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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Vai acampar? Veja 14 itens que não podem faltar na sua viagem

Acampar é uma ótima alternativa para o momento, mas como sempre requer um preparo. Compartilho com vocês uma lista de itens básicos para não passar apertos, mas na boa, dá para se virar sem alguns deles. Segue:

Acampar já era uma alternativa para aqueles que gostam de viajar e ter um contato mais próximo com a natureza ou que buscam uma viagem mais barata. Mas em meio à pandemia da covid-19, essa escolha ganhou uma vantagem também na questão da saúde: ela é a saída mais segura para quem não aguenta mais ficar em casa e deseja fazer turismo. 


Se você sempre quis ter essa experiência, mas nunca foi de fato a um acampamento justamente pela insegurança de não estar preparado para a ocasião, ou está pensando em acampar agora justamente por se preocupar com o cenário da pandemia no Brasil, essa nossa lista de produtos vai ajudar você.

Reunimos 14 itens essenciais que não podem faltar na sua viagem para que ela seja tranquila, segura, confortável e sem percalços pela frente. 

A primeira coisa que se deve ter, é claro, é uma boa mochila! O famoso "mochilão" para levar tudo da forma mais compacta e confortável possível.

Essa opção da Gyzmo é do tipo cargueira e garanta alta durabilidade e resistência. Ela possui um costado acolchoado com estrutura e vértebra, projetos para uma maior sustentação. Pode ser regulada nas alças e nos ombros, tem saída para bolsa de hidratação, ajuste para barrigueira e peitoral, capa de chuva embutida e bolsos externos. Essa "mala" é ideal para longas viagens e possui capacidade de 60 litros!.


Escolhido o mochilão, vamos para a barraca. Esta tenda, o formato de iglu, abriga de duas a três pessoas e tem as dimensões de 110cm de altura, 150cm de comprimento, 12,5cm de altura e 8cm de largura. Sua estrutura é feita de fibra de vidro e seu tecido é de poliéster. 


Escolhido o mochilão, vamos para a barraca. Esta tenda, no formato de iglu, abriga de duas a três pessoas e tem as dimensões de 110cm de altura, 150cm de comprimento, 12,5cm de altura e 8cm de largura. Sua estrutura é feita de fibra de vidro e seu tecido é de poliéster.

Depois da barraca, o próximo passo é o colchão inflável e a bomba de ar.

Este é um colchão de casal, que suporta 160kg e tem 22cm de altura, 1.88cm de comprimento e 1.37m de largura. É feito com vinil resistente pré-testado e possui um revestimento aveludado que garante o conforto do casal.


Para inflar o colchão, não é mais preciso ficar com dor no braço de tanto esforço. A bomba elétrica é uma ótima, rápida e eficaz solução para isso. O equipamento possui câmera de ar de grande capacidade para inflar e desinflar rapidamente, sistema de dupla ação, mangueira flexível, 3 adaptadores de válvula para servir em vários modelos diferentes de infláveis e tem voltagem 220 V. 

O saco de dormir também é um equipamento de primeira necessidade se você for acampar em um lugar frio. Ele mantém o seu corpo quentinho, além de ser muito mais compacto que um edredom - e quando se vai acampar, qualquer espaço a mais na mala é precioso!.

Ele é individual e fabricado em tecido poliéster escovado na parte exterior e interior e enchimento de fibra Coletherm. O produto é prático e super resistente a baixas temperaturas. Também é fácil de lavar, podendo ir na máquina. 

Para se virar bem durante a aventura, alguns itens são indispensáveis. Bússola, canivete e lanterna são uns deles. Além disso, é importante sempre ter uma garrafa térmica com você.


A Bússola Orient é feita em acrílico resistente e tem escalas essenciais para a leitura de mapas. Além disso, possui régua, marcação de escalas 1:25000 e 1:50000, lupa, indicadores de pontos cardeais e do norte da agulha pintados em tinta fluorescente - o que facilita a visualização mesmo com pouca luz disponível.

Este equipamento tem tantas funcionalidades que você vai querer leva-lo em todos os lugares. Com 15 lâminas, você poderá serrar madeiras, descamar peixer, remoer anzol, abrir latas, garrafas, além de possuir chave de fenda, tesoura, chave philipps, lima, punção com orifício para costura, palito, pinça e saca-rolhas. Você estará preparado para todo o tipo de situação que pode surgir.


A necessidade de uma lanterna também é óbvia quando falamos em acampamento e para quem fará trilhas durante o período noturno. Essa opção tem plástico revestido com borracha, três lâmpadas de LED e lentes em policarbonato.

A garrafa térmica é ideal, principalmente, para manter os líquidos quentes por mais tempo e, assim, consequentemente, manter seu corpo aquecido. Esta opção tem capacidade de 0,25 litros e conserva os líquidos quentes por até 4 horas e os frios por até 8 horas. Seu design moderno e compacto contribui para uma maior praticidade na hora do transporte.

