Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Pneu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pneu. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Sancionada lei que altera regras do Código de Trânsito

Foi publicada a lei (14.071/20) que altera o Código de Trânsito Brasileiro. Cabe lembrar que o prazo para entrar em vigor será de 180 dias.


O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta terça-feira (13), com vetos, a lei que faz alterações no Código de Trânsito Brasileiro, informou a Secretaria-Geral da Presidência. Entre outras mudanças, o projeto amplia a validade e o número de pontos da carteira de habilitação (veja detalhes abaixo).

O texto foi publicado no "Diário Oficial da União" na madrugada desta quarta-feira (14). As novas regras entrarão em vigor 180 dias após a publicação da lei.

Os trechos retirados por Bolsonaro serão reanalisados pelo Congresso Nacional, que pode restaurar as medidas ou derrubá-las em definitivo. A Câmara aprovou a versão final do projeto no último dia 22, e Bolsonaro tinha até esta quarta para concluir a análise.

Uma das principais mudanças feitas no Congresso prevê que em casos de lesão corporal e homicídio causados por motorista embriagado, mesmo que sem intenção, a pena de reclusão não pode ser substituída por outra mais branda, que restringe direitos.

Atualmente, a legislação diz que a prisão pode ser substituída por penas restritivas de direitos se o crime for culposo (sem intenção). Dessa forma, se um motorista embriagado ou sob efeito de drogas pratica lesão corporal e até homicídio, a condenação pode ser convertida em uma pena alternativa.

Pontos da proposta original enviada pelo governo, como a retirada da multa para quem transportar criança sem a cadeirinha, nem chegaram a ser aprovados por deputados e senadores.

Validade da CNH

O texto sancionado amplia o prazo para a renovação da CNH e dos exames de aptidão física e mental, de acordo com as seguintes situações:
  • 10 anos para condutores com menos de 50 anos;
  • 5 anos para condutores com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 anos;
  • 3 anos para condutores com 70 anos ou mais.
O texto prevê, ainda, que, em caso de indícios de deficiência física ou mental ou de progressividade de doença que diminua a capacidade de condução, o perito examinador pode diminuir os prazos para a renovação da carteira.

Atualmente, o Código de Trânsito prevê a renovação a cada cinco anos para a maioria dos motoristas e a cada três anos para condutores com mais de 65 anos. O texto enviado pelo governo previa a renovação dos exames a cada 10 anos e, para pessoas acima de 65 anos, a cada cinco anos.

Pontos na CNH

O projeto também prevê limites diferentes de pontuação na carteira de motorista, antes da suspensão, no prazo de 12 meses:
  • 40 pontos para quem não tiver infração gravíssima;
  • 30 pontos para quem possuir uma gravíssima;
  • 20 pontos para quem tiver duas ou mais infrações do tipo.
Os motoristas profissionais terão 40 pontos de teto, independentemente das infrações cometidas. Esses condutores podem participar de curso preventivo de reciclagem quando atingirem 30 pontos. A legislação atual prevê a suspensão da carteira sempre que o infrator atingir 20 pontos.

O projeto original do governo previa uma ampliação geral, de 40 pontos para todos os motoristas, independentemente da vinculação por infração criada pelo relator.

Restrições para motos foram vetadas

Em uma transmissão em rede social, Bolsonaro comentou a versão da lei que foi aprovada no Congresso e antecipou veto às regras que restringiam a circulação de motociclistas.

"Algumas coisas foram alteradas [no Congresso]. Não era aquilo que nós queríamos, mas houve algum avanço. Com toda a certeza, ano que vem a gente pode apresentar um novo projeto buscando corrigir mais alguma coisa. A intenção nossa é facilitar a vida do motorista", disse.

Pneus e rodas

Veículos classificados na espécie misto, tipo utilitário, carroçaria jipe poderão ter alterado o diâmetro externo do conjunto formado por roda e pneu, observadas restrições impostas pelo fabricante e exigências fixadas pelo Contran.

