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sexta-feira, 28 de maio de 2021

Você sabe a nova regra de pesagem de caminhões?

Você sabe a nova regra de pesagem de caminhões? O limite de tolerância sofreu algumas modificações e foram descritas na Medida Provisória 1050/21. As alterações fazem parte do programa Gigante do Asfalto.


Entre as principais mudanças está o fim da tolerância de peso por eixo para os veículos com peso bruto total (PBT) inferior a 50 toneladas. Para estes veículos, será permitido até 5% de excesso no peso.

Já para as combinações de veículos de carga (CVC’s) com peso bruto total (PBT) superior a 50 toneladas, a MP nº 1050/2021 amplia para 12,5% a tolerância de excesso de peso por eixo. Antes da publicação da do documento, a tolerância era de 10%.

Um dos principais objetivos dessas mudanças é evitar que o caminhoneiro, que carrega o caminhão dentro do limite do PBT, não seja penalizado por não conseguir aferir o peso por eixo no momento do carregamento, já que algumas cargas são difíceis de serem distribuídas uniformemente na carroceria.

Em relação ao impacto na manutenção da rodovia, o Ministério da Infraestrutura avaliou como mínimo.

quinta-feira, 11 de março de 2021

Empresa nacional iniciou produção de carros elétricos no Paraná

A empresa nacional chamada Movi Eletric iniciou sua produção de carros elétricos no Biopark, localizado em Toledo, oeste do Paraná (PR).


A produção iniciou no dia 26 de fevereiro, e tem como objetivo fabricar 100 carros elétricos em seu primeiro ano de funcionamento.

Produção de carros elétricos: modelos

Os mesmos carros elétricos que serão produzidos no Paraná também eram feitos na Argentina, pela empresa Sero Eletric.

Os veículos estão na categoria L6e, considerados micro carros elétricos, contando com uma autonomia de cerca de 150km sem precisar de carga.

A velocidade máxima é de 50km/h, sendo essas mesmas especificações independente do modelo.

Nesse começo de produção de carros elétricos, três modelos irão ser montados, sendo eles:
um carro elétrico para dois passageiros;
um carro elétrico com caçamba;
e um carro elétrico com baú, a fim de acomodar itens.

Sobre os veículos

A sua autonomia de 150km chama atenção, uma vez que é possível carregar o veículo em tomadas convencionais, tanto 110V quanto 220V.

A média do tempo de carregamento da bateria pode variar, ocorrendo normalmente entre 5 a 7 horas para a carga total.

Além disso, todos os veículos são resistentes e bem construídos, sendo a estrutura feita com ligas de alumínio de alta resistência, enquanto a parte traseira e frontal utiliza aço tubular, para resistir a possíveis impactos.

Todos modelos contam com freios ABS e também filme protetor UV, a fim de proteger o motorista e o passageiro contra raios solares.

Por fim, os veículos elétricos também comportam pesos de até 270kg, sendo que o modelo com baú conta com suporte de até 500kg para carga.

Clientes da Movi Eletric

A frota desses veículos elétricos é voltada para locação de empresas e/ou para órgãos públicos, sendo um dos grandes benefícios a gestão dessa frota por meio de aplicativo.

Através dessa gestão realizada por aplicativo, todos os tributos, seguros e possíveis manutenções já estão no preço do aluguel do veículo.

Também haverá uma modalidade para venda de pessoas físicas, mas os valores ainda não foram anunciados.

Futuro da produção de carros elétricos

Os três modelos apresentados são só o começo para a Movi Eletric, que pretende trazer mais modelos e também apresentar novas linhas de automóveis.

De acordo com a Movi Eletric, no futuro irão ser adicionados a frota: motos, caminhões, ônibus e até mesmo aviões, totalmente elétricos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Saiba vedar seu veículo para travessias de rios e alagados

O esporte Off Road é 100% natureza com diversas condições de trilhas sendo dunas em areias, erosões rochosas, atoleiros com muito barro, travessias de rios e alagados. Muitos praticantes do fora de estrada quando se depara com aquele alagado já pensa em entrar com o jipe e transpor o obstáculo com adrenalina a mil. Nesta dica vamos abordar os principais cuidados para atravessar seu veículo 4×4 com segurança.

Snorkel originais ou adaptados são excelentes para travessias de rios desde que seja bem instalado

O primeiro item é ter um snorkel bem instalado e realizar o teste para ver se não tem nenhuma conexão com entrada de ar, o teste é simples: basta tampar a entrada de ar e o veículo “morrer” (desligar sozinho). Checando isto já é um ótimo sinal que está bem vedado, mas não é por isto que você já está pronto para entrar na água.