Falando em se manter aquecido, um fogareiro também é um item muito interessante para levar na mala. Afinal, independentemente de quanto tempo você vai passar acampando, a alimentação é fundamental e algumas vezes precária nesse tipo de viagem. Por isso um fogareiro pequeno, portátil e fácil de montar é excelente para o preparo de carnes, vegetais e outros alimentos. Além disso, ele possui um sistema de regulagem da chama, para evitar gasto desnecessário de gás.

Para acompanhar o churrasco ou outra alimentação, uma caixa térmica para manter os vinhos e cervejas resfriados é sempre uma boa ideia, né? Este cooler tem capacidade para 26,5 litros,36 latinhas e garante manter o gelo por um dia inteiro em temperaturas de até 32°C. Ele também é de fácil transporte e é construído com matéria-prima ecologicamente correta.


Entre as vestimentas que não podem faltar, temos a capa de chuva e a galocha, essenciais para evitar o estresse com a lama, a chuva e possíveis resfriados. Este item garante uma boa proteção dos seus pés. Ele é bastante resistente e tem solado amarelo.

Este produto vem com capuz, manga e boa espessura. A capa tem 1 metro e 35 cm e vai garantir a proteção do seu corpo contra o tempo ruim.

E por último, mas não menos importante, não se esqueça de levar seus itens de primeiros socorros. Faça sua viagem com remédios, repelentes, protetor solar, gaze, antisséptico, enfim, tudo que possa te ajudar em um possível acidente.


Para guardar esses itens, esta bolsinha é a ideal. Ela é confeccionada com tecido resiste à brasão e ao rasgo e tem tratamento interno resinado que a torna repelente à água.

*Os preços e a lista (cada foto possuí um link) foram checados no dia 04/11/2020 para atualizar esta matéria. Pode ser que eles variem com o tempo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

O que fazer em caso de queimadas nas rodovias

O fenômeno é bastante comum nesta época do ano por conta do clima seco. As queimadas no Pantanal chamara atenção de todos os brasileiros nessa semana. Os focos de incêndio em setembro desse ano estão muito acima da média. Em relação a média histórica para o mês que é de 1.944 pontos de incêndio, o aumento é de 188%, já que setembro de 2020 já registrou 5.603 pontos de incêndio.

Foto: divulgação comunicação CCR NovaDutra

Nas rodovias, além do problema ambiental, o alastramento do fogo representa insegurança para os motoristas, porque a fumaça reduz a visibilidade e aumenta o risco de acidentes, principalmente colisão traseira.

O que diz os especialistas

Os especialistas em segurança alertam para os perigos nas estradas onde há focos de incêndio. Os motoristas devem redobrar os cuidados em rodovias nessas condições.

A fumaça na pista, decorrente de queimadas, provoca redução de visibilidade e irritação nos olhos e sufocamento.

Deve-se evitar parar o veículo caso esteja dentro da cortina de fumaça. Ao diminuir a velocidade, é preciso ter atenção para não frear bruscamente, pois os motoristas que vêm atrás também estão com visibilidade baixa.

Os condutores também devem ficar atentos aos riscos de acidentes com animais silvestres porque eles fogem dos incêndios.

É importante estar preparado para todos esse tipos de situações. Confira algumas dicas.
  • Ligar para 153
  • Fechar o vidro do veículo
  • Manter distância do veículo da frente
  • Trafegar com farol baixo aceso;
  • Evite frear bruscamente
  • Não ligar o pisca alerta com o veículo em movimento;
  • Não parar na faixa de rolamento.
Caso o motorista perceba fumaça na pista, a Concessionária alerta para que reduza a velocidade, feche os vidros do veículo e mantenha distância segura do veículo que segue à frente. Nunca acione o pisca-alerta em movimento pois os demais motoristas podem achar que seu veículo está parado. Não estacione em locais de risco. Procure parar em local seguro, longe da rodovia. Lembre-se: acostamento só deve ser usado em emergências.

Causas das queimadas

Uma das principais causas das queimadas nas rodovias são o lançamento de bitucas de cigarros pelas janelas dos veículos. Mas existem outros como a utilização de fogo para limpeza de terrenos, queima de lixo, fogueiras, queimadas para fins agrícolas não autorizadas e também balões. Nas faixas de domínio das rodovias, boa parte dos focos são provocada pela própria população vizinha.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Somos JIPEIROS!...

Somos também cidadãos e, como todo cidadão, passamos a semana “aprisionados” aos nossos deveres e compromissos(trabalhos, estudos, obrigações domésticas etc.). Porém, nos finais de semana praticamos nossa "terapia" nos enfiando nas trilhas, nas matas, nas erosões, na lama ou nas dunas, onde testamos nossos reflexos e habilidades dirigindo em locais de difícil acesso, superando obstáculos para chegarmos onde os carros “comuns” não conseguem ir seja por esporte ou lazer. E o melhor de tudo é colocar em prática a SOLIDARIEDADE, marca maior dos Jipeiros e praticantes do Off Road em qualquer parte do mundo, ajudando uns aos outros ou mesmo auxiliando a terceiros.