Avaliação psicológica de condutores

Segundo material divulgado pelo governo, Bolsonaro também vetou a exigência de avaliação psicológica de parte dos condutores nos seguintes casos:
  • motorista envolvido em acidente grave para o qual tivesse contribuído;
  • motorista condenado judicialmente por delito de trânsito;
  • motorista flagrado colocando em risco a segurança do trânsito
Outras mudanças

- Cadeirinha

O projeto aprovado determina também a obrigatoriedade do uso da cadeirinha para crianças de até 10 anos que ainda não atingiram 1,45 m de altura. A cadeirinha deve se adequar à idade, peso e altura da criança.

Pelo texto, o descumprimento desta regra ocasionará uma multa correspondente a uma infração gravíssima.

A proposta original do governo previa que a punição para o descumprimento fosse apenas uma advertência por escrito, sem a multa. Pela proposta do Executivo, endurecida pelo relator, a cadeirinha seria necessária para crianças de até 7 anos e meio.

- Exames toxicológicos

Sobre a renovação da carteira de habilitação, o texto também mantém a obrigatoriedade de exames toxicológicos para motoristas das categorias C, D e E.

O fim da obrigatoriedade do exame era um dos pontos polêmicos do texto e foi alvo de críticas de parlamentares e entidades ligadas ao setor.

Segundo a proposta, quem tem idade inferior a 70 anos também terá que se submeter ao exame a cada dois anos e meio, independentemente da validade da CNH. Objetivo é impedir que eventual mudança do prazo da carteira implique em alteração na periodicidade do exame.

- Recall

O projeto torna o recall das concessionárias – convocação de proprietários para reparar defeitos constatados nos veículos – uma condição para o licenciamento anual do veículo a partir do segundo ano após o chamamento.

Segundo o relator, são frequentes os casos de descumprimento do procedimento, colocando em risco a segurança dos condutores desses veículos e de outras pessoas.

- Cadastro positivo

A proposta cria o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), em que serão cadastrados os condutores que não tenham cometido infração de trânsito sujeita a pontuação nos últimos 12 meses.

O cadastro positivo vai possibilitar que estados e municípios concedam benefícios fiscais e tarifários aos condutores cadastrados.

Inicialmente, o relatório previa que, na Semana Nacional de Trânsito, comemorada em setembro, haveria um sorteio no valor de 1% do montante arrecadado com as multas para premiar os motoristas do cadastro. Contudo, o deputado Juscelino Filho retirou essa parte ao acolher uma emenda de plenário.

- Escolas de trânsito

O projeto prevê a criação de “escolas públicas de trânsito” para crianças e adolescentes com aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito.

- Consulta pública

As propostas de normas regulamentares a serem editadas pelo Contran deverão ser submetidas a consulta pública antes da entrada em vigor. O objetivo é dar mais transparência às decisões do conselho.

- Multas administrativas

O parecer propõe a isenção de pontos na carteira de motorista em algumas situações de infrações de natureza administrativa, por exemplo:
  • conduzir veículo com a cor ou característica alterada;
  • conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório;
  • portar no veículo placas em desacordo com as especificações e modelos estabelecidos pelo Contran;
  • deixar de atualizar o cadastro de registro do veículo ou de habilitação do condutor.
- Penalidade de advertência

O texto define, ainda, que para infrações leves ou médias deve ser imposta a penalidade de advertência por escrito, em vez de multa, se infrator não tiver cometido nenhuma outra infração nos últimos 12 meses.

Atualmente, a legislação já permite essa possibilidade se a autoridade de trânsito "entender esta providência como mais educativa" e desde que o motorista não tenha cometido a mesma infração nos últimos 12 meses.

- Faróis

O texto determina a obrigatoriedade de manter os faróis acesos durante o dia, em túneis e sob chuva, neblina ou cerração, e à noite.

O Senado fez uma alteração, mantida na Câmara, para restringir a obrigatoriedade do uso de faróis baixos durante o dia em rodovias de pista simples apenas àquelas situadas fora dos perímetros urbanos.

Ao acolher essa mudança, Juscelino Filho diz que o uso de faróis nas cidades "poderia ter efeito contrário, ao equiparar todos os demais veículos aos ônibus e às motos, que hoje já são obrigados a transitar com farol acesso, para serem diferenciados e melhor percebidos no trânsito urbano."