Um dos itens que não se pode deixar de lado são os diferenciais dianteiro e traseiro, cada diferencial tem que ter um respiro individual. Na parte de cima do diferencial há um respiro original que vem com um “copinho”, o ideal é remover este respiro e substituir por um espigão ou niple de latão. Após a substituição do respiro encaixe uma mangueira de 4mm em pu e trave com uma abraçadeira, estique a mangueira por baixo do jipe acompanhando o chicote até chegar no cofre do motor, e então suba as duas mangueiras até a entrada de ar do snorkel.

Diferencial original tem que remover o respiro antigo e colocar o espigão para engatar a mangueira

O próximo item é remover também o respiro original do câmbio/caixa de 4×4 e substituir também pelo espigão/niple de latão, esticando a mangueira acompanhando até a entrada de ar do snorkel. Sempre bom lembrar que o mais importante é colocar uma coifa na alavanca do câmbio e também nas alavancas do 4×4 e reduzida, evitando assim a entrada de água por cima. A coifa é fácil de se encontrar em qualquer autopeças para adaptação sendo fixada com cola de silicone e na parte de alavanca um enforca gato/tairape/abraçadeira de nylon.


Para fechar ainda falta o respiro do tanque de combustível, que a maioria acaba esquecendo. Geralmente ele fica próximo do bocal do tanque ou às vezes pode estar também no próprio tanque, o respiro fica aberto. Pode ser usada a mesma mangueira travando com abraçadeira e esticando até até a entrada de ar do snorkel.


Em alguns casos em motores diesel quando se coloca uma mangueira direto na turbina sendo de 2,5 ou 3 polegadas será preciso instalar uma mangueira de 12mm na válvula respiro antichama até a entrada de ar do snorkel.

Sempre bom checar o semi-carter da embreagem se está completamente blindado para não dar problema de travar o câmbio.

Já nos veículos eletrônicos os módulos devem estar também bem protegidos e vedados para que na hora da submersão não entre água.

Snorkel caseiro com mangueira de piscina, filtro de ar esportivo 3 polegadas, e mangueiras com respiros,
diferencial dianteiro e traseiro, tanque de combustível, caixa de tração/cambio e respiro do anti-chama.


Em alguns motores a diesel, as bombas injetoras que possuem respiro se faz necessário colocar mangueira até a entrada de ar do snorkel.

Se faltou algum item ou dica, nos diga pelo portal: maisoffroad.com

A instalação pode ser realizada em qualquer oficina mecânica Off Road, indicamos as oficinas anunciantes no Jornal Mais Off Road através do site https://maisoffroad.com/

Confira, acelere o vídeo até 1h15 minutos e veja a travessia de rio com todas vedações feitas corretamente.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Contran autoriza digitalização de documentos de registro

Entrou em vigor no último dia 4 a resolução emitida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que autoriza a digitalização dos documentos de registro e de transferência de veículos – no caso, o Certificado de Registro do Veículo (CRV), o Certificado de Licenciamento Anual (CLA) e o comprovante de transferência de propriedade (antigo DUT).


“O CRV e o CLA serão integrados ao Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV-e) e o DUT se desvincula do CRV e se transforma na Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV-e)”, informa por meio de nota o Ministério da Infraestrutura.

De acordo com a pasta, a medida vale para veículos registrados a partir de hoje. Documentos expedidos antes disso, impressos em papel-moeda verde, continuarão valendo.

O CRLV-e estará disponível em formato digital, após a quitação de todos os débitos, no aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT), pelo celular, no portal do Denatran ou por meio dos canais de atendimento dos Detrans.

“O proprietário também pode imprimir o documento em papel A4 comum, branco, que terá o QR Code de segurança, válido para fiscalização”, complementa a nota ao ressaltar que o registro deve ser feito nos casos de compra de veículo zero km; de compra ou venda de veículo usado; de mudança de município de domicílio ou residência do proprietário; e de mudança de categoria ou alteração de característica do veículo.
Mudanças

Para quem já possui o documento de registro e a autorização para transferência de propriedade (DUT) em papel-moeda (para veículos registrados antes de 2021), as mudanças não trarão impactos práticos.

Nesse caso, quando o proprietário for vender o veículo, deverá seguir o mesmo procedimento atual, que é de preencher o verso do documento com os dados do comprador, reconhecer firma no cartório e, por fim, ir ao Detran para efetivar a transferência.

Segundo o Contran, os procedimentos mudarão apenas no caso de veículos registrados a partir do dia 4 de janeiro, com o Detran passando a expedir somente o CRLV-e em formato digital.

“A ATPV-e, que antes vinha em branco, no verso do documento, a partir de agora será expedida somente quando o proprietário for vender o veículo. Na ocasião, o proprietário solicita junto ao Detran, presencialmente ou por meio de algum canal de atendimento digital, a expedição do documento de transferência, informando os dados do comprador. O Detran disponibiliza a ATPV-e preenchida e com o QR Code de segurança. A partir daí, o procedimento é o mesmo de antes: reconhecimento de firma no cartório e efetivação da transferência no Detran”, detalha o Contran ao antecipar que, em breve, a transferência poderá ser realizada totalmente em meio digital.