Nas mídias sociais facilmente encontramos notícias de Jipeiros auxiliando grupos de buscas e resgates de vítimas de tragédias em diversas localidades do País. Nestas circunstâncias, nossa “brincadeira” passa a ter um caráter de seriedade, de URGÊNCIA. Nosso lazer(ou esporte) passa a ser de relevante importância para salvar vidas.


Em vários Estados do Brasil, grupos de Jipeiros se juntaram e constituíram os chamados NÚCLEO DE APOIO À DEFESA CIVIL 4x4(NUDEC 4x4), onde os Jipeiros colocam-se com suas viaturas devidamente preparadas à disposição para prestar serviços voluntários à Defesa Civil em caso de catástrofes ou calamidades públicas(enchentes, resgates em acidentes em locais de difícil acesso etc.).


A preparação de uma viatura para uso em situações fora de estrada requer investimentos relativamente altos. A começar por pneus adequados para lama(os quais, em geral, são de tamanho maior do que os originais), além de outros equipamentos importantes, tais como: snorkel, pontos de ancoragem, cintas para reboque, rádio amador, guincho, pranchas de desatolagem, grade quebra mato, macaco hi-lift, suspensão elevada, bloqueio de diferenciais, gaiola de proteção(para carros sem capota), faróis auxiliares etc.


No Brasil existem inúmeras empresas atuando na produção, importação e comercialização de veículos 4x4 e acessórios específicos para melhorar a perfomance e, sobretudo, a segurança dos referidos veículos e de seus ocupantes nas diversas modalidades de atividades fora-de-estrada.


Por outro lado, a legislação de trânsito brasileira proíbe ou inviabiliza a utilização de alguns desses importantes e indispensáveis acessórios ou, ainda, dificulta a regularização dos veículos, mesmo quando se trata de equipamentos permitidos por lei. Além disso, algumas normas não traduzem com clareza o seu verdadeiro sentido. E, por conta disso, frequentemente, tomamos conhecimento de relatos de Jipeiros sendo advertidos, multados ou tendo a documentação do veículo apreendida.


Vivemos na busca de uma solução para esse impasse. Isto porque, sem a devida preparação, nossas viaturas tornam-se viaturas “comuns”, sem condições de superar os obstáculos numa situação fora de estrada. E, consequentemente, não teríamos condições de prestarmos os supramencionados serviços voluntários nos locais de difícil acesso.


Em campanha de governo foi prometida a redução da intervenção estatal na vida do cidadão. Porém, muitas assincronias precisam ser resolvidas, sobretudo, nas normas de trânsito, as quais impõem limitações por vezes desnecessárias nas vidas dos proprietários de veículos e também dos fabricantes e comerciantes de acessórios automotivos. Como principal exemplo, citamos a Resolução n° 292 do CONTRAN, de 29/8/2018, a qual impede a alteração do diâmetro dos pneus dos veículos 4x4, ou seja, na prática um proprietário não pode utilizar o veículo para a finalidade que foi concebido, impede o cidadão de gozar de sua propriedade, adquirida com o esforço do suor de seu trabalho. E, por outro lado, como foi dito, penaliza também fabricantes e comerciantes.


Por esses motivos, solicitamos que seja considerada a possibilidade de REVOGAÇÃO e/ou ALTERAÇÃO DO ART. 8°, incisos I e II,DA RESOLUÇÃO 292/2008 DO CONTRAN, e também de algumas mudanças no Código de Trânsito Brasileiro(a exemplo do que propõe o Projeto de Lei n° 1639/2019 - atualmente em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania).


Clamamos por uma regulamentação clara e objetiva, que nos permita circular legalmente com nossas viaturas em qualquer parte do Brasil, perpetuando a cultura da prática do Off Road e repassando o caráter de Solidariedade dos Jipeiros às futuras gerações.


Afinal, SER JIPEIRO É MUITO MAIS DO QUE POSSUIR UM VEÍCULO 4x4.

Brasil, 6 de outubro de 2019.

p/Jipeiros do Brasil
Cleomano Nunes de Souza (e- mail: cleomano@gmail.com.br)
Giovanni Pessoa Morano (e-mail: moranogp@hotmail.com)
José Lopes Ferreira (e-mail: lopesibele@gmail.com)

Fonte: https://www.facebook.com/lopesesibele.lopes/posts/1859345630878723

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O manual para encarar a lama sem drama

Um passeio de final de semana pode virar um pesadelo se o carro atolar no meio da viagem. Aprenda o que fazer para sair desse buraco

Não tem coisa melhor que aproveitar os dias de folga para viajar. Porém, o que seria o passeio dos sonhos pode virar um verdadeiro pesadelo se a família ficar com o veículo atolado no meio do nada. Isso ocorre diariamente com muita gente, principalmente com os carros de passeio, que não possuem capacidade de tração suficiente para sair desse tipo de situação.