- Veja outros pontos do projeto:
  • Reprovação de exame: o projeto revoga dispositivo que determinava que o exame escrito sobre legislação de trânsito ou de direção veicular só poderia ser refeito 15 dias depois da divulgação do resultado, em caso de reprovação;
  • Capacete sem viseira: a proposta altera trecho do Código de Trânsito que trata da obrigatoriedade do uso do capacete, retirando a menção sobre a viseira - o que, atualmente, é considerado infração gravíssima. O não uso de viseira no capacete ou dos óculos de proteção ganhou um artigo separado na lei, tornando-se infração média;
  • Aulas à noite: o projeto também retira a obrigatoriedade de que parte das aulas de direção sejam feitas à noite;
  • Policiais legislativos: texto prevê que os policiais legislativos da Câmara dos Deputados e do Senado, mediante convênio com o órgão ou entidade de trânsito local, poderão autuar os motoristas em caso de infração cometida nas adjacências do Congresso Nacional quando estiverem comprometendo os serviços ou colocando em risco a segurança das pessoas ou o patrimônio do Legislativo. Os autos de infração serão encaminhados ao órgão competente.
Fontes:

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Comprando um veículo 4×4 usado

Comprar um veículo 4×4 não é uma tarefa fácil para quem quer evitar problemas futuros. Assim como qualquer usado, é necessária muita atenção na hora da compra. No entanto, por se tratar de um veículo que naturalmente se exige mais por conta do terreno não pavimentado, algumas recomendações são imprescindíveis para não ter dor de cabeça.

Mas antes mesmo de encontrar o 4×4, o primeiro passo é saber qual será seu uso. Com a moda dos SUVs hoje em dia, a busca por utilitários esportivos usados é recomendada apenas se o futuro dono desejar um veículo para levar a família com conforto no fora de estrada e ainda o utilizar no dia a dia.

Pajero, Cherokee, Grand Cherokee, Pathfinder, Explorer ou Blazer, por exemplo, são algumas das opções para enfrentar terrenos difíceis. No caso de atoleiros e trilhas mais exigentes, veículos como Defender ou Pajero, por exemplo, podem ser uma opção melhor.

Mas, se o caminho for bem mais suave e nem tão exigente assim, crossovers e utilitários esportivos compactos com tração permanente nas quatro rodas, tais como EcoSport e Duster, por exemplo, podem dar conta do recado.

Se o consumidor tem um carro para o dia a dia, aí então a busca por um 4×4 usado muda completamente. A busca passa a ser focada em veículos mais simples e até rústicos, que possuem grande robustez e mecânica confiável. Bandeirante, Willys, Jeep ou Rural, por exemplo, são recomendados por especialistas no assunto.


Pajero, Cherokee, Grand Cherokee, Pathfinder, Explorer ou Blazer, por exemplo, são algumas das opções para enfrentar terrenos difíceis. No caso de atoleiros e trilhas mais exigentes, veículos como Defender ou Pajero, por exemplo, podem ser uma opção melhor.

Mas, se o caminho for bem mais suave e nem tão exigente assim, crossovers e utilitários esportivos compactos com tração permanente nas quatro rodas, tais como EcoSport e Duster, por exemplo, podem dar conta do recado.

Se o consumidor tem um carro para o dia a dia, aí então a busca por um 4×4 usado muda completamente. A busca passa a ser focada em veículos mais simples e até rústicos, que possuem grande robustez e mecânica confiável. Bandeirante, Willys, Jeep ou Rural, por exemplo, são recomendados por especialistas no assunto.

Para quem não quer ou não pode adquirir os 4×4 mais clássicos, que exigem maior conhecimento e experiência no off-road, a dica é buscar modelos mais novos e já conhecidos no mercado, tais como Samurai, Jimny, Vitara, Niva e outros com mesma proposta. São mais baratos e muito capazes no fora de estrada.

Com o uso definido, a atenção passa a ser focada no veículo escolhido. Boa aparência pode indicar que algum problema está oculto. Então, não adiantar se apaixonar pelo carro. É preciso verificar alguns itens para ver se tudo está ok. O mesmo em relação à documentação. Abaixo, os pontos principais a serem observados:


Motor
Propulsor muito limpo, que parece ter sido lavado, pode esconder vazamentos. Por isso, a recomendação é verificar junções de peças, tais como cabeçotes, escapamento, bomba d´água, entre outros. O estado do óleo tem que ser bom. Sinal de água misturada com o lubrificante, pode indicar problemas na junta de cabeçote e custos extras para o novo dono.