A expectativa do órgão é de que, até o fim do primeiro semestre, seja possível transferir a titularidade do veículo por meio da CDT ou pelos portais do Denatran e do Detran onde o veículo estiver registrado. Para isso, será necessário que o antigo e o novo proprietários tenham algum tipo de assinatura digital válida.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Acessórios proibidos: 5 itens populares que dão multa e retenção do carro

Equipar o carro com acessórios que acrescentam alguma funcionalidade ou apenas mudam o visual é um hábito bastante popular no Brasil. 

Porém, alguns desses itens são proibidos ou permitidos com restrições - eles precisam estar de acordo com o que diz a legislação de trânsito.

Febre no Brasil, o engate pode render multa caso seja instalado em veículo sem capacidade para tracionar reboques.
Imagem: FSP-Autofolha

Utilizar acessórios fora das especificações autorizadas ou vetados rende prejuízo e dor de cabeça: na maioria dos casos, a prática é tipificada como infração grave, com acréscimo de cinco pontos no prontuário da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), multa de R$ 195,23 e retenção do veículo até a sua regularização. 

A mesma penalidade é aplicável em caso de alterações nas características originais não autorizadas. Suspensão rebaixada é um exemplo: essa alteração, bem como outras, exige a emissão do CSV (Certificado de Segurança do Veículo), expedido mediante vistoria por instituição técnica credenciada. 

De posse do CSV, é necessário requerer novas vias do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo), o documento de porte obrigatório, e do CRV (Certificado de Registro do Veículo), o documento de compra e venda. 

Eles passam a trazer, no campo de observação, que o veículo passou por modificação. Confira cinco exemplos de acessórios proibidos:

1 - Engate em carro incapaz de tracionar reboque.dicionar legenda

Imagem: Roberto Assunção/Folhapress.

O engate de reboque é mania dos brasileiros. Ao comprar um carro, muitos já tratam de instalar o dispositivo, mesmo que não tenham algo para rebocar - por acreditarem que ele ajuda a proteger a traseira em eventual colisão. 

Outros colocam o equipamento apenas por questão estética. Vale esclarecer que engate não é equipamento de proteção contra batidas. Além disso, nem todos os automóveis estão habilitados a receber o item, pois não têm capacidade para tracionar reboques. 

Caso tenham engate, veículos na condição mencionada, como a geração anterior do Toyota Corolla, estão sujeitos a multa por infração grave, mais retenção para regularização. Também podem perder a garantia de fábrica.

As penalidades estão previstas, inclusive, se não houver reboque acoplado durante eventual fiscalização de trânsito, informa Marco Fabrício Vieira, conselheiro do Cetran-SP (Conselho Estadual de Trânsito de São Paulo) e autor do livro "Gestão Municipal de Trânsito". 

O uso de engate por veículos leves é regulamentado pela Resolução 197 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). "Essa regulamentação não proíbe engate para fins estéticos. Se o equipamento atender os requisitos legais e o veículo possuir capacidade de tração de reboque, não há como coibir sua utilização".

De acordo com Vieira, no caso de veículos leves aptos a receber engate, o PBT (Peso Bruto Total) não pode passar de 3.500 kg. 

O PBT compreende a soma dos pesos do veículo, do reboque, dos passageiros e da carga transportada. 

Essa capacidade deve ser informada pelo fabricante ou importador ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e constar no manual do proprietário, como também no CRLV. 
Além desses documentos, esclarece o especialista, o agente da autoridade de trânsito também deve verificar se o engate apresenta todos os requisitos legais. 

Se for instalado como acessório, deve trazer uma plaqueta metálica inviolável trazendo registro no Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Metrologia), nome e CNPJ da fabricante, modelo de veículo ao qual se destina e a capacidade máxima de tração do automóvel. 

Além disso, o equipamento tem de trazer tomada para ativar as luzes de sinalização do reboque, dispositivo para fixação de corrente de segurança e não apresentar superfícies cortantes. 

2 - Película G5 

Imagem: Rafael Hupsel/Folhapress

A Resolução 254 do Contran exige que os vidros do veículo tenham uma transparência mínima - com ou sem a aplicação de película. 

O para-brisa incolor tem de apresentar transparência de pelo menos 75% e o colorido, de 70% - o mesmo percentual vale para os vidros laterais dianteiros. No caso dos vidros traseiros, estes podem ser mais escuros: pelo menos 28%, desde que o carro seja equipado com retrovisor externo no lado direito. 

O percentual deve obrigatoriamente estar gravado em cada película, geralmente precedido pela letra G. Com base nessa marcação, ou com o uso de medidor de transmitância luminosa, o agente de trânsito tem como verificar se o "insulfilme" está dentro da lei.

As películas também têm de trazer o nome da empresa fabricante e exibir o selo de homologação pelo Inmetro. 