Quando o carro atola, é hora de parar de acelerar.
Como aconteceu com o vendedor Gian Pier De Caprio, que passou uma madrugada inteira dentro do carro com mulher, dois filhos e a sogra. “Já era de noite, tentei ligar para todo mundo, mas, como estávamos longe, ninguém poderia nos socorrer. Então, ficamos lá mesmo”, diz. Só às 6 da manhã ele conseguiu socorro do pessoal do sítio aonde ele ia. Vieram três pessoas acudir com um carro, uma corda e uma pá.

Além do estresse e de acabar com a viagem de qualquer um, o perigo de ficar dentro do carro à noite pode ser ainda mais traumático. Com algumas regras básicas, você pode sair facilmente do buraco e aproveitar as férias como elas devem ser.

Uma das situações mais comuns, por exemplo, é encalhar na areia a caminho da praia. Nesse caso, pare de acelerar forte, que só vai piorar. Se o carro não se mover, é hora de sair do volante e avaliar o problema. Procure um pedaço de madeira ou utilize a calota do carro para começar a limpar o caminho dos pneus, cavando um trilho para que sirva como rota de fuga. Se puder, alivie um pouco o peso do veículo. Caso tenha muitas malas, tire-as para facilitar o trabalho.

O próximo passo é utilizar o macaco. Com uma tábua ou alguma superfície mais resistente, apoie-o para ele não afundar e levante o carro até tirar a roda do chão. Caso ele erga o carro e o pneu continue na areia, utilize o método do “macaco baiano”. “Basta cavar o chão e pôr o macaco sob a roda para levantá-la. Depois, coloque folhas, pedaços de galho, jornal ou até o tapete do carro embaixo do pneu”, diz Eduardo Sachs, diretor técnico do Rally dos Sertões.

Você não encontrou pedaços de madeira ou jornal e não quer saber de estragar o tapete do carro? Então abra a mala e pegue uma roupa velha ou que possa ser “sacrificada”. Isso também ajuda. Agora é só entrar no carro e acelerar devagar, enquanto as outras pessoas vão empurrando com força.


Uma dica para encarar a areia é reduzir a pressão dos pneus
Se você sabe com antecedência que vai encarar esse tipo de terreno, um boa dica é murchar o pneu antes de entrar na areia, baixando em geral para a metade do recomendado. Se a calibragem for 28 ou 30 libras, passe para 15. “A cada 10 segundos murchando o pneu, a pessoa baixa 1 libra em média. Com essa contagem, a pessoa deixa todos os pneus com a mesma calibragem”, diz Eduardo. Mas atenção: não se esqueça nesse caso de levar um compressor elétrico, desses que são ligados no acendedor de cigarro.

Ao entrar na areia, acelere e mantenha em marcha mais baixa. O importante não é velocidade e sim manter o giro do motor alto. Entre em segunda marcha, com 2.000 rpm, ou em primeira, com 4.000. Outro truque é também entrar na areia girando o volante de um lado para o outro. Conte “um, dois” e ao mesmo tempo gire um pouco para a direita, depois mais “um, dois” e vire para a esquerda. Quando for frear, faça sempre de forma suave, nunca bruscamente, para não cavar a areia ao parar e formar um buraco.

Para sair da lama, faça quase o mesmo. Se perceber que está atolando, pare, dê a ré o máximo possível e depois acelere para tentar vencer o obstáculo no embalo. Parou? Dê ré e repita a operação. “O importante é não ficar parado acelerando, porque assim se vai escorregando e atolando cada vez mais”, diz João Roberto Gaiotto, instrutor de cursos off-road.

Na lama, o importante é manter o giro alto
Ao enfrentar a lama, você não pode ir tão devagar como na areia. Se entrar muito rápido ou muito devagar, ele vai parar. Use a segunda ou a primeira marcha com uma rotação média, algo entre 1.500 e 3.000 giros. Se encalhou de vez, cave o terreno e tire o barro que fica na roda e que está à frente do pneu. Coloque pedras, pedregulhos ou pedaços de madeira sob o pneu, pois, ao acelerar, ele sairá. Nesse caso, galhos, jornal e roupa de nada irão adiantar. “Às vezes, dá até para colocar o estepe embaixo da própria roda, para servir de apoio”, afirma Eduardo Sachs.

Tração total, solução parcial

Ter um 4×4 não significa que ele nunca atolará. Que as chances são menores, sim, é verdade, mas sempre há o risco, ainda mais com pneus de asfalto ou de uso misto. O importante é lembrar-se de engatar o 4×4 antes de entrar no terreno perigoso. “Se atolar, examine qual a profundidade do problema, se não tem um buraco mais fundo escondido embaixo da lama, se ele está preso pela barriga ou por um pneu só”, diz João Roberto Gaiotto.