Transmissão
A busca por vazamento de óleo na caixa de mudanças e nos diferenciais é essencial para evitar gastos não programados com o veículo. Uma volta com o carro ajuda a identificar ruídos anormais, contínuos e trancos, evidenciando que existe um problema no diferencial. Testar a tração 4×4 e a reduzida é fundamental para não ficar na lama, literalmente.

Carroceria
A observação do estado da pintura é fundamental para descobrir se o carro ficou muito tempo exposto ao clima ou se o veículo teve algum tombamento ou capotamento, evidenciado por uma recuperação da pintura. Desníveis na lataria também indicam colisão ou capotamento.


Chassi
Trincas e soldas nas longarinas, se houver, são sinais de problemas adiante. No caso de monobloco, as trincas aparecem no túnel da transmissão, pontos extremos da carroceria e base das colunas das portas. Alterações na cor, formato e soldas aparentes indicam recuperação por conta de um acidente ou uso além da capacidade do veículo.


Suspensão
Prefira veículos sem modificações na suspensão, exceto se for profundo conhecedor do assunto. Verifique o alinhamento e o comportamento do carro em terreno plano. A carroceria deve estar alinhada e se houver inclinação do conjunto, isso deve indicar molas e amortecedores vencidos ou “cansados”. O custo para substituição em alguns 4×4 é alto. Nesse caso, cotar o valor dos componentes é vital para evitar gastos enormes. Além disso, deve-se negociar essa diferença para não ficar no prejuízo após a compra.

Pneus
Avaliar o estado dos amortecedores e molas é fundamental e isso deve ser feito em lojas especializadas em pneus. Aproveite essa análise e peça uma verificação do material rodante do 4×4. O custo de pneus off-road ou de uso misto é bem superior ao de um carro comum. Verifique o estado do estepe e negocie um abatimento no valor do carro se for necessário.


Corrosão
A verificação de pontos de ferrugem ou corrosão é fundamental para se determinar o estado geral da estrutura. Alguns modelos 4×4 são mais complicados, tais como Troller ou Defender, por exemplo. Isso porque utilizam materiais mais diferentes do aço, no caso fibra de vidro e alumínio, respectivamente. Existem casos de Land Rover com carroceria impecável, mas com o chassi corroído.


Escapamento
A corrosão também afeta o escapamento de alguns modelos 4×4. Além disso, amassados e soldas indicam que o conjunto já passou por maus bocados. No funcionamento do motor, observe se a fumaça preta vai desaparecer em poucos instantes, no caso de motor diesel. Se permanecer, é sinal de problemas com o propulsor. Com gasolina, a fumaça azulada é sinal de dor de cabeça adiante. Ele pode estar queimando óleo e uma retífica não é nada barata, se for necessária.

Interior
O ambiente interno do 4×4 deve ser muito bem observado. O motivo é buscar sinais de alagamento. Travessia de rios ou mesmo ruas e estradas alagadas, infelizmente tão comuns no Brasil, não são um problema para muitos modelos de utilitários.

No entanto, a ultrapassagem do nível máximo pode acarretar não só danos ao propulsor, mas também ao acabamento. Furos ocultos sob o carpete indicam a instalação de santantonio e indicam uso em competições. Marcas de barro nos bancos também apontam uso extremo.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Nascida para desafio extremo

Uma gaiola que foi projetada e construída para vencer desafios extremos.

Referência em off-road em todo o mundo, o valente Suzuki Jimny ganha uma série especial repleta de ousadia, personalidade, exclusividade e, claro, muito 4x4.


Kiko Gervásio, 31 anos, é morador da cidade de Avaré, no interior de São Paulo, e apaixonado por gaiolas off-road. Gosta de fazer trilha, de andar rápido em terrenos com obstáculos, enfim, de tudo que envolve desafios fora de estrada. Tendo como amigo o Anderson Darros, preparador de jipes e expert em suspensão, Kiko resolveu fazer uma gaiola para enfrentar grandes obstáculos e desafios radicais.


A partir daí, iniciou-se a construção de um carro extremamente forte, robusto e com uma suspensão que chega a intrigar quem a vê de perto. O design arrojado foi baseado nas gaiolas de rock crawling americanas, especificamente do competidor Bobby Tanner.