Uma das especificações preferidas do público é a G5, que traz apenas 5% de transparência e, portanto, está totalmente irregular, prejudicando a visibilidade. 

3 - Envelopar carro sem alterar documento.

Imagem: Reprodução/TVUOL

Envelopar o veículo é uma alternativa mais acessível para modificar sua aparência, sem a necessidade de recorrer à pintura. 

Porém, de acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), conduzir veículo com cor alterada é infração grave, com retenção do automóvel até a respectiva regularização. 

Para evitar as penalidades, deve-se requerer a emissão de novos CRLV e do CRV, informando a mudança de cor. 

Muitos não se dão conta que a regra também vale para o envelopamento. A exceção, válida tanto para pintura quanto para veículos envelopados, é quando a alteração não ultrapassa 50% da área da carroceria - nesse caso, não são exigidos novos documentos.

4 - TV visível pelo motorista com carro em movimento.

Imagem: Divulgação

Muita gente instala central multimídia no carro equipada com tocador de DVD e TV digital. 

No entanto, essas funcionalidades só podem ser desfrutadas pelo motorista caso o veículo esteja estacionado ou se houver um recurso que impeça a respectiva visualização com o carro em movimento - conforme determina a Resolução 242 do Contran. 

Por esse motivo, as TVs e os DVDs originais em veículos comercializados no Brasil costumam "travar" a exibição das respectivas imagens enquanto o automóvel é conduzido. 

Segundo a mesma resolução, o uso desses recursos é autorizado pelos ocupantes do banco ou dos bancos traseiros em qualquer situação. O descumprimento da resolução constitui infração grave e retenção do veículo até que seja regularizado. 

5 - Faróis de xenônio não originais.

Imagem: Marcelo Justo/Folhapress.

A Resolução 384 do Contran, publicada em 2 de junho de 2011, proíbe a instalação dos faróis de descarga de gás, popularmente conhecidos como faróis de xenônio, caso o equipamento não seja item original do automóvel. 

A exceção é referente a veículos nos quais o acessório não original foi instalado cujo CSV tenha sido emitido antes da data de publicação da referida resolução.

Carros flagrados com xenônio não original de fábrica após 2 de junho de 2011 estão sujeitos a enquadramento por infração grave, somada à retenção do veículo até que o mesmo seja regularizado.


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Contran revoga resolução que interrompia prazos de serviços

Medida entrará em vigor no dia 1º de dezembro e estabelece cronogramas para a retomada de serviços, como renovação de CNH e transferência de veículos

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou proposta que revoga a Resolução nº 782, de 18 de junho de 2020, que interrompia os prazos de processos e de procedimentos afetos aos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito (SNT). A Resolução, referendava as Deliberações nº 185 e 186, publicadas em 20 e 26 de março de 2020, respectivamente, por conta da pandemia de Covid-19. Dessa forma, serviços como renovação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), transferência de veículos e envio de notificações de autuação passam a vigorar com novos prazos a partir de 1º de dezembro.

O presidente do Contran e diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Frederico Carneiro, explica os motivos que levaram à publicação da decisão e sua atual revogação. “A Resolução nº 782, de 2020, trouxe medidas para mitigar os impactos decorrentes da pandemia do novo coronavírus. A publicação foi necessária, visto que os órgãos de trânsito estavam com suas atividades paralisadas e, portanto, inviabilizados de cumprir os prazos estabelecidos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Procuramos estabelecer regras que permitam a retomada dos serviços e prazos de modo a causar o menor transtorno ao cidadão, adequando à capacidade de atendimento por parte dos órgãos de trânsito”, esclarece.

A revogação restabelece a contagem dos prazos de maneira acessível, tendo em vista a normalização das atividades dos órgãos de trânsito e o retorno das atividades presenciais ao público e, portanto, o cumprimento dos prazos previstos na legislação. Os processos relacionados às infrações de trânsito, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o licenciamento de veículos, e nos processos envolvendo as Instituições Técnicas Licenciadas (ITL), terão diferentes maneiras de retomada, conforme a necessidade.

INTERRUPÇÃO DE PRAZOS – os prazos interrompidos para defesa de autuação, apresentação de recurso, transferência de propriedade de veículo, comunicação de novo endereço, comunicação de venda de veículo e renovação dos documentos de habilitação vencidos desde 19 de fevereiro de 2020 serão retomados a partir do dia 1º de dezembro. Os prazos relativos a registro e licenciamento de veículos novos, que não tivessem sido expirados em 20 de março de 2020, também voltarão a contar do zero.

NOTIFICAÇÃO DE AUTUAÇÃO – O envio das notificações de autuação (NA) das infrações cometidas entre 26 de fevereiro a 30 de novembro de 2020, deverá seguir um cronograma de 10 meses, a partir da data de cometimento da infração e seguir os dispostos no CTB. Ou seja, infrações cometidas em fevereiro e março de 2020, serão enviadas as NA em janeiro de 2021, e assim por diante, até setembro de 2021, mês que serão enviadas as notificações cometidas em novembro de 2020.