Com um 4×4, você entra no atoleiro um pouco devagar e depois acelera. Se entrar muito forte, é possível quebrar algo na parte da frente. “O veículo não pode entrar acelerando demais nem com marcha fraca. Se você errar, não vai dar tempo de puxar a marcha certa e ele provavelmente vai afundar”, diz Eduardo Sachs.

Olha a mão!

Empurrar um carro pode não ser tão fácil quanto você pensa. Colocar as mãos no meio da lataria, nas grades ou no farol não dará bom resultado. Evite empurrar pela parte plástica do veículo. Prefira pôr as mãos nas colunas, nos cantos e nas partes mais rígidas da estrutura.

GUIA DE PREVENÇÃO

Há no mercado de off-road equipamentos que podem salvar sua viagem. Mais indicados para picapes ou utilitários esportivos, eles são úteis em terrenos com muita areia ou lama pela frente.

Guincho elétrico



É só prender o cabo numa árvore ou pedra grande (com a ajuda de uma cinta de náilon) e ligar, que ele puxa o carro sozinho.

Cinta de náilon




Ideal para usar em volta de uma árvore, para ancorar o guincho. Também pode ser usada como uma corda para puxar o carro. Leve pelo menos duas, uma curta e outra longa.

Manilha



Serve para conectar cintas, cabos de aço e cordas em pontos de ancoragem no veículo, árvores ou rochas. É prudente levar duas peças para uso e uma de reserva.

Prancha ou esteira



Feita de aço ou alumínio, forma uma trilha firme e de alto atrito para o veículo passar por cima.

Macaco inflável



Versátil para içar qualquer carro ou SUV em até 70 cm em solos macios, como areia e lama.

Fonte: https://quatrorodas.abril.com.br/auto-servico/o-manual-para-encarar-a-lama-sem-drama/

terça-feira, 28 de junho de 2016

Temporada de neblina: dicas para direção segurança

Infelizmente, a falta de visibilidade por causa da nebrina é causa de diversos acidentes. Na BR-101, entre a capital e norte do estado, essa época do ano se torna muito perigosa, principalmente no início da madrugada. Então o melhor é tomar alguns cuidados preventivos. Veja a matéria:

Todo inverno é a mesma coisa: as temperaturas caem e começa a temporada de neblina. Então o risco de acidente aumenta devido à baixa visibilidade. Para se ter uma ideia, os acidentes ocorridos devido à neblina neste período, em toda a extensão da via Dutra, aumentaram 7% em 2015, em comparação com 2014. Para fazer uma boa viagem, o motorista precisa redobrar a atenção e tomar algumas medidas de segurança.

Neblina em trecho da BR-163-MS (foto Rachid Waqued)

No caso de neblina fraca, basta acender os faróis auxiliares e manter distância segura dos demais veículos. Também é preciso evitar ultrapassagens e freadas bruscas, além de reduzir a velocidade. Mas se é muito densa o ideal é parar em local seguro, como um posto de abastecimento. Se continuar a viagem, é preciso usar pontos de referência, como placas de sinalização, “olhos de gato” e as faixas.

Outras orientações

A neblina é mais comum durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã. Para enfrentá-la com segurança, o veículo precisa está em boas condições. Luzes de direção, faróis e lanternas devem estar funcionando corretamente. A dica é do gestor de Interação com o Cliente da Concessionária CCR MSVia, Keller Rodrigues.

O executivo também orienta a manter o reservatório de água cheio e as palhetas do limpador de para-brisa em bom estado. Isso é importante porque os vidros sujos tendem a embaçar mais facilmente. Limpe o pára-brisa com álcool e papel toalha ou guardanapo secos. Se possível, deixe as janelas abertas ou acione a ventilação interna ou o ar-condicionado. “Medidas preventivas como essas auxiliam o usuário a ter uma viagem mais segura e colaboram para minimizar os riscos”, diz Rodrigues.

Lembre-se: o motorista defensivo tem consciência dos riscos, antecipa a possibilidade de acidentes e age corretamente no momento em que uma situação de perigo acontece de fato.

Por Jaime Alves, com informações da CCR MSVia e CCR Via Dutra
Fonte: http://www.penaestrada.com.br/temporada-de-neblina-dicas-para-direcao-segura/

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Novos procedimentos em atendimento de acidentes

Se liga aí galera nas novas regras para registros de acidentes de trânsito em Rodovias Federais do estado do Rio de janeiro.

Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas
A Polícia Rodoviária Federal torna público que está disponível em caráter experimental aos usuários no estado do Rio de Janeiro, no endereço eletrônico www.prf.gov.br/acidente, a ferramenta eletrônica para confecção de Declaração de Acidentes de Trânsito, a e-DAT. Tal ferramenta permite ao usuário a possibilidade de registrar acidentes de trânsito sem vítima diretamente pela internet, sem a necessidade da presença da PRF no local. Essa declaração substituirá o Boletim de Acidente de Trânsito – BAT, em situações específicas.