Vale lembrar que toda a estrutura do carro foi construída do zero e o grande trunfo do carro está na suspensão e na relação peso-potência, que é o forte dos projetos da Darros Preparações Off Road, empresa responsável pela construção e preparação do carro. O veículo, que pesa aproximadamente 1950 kg, tem uma tonelada a menos de peso do que os concorrentes, o que deixa o carro muito mais competitivo nas provas de Desafio Extreme.


Além do peso, a suspensão da gaiola construída pela Darros é de se impressionar. Foi usado o sistema de suspensão 4-link com terminais uniball, tanto na dianteira como na traseira. Com os amortecedores coilover Fox de 18 polegadas de curso, é praticamente impossível ter um obstáculo em que o carro não passe com facilidade. O grande curso faz a suspensão trabalhar torcendo quando é necessário e deixando, muitas vezes, os eixos parecendo um grande 'X'.


Com toda essa qualidade na suspensão, os eixos não poderiam ficar atrás. Os dois eixos, AAM 9,25" na dianteira e AAM 11,5" na traseira, foram herdados de uma Dodge Ram. As relações dos diferenciais foram trocadas, saíram as originais de 4.11 e entraram as 5.13. Os dois eixos, que continuaram com o sistema de freio a disco original nas quatro rodas, receberam, também, bloqueios de diferencial ARB. Na dianteira, a direção full hidro garante o funcionamento preciso e macio ao virar o volante. 

As rodas, produzidas especialmente para o veículo, são em ferro, com beadlock e aro de 24". Quanto aos pneus, optou-se pelo uso do modelo Genius Ignorante de 46".



O motor escolhido foi o MWM Sprint seis cilindros, 4.2 litros, turbo diesel da GM Silverado. Após a preparação, o propulsor alcança a potência de 260 cv. O câmbio, automático de quatro velocidades, é um 4L80e com gerenciamento por módulo programável TCI que equipava originalmente a GM Suburban. Já a t-case veio de uma Dodge Ram.

A gaiola usa bancos tipo concha da SanMarino e cintos de quatro pontas. O volante é um Lotse com engate rápido. Se, por uma casualidade, a gaiola ficar presa, um guincho Ekron 15.500 está pronto para tirá-la do enrosco. 


Após seis meses intensos de preparação na Darros, o carro está pronto e aprovado. Kiko, o proprietário do veiculo, não vê a hora de enfrentar um desafio extreme. Já testou sua nova paixão fazendo algumas trilhas e não houve obstáculo suficiente para barrar o seu veículo off-road. 

Embora sejam muito amigos, o propósito de Kiko é vencer, já na próxima temporada, o companheiro e responsável pelo projeto, Anderson Darros, que já compete há três anos e coleciona diversos títulos..

Fonte: http://www.planetaoffroad.com/p06_gaiola_darros_01.htm

terça-feira, 12 de junho de 2018

35 DICAS PARA VOCÊ GASTAR MENOS COMBUSTÍVEL COM SEU 4X4

O gasto com combustível é sempre preocupante mas existe uma série de medidas que podem diminuir o consumo. Cuidando bem da manutenção de seu jipe e tomando alguns cuidados no modo de dirigir, é possível diminuir até 20% do consumo. 

1. Não é necessário esperar o motor aquecer. Saia logo que ligar seu jipe; apenas não force o motor nos primeiros minutos.

2. Não acelere antes de desligar o motor. Além da queima desnecessária de combustível, você estará diluindo o óleo lubrificante de motor com o combustível não queimado.


3. Acelere de maneira progressiva. Vá acelerando gradativamente, pressionando o acelerador à medida que se fizer necessário.

4. Ao ligar o carro, não acelere. Se há alguma dificuldade para fazer pegar, é sinal de que o motor está desregulado.

5. Solte o acelerador antes de parar o carro, usando o freio motor.

6. Não acelere entre as mudanças de marchas, quando estiver com o pé na embreagem.

7. Freadas e arrancadas bruscas aumentam o consumo. Procure manter uma velocidade constante.

8. Se o semáforo fechar, diminua a velocidade gradativamente, evitando manter a aceleração e frear forte só quando estiver próximo ao cruzamento.

9. Procure fazer a troca de marchas dentro da faixa de giro do motor recomendada (varia em torno de 3.000 rpm). Não estique as marchas desnecessariamente.