Para as notificações de autuação e de penalidade já expedidas, as datas finais de apresentação de defesa prévia e de indicação do condutor infrator e de recurso, respectivamente, posteriores a 20 de março de 2020, ficam prorrogadas para 31 de janeiro de 2021.

Além disso, a autoridade de trânsito poderá providenciar, sempre que possível, um formato diferenciado para as expedições das notificações de autuação, cometidas entre 26 de fevereiro a 30 de novembro de 2020, ressaltando, que estas notificações contam com prazos diferenciados.

CNH – O restabelecimento dos prazos para renovação da CNH, que engloba todos os condutores que tiveram habilitação vencida no período de 2020, ocorrerá a partir de 1º de janeiro de 2021, seguindo os meses de validade. Ou seja, os documentos com data de validade de janeiro de 2020 poderão renovar até 31 de janeiro de 2021; para as vencidas em fevereiro de 2020, a renovação poderá ocorrer até 28 de fevereiro de 2021; e assim sucessivamente, até 31 de dezembro de 2021 para as habilitações com validade em dezembro de 2020.

TRANSFERÊNCIA DE VEÍCULO – Os órgãos de trânsito poderão estabelecer um cronograma específico para o proprietário efetivar a transferência do veículo adquirido entre 19 de fevereiro e 30 de novembro de 2020. Caso o órgão não estabeleça um cronograma, fica estabelecida a data de 31 de dezembro de 2020 para a realização do procedimento.

REGISTRO E LICENCIAMENTO DE VEÍCULO NOVO – O proprietário de veículo adquirido entre 19 de fevereiro de 2020 a 30 de novembro de 2020 terá até 31 de janeiro de 2021 para realizar o esse processo.

LICENCIAMENTO ANUAL – Os órgãos e entidades de trânsito poderão estabelecer prazos para a renovação do licenciamento anual dos veículos registrados sob sua circunscrição, referente ao exercício de 2020, de acordo com o algarismo final da placa. Caso o órgão decida estabelecer um novo calendário, deverá informá-lo ao Denatran até 31 de dezembro de 2020. Desta forma, o Denatran divulgará, em âmbito nacional, os novos calendários.

ITL – Os prazos para licenças para funcionamento das Instituições Técnicas Licenciadas (ITL), vencidos de 20 de março a 30 de novembro de 2020, ficam prorrogados até 31 de janeiro de 2021.

Tabelas de escalas para renovação da CNH e envio das notificações de autuações:


CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO (CNH)

Data de vencimento da CNH e Período para realizar a renovação da CNH
1º a 31 de janeiro de 2020 1º a 31 de janeiro de 2021
1º a 29 de fevereiro de 2020 1º a 28 de fevereiro de 2021
1º a 31 de março de 2020 1º a 31 de março de 2021
1º a 30 de abril de 2020 1º a 30 de abril de 2021
1º a 31 de maio de 2020 1º a 31 de maio de 2021
1º a 30 de junho de 2020 1º a 30 de junho de 2021
1º a 31 de julho de 2020 1º a 31 de julho de 2021
1º a 31 de agosto de 2020 1º a 31 de agosto de 2021
1º a 30 de setembro de 2020 1º a 30 de setembro de 2021
1º a 31 de outubro de 2020 1º a 31 de outubro de 2021
1º a 30 de novembro de 2020 1º a 30 de novembro de 2021
1º a 31 de dezembro de 2020 1º a 31 de dezembro de 2021

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Como professor já rodou mais de 1 milhão de km com seu Ford Verona

No mercado de carros usados, exemplares com alta quilometragem têm maior desvalorização, via de regra. No entanto, se o proprietário fizer todas as manutenções em dia, dá para rodar muito e deixar o veículo em perfeitas condições. Imagine, então, um automóvel com mais de 1 milhão de quilômetros rodados.

Creso Peixoto e a mulher Giselda Aparecida posam com o Verona 'highlander', 
que já alcançou 1,05 milhão de km em 28 anos Imagem: Arquivo pessoal

O engenheiro civil e professor Creso de Franco Peixoto, de 63 anos, é o proprietário de um Ford Verona 1.8 GLX 1990 a etanol que já percorreu 1.050.917 quilômetros e mantém fôlego para rodar ainda mais. 

Morador de Rio Claro, no interior paulista, Peixoto conta que adquiriu o Verona usado em setembro de 1992. Na época, o sedã já tinha rodado 26.433 quilômetros. 

A intenção inicial era ficar um bom período com o veículo, mas o engenheiro, que já foi piloto de avião, não imaginava que iria "casar" com o Verona e rodar tanto com ele. A união de homem e máquina está prestes a completar 28 anos.