A e-DAT poderá ser utilizada pelos usuários envolvidos no acidente nos seguintes casos:

• Acidentes de trânsito ocorrido em rodovias federais no estado do Rio de Janeiro;
• Não tenham como resultado pessoas feridas ou mortas;
• Envolvam até cinco (05) veículos;
• Não tenham provocado danos ao meio ambiente e/ou ao patrimônio público e
• Não estejam envolvidos veículos transportadores de produtos perigosos ou oficiais

Com interface agradável e de fácil manuseio, essa inovação tecnológica apresenta uma série de benefícios para o usuário:

• Agilidade: não há a necessidade de esperar as equipes para a confecção do boletim;
• Comodidade e segurança: o usuário confecciona a Declaração em casa, sem exposição às intempéries e aos riscos à própria segurança, caso se mantivessem no local do acidente
• Valor legal: a e-DAT é reconhecida pelos demais órgãos e pelas seguradoras de veículos
• Diminuição das interdições/interrupções de tráfego e das ocorrências delas decorrentes (assaltos, novos acidentes etc.).

É obrigatório aos condutores declarantes disporem de uma conta de correio eletrônico (e-mail) para a comunicação entre o órgão e o cidadão.

A e-DAT objetiva o registro dos acidentes simples, aqueles acidentes típicos de colisão traseira com danos só nos para-choques, leves amassamentos, retrovisores quebrados, arranhões etc. Acidentes que, embora simples, demandam tempo operacional da PRF, tempo este que poderia ser empregado em atividades de prevenção de acidentes e na garantia da segurança coletiva.

A PRF orienta a todos que, para os casos em que o registro do acidente seja realizado por meio da e-DAT:

Anotem o local (BR e Km), a data e o horário da ocorrência;
Fotografem a posição dos veículos envolvidos, os danos aparentes
Retirem os veículos das faixas de rolamento, cumprindo o previsto no Art. 178 do Código de Trânsito Brasileiro, pois o descumprimento se constitui em infração média, com valor de R$ 85,13, com 04 pontos na CNH do condutor infrator.

A PRF se coloca à disposição para quaisquer dúvidas ou esclarecimentos por meio do telefone 191.

Fonte: http://campos24horas.com.br/portal/geral/novos-procedimentos-em-atendimento-de-acidentes/#.VY25ABtVikp

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Imprudência é principal causa de acidentes em feriados, diz PRF

Excesso de velocidade e as ultrapassagens em lugar indevido são as principais causas de mortes nas estradas do país.

04/06/2015 – às 11h – Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas
Os feriados prolongados são sinônimo de descanso e diversão para milhões de brasileiros que planejam aproveitar esses dias de folga para viajar para o litoral ou campo. Mas esse momento tão aguardado tem acabado de forma trágica para muitas famílias por conta da imprudência ao volante. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o excesso de velocidade e as ultrapassagens em lugar indevido são as principais causas de mortes nas estradas do país, principalmente, nos feriadões.

“As campanhas de conscientização são importantes, sem duvida nenhuma, agora, a redução dos acidentes está ligada também ao traçado da via e as sinalizações que não são respeitadas pelos motoristas. Muitas vezes o condutor está com pressa, quer chegar logo e acaba não atentando a detalhes que acabam ocasionando acidentes graves, com lesões graves e mortes”, disse o agente da PRF Wanderley Francisco Soares.

Em 2014, segundo a PRF, 200 pessoas morreram em acidentes de trânsito nas rodovias federais que cortam o Distrito Federal (Brs 020, 040, 050, 060, 070, 080 e 251). Mais de um terço dessa mortes, 67 ao todo, foram decorrentes de colisão frontal. Neste ano – até maio – , 104 pessoas morreram em acidentes nessas rodovias, sendo que 45 ocorreram colisões frontais (43,26%).

Apesar desse tipo de acidente não ser o mais recorrente, ele é o mais letal, conforme os dados da PRF. Foram 90 ocorrências em 2014 (3,17% dos acidentes) e 35 este ano (3,52%). “Na medida do possível, nesses feirados prolongados atuamos em pontos críticos para tentar evitar colisões e fazer alerta aos condutores”, disse Soares.

Em 2013, foram registrados 3.4227 acidentes nas BRs que cortam o Distrito Federal, com 216 mortes, 642 feridos graves e 1.970 feridos leves. As principais causas foram as colisões traseiras (1.086), saída de pista (576) e colisão lateral (559). Apesar de uma redução do total de acidentes em 2014 (2.837), o número de mortes foi praticamente o mesmo, 200 ao todo.

Apenas nos cinco primeiros meses de 2015, já foram registradas 104 mortes nas rodovias federais que cruzam o DF. Dessas, 45 ocorrem depois de colisões frontais, 14 após colisão transversal e 13 após colisões traseiras.

