenza A de origem aviária também podem infectar humanos causando doença grave, como no caso do A (H7N9).

Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CVE), a influenza suína ou gripe suína é uma doença respiratória dos porcos causada por um vírus de influenza do tipo A, que é motivo de surtos regulares em porcos. Estudos mostraram que esse vírus pode se disseminar de pessoa para pessoa.

A nova influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína, que se propagou na primavera de 2009, é uma gripe sem precedentes e provocada por um novo tipo de vírus, ou seja a população não tem nenhuma imunidade contra ela.

Quais são os sintomas do H1N1


Os sintomas do H1N1 são similares aos sintomas da influenza humana comum (gripe comum). Eles incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarreia e vômitos associados à enfermidade. Já foram relatadas formas graves da doença com pneumonia e falência respiratória, além de mortes. A gripe suína pode causar também uma piora de doenças crônicas já existentes.

Transmissão

Acredita-se o H1N1 possa ser transmitido da mesma maneira pela qual se transmite a gripe comum. Os vírus da influenza se disseminam de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirros das pessoas infectadas. Algumas vezes, as pessoas podem se infectar tocando objetos que estão contaminados com os vírus da influenza e depois tocando sua boca ou seu nariz.

Grupos de risco

Algumas pessoas, como idosos, crianças novas, gestantes e pessoas com alguma comorbidade possuem um risco maior de desenvolver complicações devido à influenza. A melhor maneira se prevenir contra a influenza sazonal é se vacinar todo ano.

Como tratar?

O tratamento dos sintomas da influenza sem complicações deve ser realizado com medicação sintomática, hidratação, antitérmico, alimentação leve e repouso. Nos casos com complicações graves, são necessárias medidas de suporte intensivo. Uma das principais complicações da influenza são as infecções bacterianas secundárias, principalmente as pneumonias. Em caso de complicações, o tratamento deve ser específico. O Ministério da Saúde alerta que é fundamental procurar atendimento nas unidades de saúde, para que haja identificação precoce de risco para agravamento da doença.

Resfriado e alergias são diferentes

O resfriado também é uma doença respiratória frequentemente confundida com a gripe, mas é causado por vírus diferentes. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (RSV), que geralmente acometem mais crianças.

Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com da gripe, são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias, segundo o Ministério da Saúde. Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas.

As medidas preventivas utilizadas para evitar a gripe, como a etiqueta respiratória, também devem ser adotadas para prevenir os resfriados.

Outra doença que também tem sintomas parecidos e que pode ser confundida com a gripe é a rinite alérgica, cujos principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta.

Como podemos nos prevenir?

De acordo com o Ministério da Saúde, para redução do risco de pegar ou transmitir doenças respiratórias, as pessoas podem adotar medidas gerais de prevenção:


- frequente lavagem e higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento;
- utilizar lenço descartável para higiene nasal;
- cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
- evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
- higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
- não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
- manter os ambientes bem ventilados;
- evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe.

Estatísticas

O Brasil registrou até o dia 30 de abril 2.085 casos de influenza A (H1N1), com 411 óbitos. A região Sudeste concentra o maior número de casos (1.279), sendo 1.130 somente no Estado de São Paulo.

Especialista esclarece dúvidas sobre vacina contra gripe H1N1

Com relação ao número de óbitos, São Paulo registrou 202, seguido por Rio Grande do Sul (31), Goiás (22), Rio de Janeiro (22), Santa Catarina (21), Paraná (16), Minas Gerais (13), Pará (13), Bahia (13), Espírito Santo (11), Paraíba (8), Mato Grosso do Sul (8), Pernambuco (7), Ceará (5), Rio Grande do Norte (5), Distrito Federal (5), Mato Grosso (3), Amapá (2), Alagoas (2) e Maranhão (1).

Foto: Shutterstock

Segundo o Ministério da Saúde, os Estados receberão 100% das doses da vacina até sexta-feira, dia 13, para imunizar as 49,8 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha, que inclui crianças, idosos, profissionais da área de saúde e gestantes.

Até o momento, 49,5 milhões de doses do imunobiológico foram entregues aos Estados, o que representa 93% do total.

Para a campanha, que vai até 20 de maio, foram adquiridas 54 milhões de doses da vacina que protege contra os três subtipos do vírus recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para 2016 (A/H1N1, A/H3N2 e influenza B).

O excedente, que neste ano é de mais de 4 milhões de doses, é chamado de reserva técnica.

Para receber a dose, é importante levar o cartão de vacinação e o documento de identificação. As pessoas com doenças crônicas ou com outras condições clínicas especiais também precisam apresentar prescrição médica, especificando o motivo da indicação da vacina.

Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a dose, sem necessidade de prescrição médica.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Para esclarecer algumas questões sobre a gripe, o site Coração & Vida conversou com a médica infectologista Tania Strabelli, especialista em doenças infecciosas e parasitárias. Confira:

Quem toma a vacina da gripe está imediatamente imunizado contra a H1N1?

Não, nem contra os outros tipos de gripe. Normalmente, a vacina leva de duas a três semanas para fazer efeito. Quando o paciente já tomou a vacina em outros anos, esse tempo de resposta cai para dez dias. É por isso que muita gente que toma a vacina e fica gripado logo em seguida acha que a vacina não funciona ou que ela é que causou a gripe. Na realidade, a pessoa já estava incubando um quadro de gripe e acaba ficando doente.

Quem tomou a vacina do ano passado ainda está imunizado contra H1N1?