10. Não dirija em alta velocidade. O consumo andando a 100 km/h pode ser até 20% maior do que a 80 km/h.

11. Andar com giro baixo em marchas longas - 40 km/h em 5» marcha por exemplo - força o motor e aumenta o consumo.


12. Se for ficar parado por mais de 2 minutos, desligue o motor. O consumo é maior do que desligá-lo e ligá-lo novamente.

13. Nas descidas, utilize a mesma marcha que seria necessária para subir.

14. Retire do carro todos os objetos desnecessários. Eles aumentam o peso do veículo e consequentemente o consumo. Em uso urbano, acessórios como hi-lift, pranchas, patescas e outros só servem para aumentar o peso.

15. A utilização do ar condicionado pode aumentar em até 20% o consumo de combustível.


16. Os pneus devem estar sempre calibrados. Lembre-se de recalibrá-los se for preciso diminuir a pressão em trilhas mais técnicas com pedras ou areia.

17. Viaje com os vidros fechados, diminuindo assim o arrasto aerodinâmico.

18. Bagageiro normalmente causa resistência ao deslocamento. Se não estiver em uso, o ideal é retirá-lo.

19. Bagageiros muito cheios atrapalham a aerodinâmica. Dê preferência a modelos fechados (com desenho aerodinâmico) ou a colocar as bagagens no porta-malas.

20. Verifique periodicamente o estado dos cabos, velas e bobina, mantendo-os ajustados. Um bom funcionamento da ignição é fundamental para uma boa queima de combustível.


21. Mantenha a direção alinhada e as rodas balanceadas.

22. Ao abastecer, verifique se a tampa foi devidamente fechada, evitando um possível vazamento - principalmente em trilhas onde é comum seu 4x4 ficar inclinado.

23. Confira o estado da tampa do tanque. Se a vedação não estiver bem feita, a evaporação pode aumentar seu gasto com combustível.

24. Ao abastecer, não deixe que o frentista encha o tanque além do desligamento automático da bomba. O excesso pode transbordar e ainda corroer a pintura do veículo e danificar o canister (filtro dos gases do tanque).


25. Também para evitar a evaporação do combustível, procure estacionar à sombra.

26. Só abasteça em postos de confiança para evitar gasolina adulterada.

27. Com o tempo, a gasolina pode oxidar e formar uma espécie de goma que vai se depositando no sistema de alimentação acarretando um aumento de consumo. O uso de aditivos ou gasolina aditivada ameniza este problema.

28. Mantenha o motor regulado. Carburador, distribuidor e sensores dos bicos de injeção deverão estar com manutenção em dia.


29. Se seu jipe possuir roda-livre manual, evite andar na posição 4x4 sem necessidade. Rodando no asfalto, utilize sempre a posição 4x2.

30. Verifique o estado do catalisador. Danificado, ele pode fragmentar-se em pedaços que dificultam a saída dos gases de escape.

31. Embreagem patinando o força a acelerar mais para fazer o carro andar.

32. Mantenha o filtro de ar limpo. Faça a limpeza sempre que enfrentar muita poeira e substitua-o conforme a recomendação do manual do carro.


33. Após andar em lama e barro, dê ao menos uma ducha no jipe para tirar o excesso de barro acumulado, principalmente nas rodas.

34. Verifique os freios. Eles podem estar segurando o jipe mesmo sem ser acionado.

35. Verifique sempre o nível de óleo lubrificante. 

Por: Adriano Rocha / Ilustrações: Josemar Zadra
Fonte http://www.planetaoffroad.com/p03i.htm

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Teste: O pneu certo para seu 4×4 fazer bonito no off-road

Não adianta ter um 4x4 se o pneu não ajuda. Com o calçado certo, você supera desafios sem muito esforço ao volante.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Pesquisas das montadoras dizem que a grande maioria dos veículos 4×4 nasce, vive e morre sem tocar uma vez sequer a terra. Lama, então…

Não por acaso, quase todos os modelos saem calçados com pneus de uso misto, cuja estrutura, desenho de banda de rodagem e composto de borracha privilegiam mais a vida urbana.

Agora, se você foge à regra e tem um 4×4 com alergia a asfalto, fica a dica: um jogo de pneus off-road no lugar dos originais pode levá-lo a lugares que você nem imagina.