Fonte: http://campos24horas.com.br/portal/noticias/imprudencia-e-principal-causa-de-acidentes-em-feriados-diz-prf/#.VXEAEtJViko

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Drogas e cansaço estão entre as principais causas de acidentes

Não é a primeira vez que abordo este assunto aqui, mas a situação é realmente crítica. A cobrança das empresas sobre os profissionais do transporte levam muitos a se arriscarem. Confiram a matéria:

Estradas boas, caminhões modernos e lei de descanso do motorista. O cenário parece perfeito para uma condução segura e sem acidentes, mas ao contrário do que deveria ser, o número de acidentes envolvendo caminhões continua em ritmo crescente no Brasil. Como justificar um veículo tombado em uma rodovia em perfeito estado de conservação, e com toda assistência oferecida pelas concessionárias de rodovia? A resposta é imediata: falha humana, a principal responsável pela grande maioria dos acidentes envolvendo caminhões.


De acordo com dados da Policia Rodoviária Federal, em 2012 foram computados 184.527 acidentes contra 186.690 em 2013. Desse total, 62.912 e 64.430, respectivamente, tiveram o envolvimento de caminhão. Colisão lateral, traseira, saída de pista, tombamento e colisão transversal são os registros mais comuns quando se trata de veículo pesado. As principais causas presumíveis registradas pela PRF são a falta de atenção (responsável por 21.875 acidentes em 2012 e 23.307 acidentes em 2013), não guardar distância de segurança (5.921 acidentes em 2012 e 7.002 em 2013), velocidade incompatível (5.375 acidentes em 2012 e 5.929 em 2013). Pelo levantamento, os problemas mecânicos foram responsáveis 3.535 ocorrências em 2012 e 3.773 no ano passado. Número pequeno se comparado ao total.

Os motoristas concordam com as estatísticas apontadas pela PRF e reforçam que para eles o cansaço e a falta de experiência estão entre as principais causas dos acidentes, embora a Lei do Motorista cite em seu texto descanso de meia hora a cada cinco ao volante, mais nove horas de descanso após oito horas de trabalho. Segundo os carreteiros, por não existir fiscalização muitas empresas continuam exigindo horários apertados nas entregas, resultando em estresse e pressa de chegar ao destino.

A PRF diz que a fiscalização acontece nas rodovias federais, onde são feitas revistas nos veículos e nos condutores em busca de “ilícitos”, principalmente entorpecentes. Nas blitzes, os policiais avaliam as condições físicas do motorista e verificam o disco do tacógrafo, que muitas vezes pode indicar que o condutor está dirigindo há muito tempo sem descanso, levantando a suspeita de uso de alguma substância psicoativa, provocando uma vistoria mais detalhada.

De acordo com os motoristas, as drogas realmente se tornaram um grande inimigo na estrada. Cocaína, maconha e até mesmo o craque passaram a fazer parte do dia a dia como uma alternativa para se manter mais tempo acordado. “Os motoristas, principalmente os mais jovens, usam todo tipo de droga. Eles consomem a droga e pegam na direção, com maior frequência à noite, para aguentar tocar mais. Nem se preocupam com os efeitos, como a perda de reflexo. Um absurdo, rebite quase nem se vê mais”, explica Oseia Rodrigues, São Jose dos Pinhais/PR, empregado, 40 anos de idade e 15 de profissão.


Ele chama a atenção também para o estresse o qual acomete muitos motoristas. “Hoje em dia ninguém mais tem paciência quando está no volante, a obrigação de cumprir os horários de entrega estipulados pelos patrões faz com que o motorista exceda o tempo de direção”, lamenta. Diz que no seu caso a empresa se preocupa com a segurança dos funcionários e determina as horas de descanso conforme estabelece a Lei do Motorista. “Essa atitude contribui para uma viagem tranquila e reduz bastante o risco de acidente, pois os motoristas dirigem descansados e focados”, acrescenta. O carreteiro conclui dizendo que nunca sofreu um acidente e ensina que o segredo é ter paciência no trânsito, na estrada, dirigir com consciência e participar de treinamentos. “Muitos podem achar bobeira, mas para mim os treinamentos que participei foram muito úteis. Mudei o meu jeito de pensar e agir. A vida é muito mais que entregar na hora certa. Cansou tem de parar”, aconselha.

O motorista empregado Silviomar de Araújo, de Indaial/SC, 50 anos de idade e 32 de profissão comenta que viaja por todas as regiões do Brasil e vê que as estradas estão cada vez mais modernas e os caminhões potentes, porém, a falta de experiência de alguns motoristas em atividade tem contribuído para o aumento do número de acidentes. “Na minha época para pegar uma estrada era necessário pelo menos três anos de experiência. Hoje o motorista recebe algumas instruções rapidamente e em seguida as chaves do caminhão e o destino para entregar a carga”, critica. Em sua opinião a falta de motoristas mais experientes é decorrente da desvalorização da profissão.