Jornada registrada em planilha

"Muitos veem carros antigos e muito rodados de forma pejorativa. Quando o custo de propriedade sobe muito, a maioria conclui que é chegada a hora de vender. Mas, ao completar 200 mil km, decidi ficar com ele como objeto de estudo". 

Creso de Franco Peixoto decidiu usar seu Verona 1990 como um objeto de estudos 
Imagem: Arquivo pessoal

Professor como é, Peixoto até poderia publicar um trabalho acadêmico sobre o longo convívio com seu Ford. Desde a aquisição, ele documentou em planilha todos os gastos, manutenções e respectivas quilometragens. 

A marca de 1 milhão de quilômetros foi completada no fim de maio do ano passado, diz. Alguns meses depois, o professor universitário recebeu uma homenagem da Ford pelo feito. 

Como o respectivo hodômetro analógico tem apenas cinco algarismos, o marcador já foi zerado dez vezes.

Os números cuidadosamente anotados e calculados são de impressionar.

A média de quilometragem anual é de 35.714 quilômetros. Durante o tempo de convívio, ele estima já ter abastecido o Verona com cerca de 100 mil litros de etanol e colocou mais de 230 litros de óleo no motor. 

Incluindo o gasto com a aquisição do carro, ele calcula já ter desembolsado mais de R$ 300 mil. 

"É necessário fazer manutenção rigorosa para chegar a essa quilometragem. Desde a compra, realizo os serviços sempre com o mesmo mecânico a cada seis meses. Até os 200 mil quilômetros, segui estritamente os procedimentos descritos no manual do proprietário".

Motor já passou por 3 retíficas

Peixoto conta que durante todo esse tempo o motor já passou por três retíficas. Além disso, o chassi monobloco apresentou duas trincas, que exigiram reforços estruturais. 

Hodômetro do Verona já zerou dez vezes e proprietário documentou manutenções em planilha 
Imagem: Arquivo pessoal

A maior parte da rodagem aconteceu em trechos rodoviários, pois em determinada época o professor tinha quatro empregos e precisava de deslocar de Rio Claro para as cidades paulistas de Campinas, Ribeirão Preto, São Paulo e São Bernardo do Campo. 

A quilometragem também incluiu trechos de estradas de terra, nos quais, acredita, as trincas surgiram.

O engenheiro civil calculou o percentual dos custos com manutenção sobre os gastos totais com o passar dos anos e da quilometragem. Em 1992, eles eram de 8%; em 2014, subiram para 35%; em 2010, chegaram a 44%; e hoje estão em 29%. 

Ele também estimou as despesas por categoria ao longo de 28 anos: 38% são referentes ao combustível; 29% foram gastos com manutenção; 17% com estacionamento e pedágio; 8% com depreciação; 7% com seguro; e 1% com IPVA.

Verona de Peixoto passou por manutenção rigorosa, incluindo procedimentos preventivos
Imagem: Divulgação

Vale destacar que em 2010, quando seu Ford completou 20 anos de fabricação, o veículo ficou isento da cobrança do imposto. 

Por conta da pandemia, Creso Peixoto tem rodado pouco neste ano com o Verona, que já compartilhou com a mulher - ela hoje dirige um Hyundai HB20. 

Ele não cogita vender o sedã, pelo qual obteria cerca de R$ 8 mil, acredita. Também não pretende comprar outro veículo. 

"Olhando no retrovisor, meu Verona cumpriu bem sua função, apesar de trazer tecnologia ainda precária, considerando os tempos atuais", avalia.

"Olhando para a frente, pelo para-brisa, acredito que este é o momento de não ter mais carro. Em um mundo conectado, a necessidade de deslocamento físico vem caindo ano a ano. Hoje vale muito mais ter um cartão de crédito ou débito e usar os aplicativos de transporte individual".


sexta-feira, 3 de julho de 2020

Dicas para dirigir seu 4x4 nas dunas

Um dos grandes desafios dos off-roaders é dirigir nesse terreno. Saiba como utilizar o 4x4 com segurança na areia e garanta a diversão


Dirigir com seu 4x4 nas dunas requer um mínimo de técnica e conhecimento do veículo, pois há uma série de detalhes que devem ser analisados com atenção.

“Na maioria das situações, quando colocamos em prática as técnicas de condução 4x4, agimos diretamente contra nossos instintos e, para isso, é necessário bastante frieza para tomar as decisões. Caso você não se sinta preparado ou se estiver inseguro, não vá adiante, a segurança vem em primeiro lugar”, afirma Isac Silva Pinto, coordenador de eventos off-road e instrutor de 4x4.

Para transpor dunas, use sempre a reduzida (caso seu 4x4 possua)
Vai encarar dunas e areias fofas?