Pneus são para um carro o que os calçados são para as pessoas. Não adianta utilizar o melhor tênis do mundo para andar na lama, como também seria desastroso apostar uma corrida com os pés enfiados em botas.

Para comprovar na prática o quanto um pneu de uso off-road é superior na terra em comparação ao de uso misto, levamos uma picape Mitsubishi L200 Triton para um teste no campo de provas da Pirelli, em Sumaré (SP).

A área simula diversas condições de off-road, que vão da terra batida a lamaçais de dar medo. No comando da picape, Sérgio Barata, outro piloto de testes da fábrica, com larga experiência em ralis. Sua missão: mostrar até onde chega cada um dos dois modelos de pneus. Façam suas apostas.

Misto frio

O primeiro jogo a encarar a terra é o de uso misto, modelo Scorpion STR , com proporção 80/20, ou seja, 80% asfalto e 20% terra, a mais comum em utilitários que saem de fábrica.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Nos trechos de terra seca, de chão batido, a L200 sofreu pouco. Mas o piloto não podia abusar da velocidade, pois as irregularidades faziam com que as rodas perdessem contato com o solo. E, em qualquer curva, lá ia a traseira escorregando.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Na lama, a coisa piorava. Bastavam alguns giros para o barro preencher todos os sulcos da banda de rodagem, deixando-a lisa. “Se já é difícil andar no asfalto molhado com um pneu slick, imagine na terra”, dizia Barata, brincando, enquanto lutava com a direção.

Com os sulcos do pneu tomados pela lama, o veículo deixa de obedecer ao comando do volante, escorregando de acordo com as imperfeições do solo. “Ligar a tração 4×4 ajuda, mas não resolve.”

Até tarefas simples, como passar por um degrau ou subir um barranco, são um sufoco. Repleto de barro , o pneu gira em falso, instigando ao erro de acelerar mais. É aí que mora o perigo.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Com mais velocidade, a lama pode escapar dos sulcos e o pneu pode ganhar aderência de repente, fazendo com que o carro dê um salto à frente. Durante o teste, três balizas que demarcam a pista foram atropeladas pela L200, que insistia em fugir das mãos experientes do piloto.

Banda Off-Road

Hora do pit stop. Sai o STR e entra o Scorpion MUD , com desenho 100% off-road.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Logo no início, na parte seca, Barata acelera, ignorando a buraqueira: decola ao passar por um leve barranco e aterrissa caindo firme, grudado no chão, sem sinal do pneu dançando na pista, como ocorreu com o modelo misto.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
A primeira curva ele faz “mordendo” a terra, seguindo firme na trajetória. Nesse lugar, o outro pneu obrigava Barata a fazer o contra-esterço, para que a traseira não desgarrasse demais. Parecia até que a L200 fazia a curva em piso asfaltado, tamanha a aderência. 

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
O melhor estava por vir. No lodaçal, a picape passou rápido e sob total controle. As rodas não giravam em falso sem sair do lugar, como com o pneu misto.

Barata explica a mágica: “Além de maior reforço na estrutura, o pneu 100% off-road é desenhado de modo que os blocos de borracha agarrem o piso com máxima performance. Depois, a própria rotação da roda expulsa a lama dos largos sulcos, num processo autolimpante”.

(Christian Castanho/Quatro Rodas)
Sem velocidade de rotação, a terra molhada se acumula nos sulcos, “alisando” a superfície de contato. Portanto, para usar o pneu 100% off-road, é preciso acelerar mais para ele funcionar. Nessa hora, Barata afunda o pé e dá um banho na nossa equipe. “Viu só? É só fazer isso que os pneus se livram da lama.” E estão prontos para outra trilha.

Mistura de pneus

Cada grande fabricante de pneu tem ao menos um modelo 100% off-road, que custa mais de 1.000 reais cada um. Mas saiba: esse pneu apresenta no asfalto ruído em excesso e perda de rendimento – ele piora a frenagem e dobra demais em curvas. Há ainda versões de uso misto que vão de um 30/70 (30% off e 70% on-road) a um 90/10.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

10 dicas para prolongar a vida útil dos pneus

O pessoal da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos dá das dicas pra você não vacilar com os pneus da sua nave.