Normalmente não está. O que se sabe é que a imunidade vai caindo ao longo dos meses, mas essa curva não é exatamente conhecida. Quando vai chegando perto da próxima campanha de vacinação, algumas pessoas estão protegidas e outras não.

O Ministério da Saúde afirmou que a taxa de adesão da população de São Paulo à campanha de vacinação contra a gripe em 2015 foi a menor nos últimos três anos e ficou abaixo da média nacional. Isso pode estar relacionado ao aumento dos casos em 2016?

Pode ter sido por isso que o surto começou mais cedo, mas ainda não sabemos exatamente a resposta. O Instituto Adolfo Lutz está sequenciando os vírus e assim saberemos. O ideal é que as pessoas dos grupos de risco estejam vacinadas. Quanto mais as pessoas se vacinarem, menor a incidência da doença.

A vacina da rede privada é mais eficaz do que a da rede pública?

A diferença neste ano é que a pública é trivalente, com três cepas do vírus Influenza. A particular é quadrivalente, com quatro cepas, mas com relação à H1N1 não há diferença, as duas imunizam da mesma forma.

E quem foi contaminado, o que deve fazer para evitar o contágio de outras pessoas?

Além de procurar atendimento médico, as pessoas que estão doentes não devem sair de casa. Quanto mais elas circulam, mais disseminam o vírus, por isso que é importante ficar em casa ingerindo bastante líquido, repousando e se alimentando corretamente enquanto tiveram enfrentando algum quadro de doença respiratória ou com febre. Crianças doentes também não devem ser levadas à escola. Reduzir a circulação de pessoas doentes ajuda diminuir a incidência do vírus.

Fontes:
http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2016/03/h1n1-sp-tem-surto-da-doenca-saiba-como-se-prevenir
http://coracaoevida.com.br/especial/brasil-registra-1-571-casos-e-290-mortes-por-gripe-h1n1-2/

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Oito dicas para se alimentar bem na estrada e ganhar qualidade de vida

Na verdade, quase todo mundo sabe e conhece essas dicas mas, infelizmente, são poucos que praticam essas regras básicas para se ter uma vida mais saudável e livre de doenças. Confira aí a matéria:



A obesidade é um problema de saúde muito comum entre os carreteiros. O fato de permanecerem sentados a maior parte do dia, fazer refeições quase sempre fora de casa e em restaurantes à beira das rodovias e terem pouco tempo para realizar uma atividade física, compõem uma rotina diária que facilita o aumento do número de profissionais acima do peso ideal, provocada basicamente pelo o acumulo de gordura no corpo. A obesidade é uma epidemia mundial e acarreta uma série de outras complicações como dores nas costas e nas articulações, pressão alta e diabetes. Com algumas mudanças simples nos hábitos alimentares é possível se alimentar melhor e como consequência ganhar qualidade de vida.

1- Evitar frituras e optar por grelhados ou assados.

Os óleos vegetais quando aquecidos se transformam em gordura ruim e o excesso de consumo dessas gorduras pode resultar em pressão alta.

2- Se optar por lanches prefira recheios como filé de frango, atum, com salada, queijo branco, e de preferência, sem maionese.

Alguns lanches são muito calóricos, ricos em gorduras e colesterol, que se consumidos em excesso podem elevar os níveis de colesterol e triglicérides no sangue, facilitando o surgimento de doenças do coração, entre outras.

3-Aumente consumo de frutas e legumes.

As frutas e legumes são excelentes fontes de uma grande variedade de nutrientes e vitaminas.

4-Opte por restaurantes por quilo ou Bufês, onde será possível controlar a quantidade e o tipo de comida.

Os restaurantes por quilo oferecem opções diversas de saladas, carnes magras e legumes. Mas é importante não cair nas tentações de guarnições gordurosas como batata-frita, pastel, torresmo, entre outros.

5-Prefira massas sem recheio, como espaguete e talharim com molhos a base de vegetais ou tomate.

As massas sem recheio têm menos caloria do que as recheadas. As massas integrais são boas opções, pois são ricas em nutrientes e fibras que colaboram com o bom funcionamento intestinal.

6-Se fizer refeições na churrascaria evite o consumo de carnes gordas, como picanha, cupim e linguiça. Prefira carnes magras como lagarto, alcatra, maminha, frango e peru.

A ingestão exagerada de proteínas e gorduras de qualidade ruim pode resultar em problemas de hipertensão arterial, devido ao alto teor de sal e doenças cardiovasculares, em virtude da circulação ineficiente, ocasionada pelo depósito de gorduras nas artérias e aumento de ácido úrico.

7-Evite o consumo de embutidos como salame, salsicha, mortadela.

Os alimentos embutidos, tais como salame, mortadela, presunto etc, e os queijos amarelos (mussarela, prato e parmesão) são ricos em sal e gorduras portanto devem ser pouco consumidos ou até excluídos da dieta de pessoas com hipertensão arterial.

8-Em dias muito quentes aumente o consumo de água e evite refrigerantes.

Especialistas recomendam o consumo diário de no mínimo 2 litros de água. Pessoas desidratas apresentam menor volume sanguíneo do que o normal o que pode atrapalhar o funcionamento do coração. A falta de água pode causar fraqueza, tontura dor de cabeça e fadiga. Em dias quentes, tenha sempre uma garrafa de água por perto.


Fonte: http://www.ocarreteiro.com.br/oito-dicas-para-se-alimentar-bem-na-estrada-e-ganhar-qualidade-de-vida/