Antes de colocar o seu 4x4 nas areias, é preciso tomar alguns cuidados. “A duna é um dos obstáculos mais radicais do off-road. Para enfrentá-las, o pneu, a motorização e o peso são fatores importantes”, detalha Isac. Confira as dicas.

Passear com o 4x4 em dunas é diversão garantida. Basta tomar os cuidados necessários (Foto: Tom Papp)
  • Diminua a calibragem do pneu com limite aproximado de 18 libras sem câmara e 10 libras com câmara;
  • A marcha engatada sempre deverá ser a 4x4 e reduzida (se houver);
  • Para subir na duna, pegue distância e ganhe velocidade;
  • Mantenha a aceleração alta e constante;
  • A troca de marcha deve ser rápida para não haver perda de impulso, principalmente na subida. Na descida, posicione o veículo em linha reta para baixo e engate a segunda reduzida, acelerando para manter o controle da direção;
  • Para câmbio automático, tire a marcha da posição D (drive) e passe para a posição 1 ou 2. Isso evita superaquecimento do câmbio e eventual troca da marcha durante a subida;
  • Freie lentamente para evitar que os pneus não afundem;
  • Não estacione num ponto com aclive.
  • Se parar antes de chegar ao topo, engate a ré e repita a manobra. Evite usar o mesmo traçado duas vezes;
  • No topo, pare e avalie a descida.
Atolei, e agora?

Atolar faz parte do divertimento e até os competidores mais experientes passam por isso. Basta manter a calma e seguir alguns passos simples:

Se precisar estacionar o 4x4 na duna, não faça isso em aclives
  • Tente sair em 2ª marcha. Em câmbios automáticos, mude da posição D (drive) para a 1 ou 2;
  • Cave com uma pá ou a mão a parte da frente de cada pneu;
  • Tente sair de ré, pode ser mais fácil;
  • Se der, molhe a areia para ficar mais firme;
  • Pedras e troncos ajudam a calçar os pneus;
  • Pranchas de desatolagem ou até mesmo os tapetes de borracha do carro servem de guia para sair da areia.
Após a diversão, não se esqueça de recalibrar os pneus e lavar com atenção toda a parte inferior do 4x4, incluindo chassi e carroceria.

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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Carro brasileiro mais caro da história teve até 'clone' de marca britânica

Mesmo recente, na comparação com países europeus, a história automotiva do Brasil é muito rica. 

Um dos carros nacionais que marcaram época, apesar de ser pouco conhecido do grande público, virou item de colecionador e hoje é o veículo brasileiro mais caro de que se tem notícia.


Além disso, seu desenho harmonioso e original teria rendido até um "clone" de uma fabricante inglesa. Estamos falando do Brasinca 4200 GT, sensação do Salão do Automóvel de 1964, cujas derradeiras unidades foram rebatizadas como Uirapuru - um pássaro conhecido pelo belo canto. 

UOL Carros conversou com Tiago Songa, especialista e pesquisador de carros antigos, para saber um pouco mais sobre o esportivo projetado e produzido em São Caetano do Sul (SP).

Segundo ele, foram fabricadas apenas 76 carrocerias entre 1964 e 1966 - das quais 73 foram montadas de fato. Um exemplar, de acordo com Songa, foi vendido no ano passado por R$ 350 mil. 

"Até onde eu sei, esse carro de R$ 350 mil é o automóvel brasileiro mais caro vendido até hoje. Ele fará parte do futuro museu de Campos do Jordão [SP]", afirma. 

Ele mesmo tem um 4200 GT 1965, de chassi 1010 (o décimo montado), que comprou por R$ 2.000 em 2004 para restaurar e que ainda não está finalizado. 

O esportivo paulista foi desenhado pelo engenheiro espanhol Rigoberto Soler, que na década de 60 trabalhava na Brasinca - fabricante de carrocerias instalada nos arredores da fábrica da General Motors, em São Caetano.

Motor de caminhão

Motor de seis cilindros em linha com cerca de 160 cv era o mesmo utilizado na Chevrolet C10 Imagem: Arquivo pessoal.

Além do desenho cheio de personalidade, com destaque para o capô longo e baixo e para a traseira curta, exibindo vidro curvo que avança pelas laterais, o 4200 GT traz originalmente motor 4.3 de seis cilindros em linha da Chevrolet. 

Com três carburadores, rende 157 cv de potência e 35 kgfm de torque, gerenciados pela transmissão manual de três velocidades, com tração traseira. 

É o mesmo motor que equipava modelos da Chevrolet como a picape C10, a perua Veraneio e até caminhões da marca. 

Medindo 4,35 m de comprimento e 2,59 m de distância entre-eixos, tem carroceria de aço, santantônio integrado, dois lugares e suspensão dianteira independente - na traseira, o eixo é rígido.