A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, ANIP, soltou uma lista com dez dicas importantes para garantir que não haja sustos pra você durante sua viagem. Segundo a entidade, é muito importante que a manutenção dos pneus esteja em dia. Confira as dicas:

1 – Evite sobrecarga
Os pneus têm a informação sobre a carga máxima na lateral. Ela é indicada por números que representam o limite de peso do pneu (ex: 152 = 3550 kg pneus para dimensão 295/80R22.5). É importante garantir que o caminhão não esteja sobrecarregado para evitar desequilíbrios nos eixos e para poder circular em segurança. O excesso de carga exige mais dos pneus e reduz a sua vida útil.

2- Condução defensiva é economia
Freadas bruscas e alta velocidade gastam mais o pneu. Por isso, é importante adotar uma condução defensiva. Além de ser mais seguro, também reduz o desgaste dos pneus, o que atrasa a troca.

3 – Atenção ao desgaste
O TWI (ou Tread Wear Indicator) é o nome técnico da saliência com 1,6 mm que está nos sulcos do pneu. Ele representa o limite de segurança e, caso o desgaste do pneu esteja próximo ou atinja esse indicador, significa que já está na hora de trocá-lo. Abaixo dessa medida, o pneu já passa a ser considerado “careca”. A resolução do Contran 558/80 estabelece que trafegar com pneus abaixo do limite é ilegal. O veículo pode ser multado e apreendido.

4- A influência de fatores externos
O TWI não é o único sinal de desgaste a ser observado. Os caminhões circulam por vários tipos de estrada (trajeto, piso e topografia) e encaram os mais diversos climas. Os pneus são afetados por esses fatores e por isso é importante ficar atento às rachaduras, cortes mais profundos tanto na lateral quanto na banda de rodagem.

5 – Calibragem
A calibragem adequada é essencial para a segurança. Quando a pressão está abaixo do nível recomendado pelo fabricante, o pneu fica mais quente, desgasta mais rápido, pode causar rachaduras nos flancos da carcaça e leva à perda de estabilidade em curvas. Já quando a pressão está acima do adequado, o desgaste é mais visível na área central da banda de rodagem, pode resultar em rachaduras na base dos sulcos e o pneu se torna mais suscetível a rompimento da banda, podendo causar acidentes.

6- Não esqueça do estepe
Apesar de não estar em uso, o estepe também deve ter a manutenção em dia caso seja necessário. Verifique sempre a pressão e o desgaste antes de pegar a estrada.

7 – Pneus de carga podem ser reformados?
Sim. A construção dos pneus de carga permite que sejam recapados até três ou quatro vezes, mediante a qualidade e o estado da carcaça. A recapagem substitui somente a borracha desgastada da banda de rodagem em contato com o solo. No entanto, vale lembrar que qualquer reforma de pneus deve ser feita de em locais com o selo do Inmetro para que haja garantias de que o serviço seja realizado de forma adequada e de maneira a assegurar a segurança do motorista e sobretudo garantir a segurança nas estradas.

8 – Alinhamento / Balanceamento
Um alinhamento e balanceamento corretos garantem mais segurança durante o transporte em função da maior estabilidade do veículo, maior vida útil dos pneus e redução do consumo de combustível.

9 – Rodízio
A má distribuição de carga e o tipo de direção do motorista podem levar ao desgaste irregular dos pneus. Uma das maneiras de prolongar a vida útil dos pneus e de tornar a viagem mais segura é o rodízio de pneus, que consiste em trocá-los de posição para igualar o desgaste. Ele deve ser feito mediante o nível de desgaste da banda de rodagem, sempre com supervisão de um especialista. O desgaste irregular também exige mais dos pneus, o que resulta em um aumento do consumo de combustível. O rodízio varia de acordo com o tipo de caminhão e por isso é sempre necessário verificar as orientações do manual do veículo. Caso o desgaste esteja próximo ou atingido o TWI, troque o pneu.

10 – Cuidado com derivados de petróleo e solventes
O contato com derivados de petróleo e solventes não é benéfico para os pneus, já que atacam a borracha. Esteja atento para não estacionar sobre poças de óleo e verifique se os produtos usados nas rodas possuem alguns destes elementos.

Fonte: https://planetacaminhao.com.br/10-dicas-para-prolongar-vida-util-dos-pneus/