"Uirapuru veio 'de susto' para a história do automóvel no Brasil. Nossa indústria tinha apenas anos de vida em 1964. Aí, do nada, aparece um carro baixo, comprido, com motor entre eixos, três carburadores e capaz de atingir 200 km/h. Foi o primeiro brasileiro a atingir essa marca. Na época, perguntavam: 'é brasileiro?', conta Songa. 

Preço de Mustang

Brasinca 4200 GT foi uma das sensações do Salão do Automóvel de São Paulo em 1964 Imagem: Reprodução.

Segundo o especialista, o preço alto e justamente a concorrência de esportivos estrangeiros acabaram decretando a vida curta do 4200 GT Uirapuru - fabricado de 1964, incluindo os protótipos, até 1966. 

As vendas se estenderam até o ano seguinte. Hoje, de acordo com Tiago Songa, restam só 41 unidades conhecidas e documentadas. 

"O problema é que, no mesmo ano em que o 4200 GT estreou, a Ford lançou nos Estados Unidos um dos seus maiores sucessos, o Mustang. O Uirapuru tinha o mesmo preço, cerca de US$ 3,5 mil na época, e não deu para competir nos anos seguintes". 

Por conta das baixas vendas, por volta do início de 1966 a Brasinca decidiu parar com a fabricação, menos de dois anos após o lançamento. Foi quando Rigoberto Soler e o piloto Walter Hahn Jr criaram a empresa STV deram sequência ao projeto - rebatizado como Uirapuru, que, segundo Songa, era o nome idealizado desde o princípio. 

"Havia 12 ou 13 carros prontos e cerca de 20 carrocerias para montar. A fabricação prosseguiu durante 1966, mas no ano seguinte foi interrompida definitivamente". 

As vendas ainda continuaram em 1967, último ano de mercado do modelo. 

O estudioso cita algumas curiosidades envolvendo o projeto. "Dizem que o Uirapuru foi projetado em túnel de vento. Na verdade, usaram uma miniatura de madeira com cerca de um metro de comprimento, pois o carro não cabia no túnel", relata.

Ele também conta que "no máximo" cinco carros foram equipados com transmissão manual de quatro marchas do Corvette e comando de válvulas mais "bravo" da Iskanderian. 

Além da carroceria cupê, foram produzidos dois protótipos conversíveis e uma perua, convertida em viatura do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) de São Paulo. 

Carro cobiçado

Costa diz ter recebido oferta de R$ 350 mil por seu Brasinca; exemplar já foi vendido por esse preço 
Imagem: Arquivo pessoal.

Mais de cinco décadas após o lançamento, o 4200 GT Uirapuru virou item de coleção bastante cobiçado. 

Além do exemplar vendido por R$ 350 mil, outras unidades têm conseguido preços altos, mesmo precisando de restauração.

"Comprei o meu, ano 1965, número sete de fabricação, por R$ 80 mil em 2013. Um dos primeiros. Ele foi restaurado em 2013 e está completamente original. Tem placa preta de colecionador", conta o engenheiro civil Reinaldo da Costa, de 58 anos, entusiasta de esportivos brasileiros e morador de Santo André (SP). 

Ele, que também é dono de outros modelos icônicos como Puma, VW SP 2, Interlagos, Maverick GT e GT Malzoni, diz ter recebido proposta de R$ 320 mil no seu carro, que acabou recusando. 

Costa tinha outra unidade, vendida originalmente em 1967, último ano de mercado e que já trazia o nome Uirapuru, que começou a restaurar, mas acabou vendendo recentemente. 

O 'clone' inglês

Interceptor foi lançado dois anos depois do 4200 GT, exibindo design muito parecido com o do modelo brasileiro
Imagem: Reprodução

Outra mística em torno do 4200 GT Uirapuru é que um carro britânico mais conhecido e com produção muito maior exibe desenho semelhante e foi lançado em 1966 - portanto, dois anos depois. 

O Jensen Interceptor, que já foi tema de programas como "Top Gear" (BBC) e do canal do YouTube "Jay Leno's Garage", também combina o capô comprido e a traseira curta com vidro curvado do Uirapuru - a ponto de ser considerado plágio por alguns antigomobilistas. 

As linhas do Interceptor, inclusive, ficaram a cargo do famoso estúdio italiano Carrozeria Touring, de Milão. Quanto à mecânica, o esportivo da Jensen vinha equipado com um motor mais forte - 6.3 V8 da Chrysler, com cerca de 330 cv. 

Tiago Songa, porém, não acredita que se tratou de uma cópia. 

"Designers brasileiros da época, como o Anísio Campos, diziam que tudo não passou de uma coincidência. A Jensen era uma fábrica inglesa que já existia há algum tempo e a Brasinca era desconhecida até no Brasil", pontua. 

Songa também lembra que o Studebaker Avanti, de 1962, já trazia elementos de design semelhantes, embora a dianteira fosse bastante diferente. 

Fato é que, comparando 4200 GT e Interceptor lado a lado, os dois são muito parecidos.