Diz que a necessidade de preencher vagas em aberto quase custou a vida do seu filho Diogo, hoje com 27 anos de idade. “Ele tinha acabado de entrar na empresa e trabalhava com pequenas entregas. Porém com apenas quatro meses de experiência saiu para a estrada. Em Barra do Turvo, na BR-116, um caminhão saia do posto e errou a marcha, meu filho estava em excesso de velocidade e não conseguiu evitar o acidente”, lembra. Silviomar cita também o caso de um amigo que trabalhava como ajudante de pedreiro e durante a preparação para participar de um processo de seleção para motorista de caminhão lhe perguntou como que desengatava uma carreta, porque este era um dos testes.

Em relação as drogas, diz ter virado algo frequente nas estradas e que os motoristas consomem cocaína e craque sem se preocupar com fiscalização ou efeitos negativos na direção. “Conheço pelo menos uns cinco colegas que enterraram seus filhos motoristas por conta de consumo de droga. A facilidade de encontrar a droga contribui para o excesso de consumo e o comprometimento da segurança”, diz. Aos jovens motoristas e aos que pensam em ingressar na profissão, Silviomar faz um alerta sobre a importância de se conscientizar de que o caminhão não é um carro de corrida e a estrada é um lugar que exige concentração e responsabilidade. “Sempre existirá alguém te esperando, portanto não faça loucuras, não use drogas, respeite as leis e descanse sempre que sentir necessidade”, aconselha.

Anderson Autulo, 37 anos e 18 de profissão de Fernandópolis/SP, viaja o Brasil inteiro e faz questão de ressaltar que além de tudo o que já foi falado sobre falha humana no volante, algumas regiões contribuem para a ocorrência de acidentes. Ele cita como exemplo as rodovias do Mato Grosso, nos municípios de Sinop e Mutum. “As rodovias estão em um estado lastimável, com buracos do tamanho de um caminhão. Acidente ali acontece todo dia. Eu mesmo quase fui vitima de um, o pneu do caminhão da frente estourou e quase me acertou”, lembra. Destaca também, o fato de alguns motoristas excederem a velocidade. “Essa molecada que ganha por comissão passa por cima para tirar o atraso quando entram em rodovias boas como as de São Paulo”.

As drogas são um grande problema também no Mato Grosso, afirma Anderson, acrescentando que são opção fácil, barata e comum em quase todo o País. “Quantas vezes já vi motorista dormindo com os olhos abertos, um perigo. O mais interessante é que a fiscalização é quase inexistente”, critica. Ele aproveita para alertar os colegas sobre a importância de descansar e dirigir de maneira consciente, sem “fazer loucuras.”


Filho de motorista, Almir dos Santos, São Paulo/SP, 33 anos de idade e 18 de profissão, trabalha empregado, e desde cedo acompanha o pai nas viagens. Tem opinião que álcool e droga são os principais fatores de acidentes nas estradas. “Antigamente era difícil ver um motorista se drogando, mas hoje é comum”, declara. Almir acredita que o fato de os motoristas estarem cansados e muito pressionados pelas empresas contribui para esta triste realidade. “Muitas empresas não seguem a lei e obrigam os profissionais a cumprirem prazos complicados. Um colega tombou o caminhão e um dos motivos era o cansaço”, lembra. Por esse motivo, defende que o melhora fazer é parar sempre que estiver cansado.

Os amigos Cristian Maicon Zanatta, 27 anos de idade e sete de profissão, de Porto Ferreira/SP, e Antonio Cláudio Teixeira, 47 anos, 24 de profissão, São Simão/SP, também acreditam que a maioria dos acidentes são ocasionados por profissionais mal preparados. Eles alegam que hoje basta ter a CNH, fazer umas aulas com algum instrutor e o motorista está pronto para ir para a estrada. “É um absurdo, pois até ele tomar consciência do que é um caminhão e como o veículo se comporta, provavelmente já se envolveu em algum acidente”, opina Cristian. Antônio complementa que seis meses é muito pouco tempo para alguém que nunca dirigiu caminhão enfrentar uma estrada. Ele cita também o consumo excessivo de drogas na estrada e o cansaço como fatores causadores de acidente nas rodovias. “É assustador como a droga circula entre os motoristas, a maioria consome para poder tocar mais e conseguir aguentar a noite acordado”, explica.

Antonio Cláudio acredita que se a Lei do Motorista estivesse realmente em prática ajudaria muito a reduzir os acidentes, já que as empresas seriam obrigadas a determinar horários de descanso para seus motoristas. Ele lembra que há 10 anos dormiu no volante e bateu em outro caminhão, fato atribuído por ele à inexperiência e ao cumprimento de prazos estipulado quase impossíveis de serem atendidos. “Foi uma lição importante, pois desde então quando sinto o cansaço paro e descanso. As pessoas não têm noção do perigo até que alguma coisa aconteça com elas. Aconselho aos menos experientes que não cometam loucuras. Parem, descansem e não espere o próximo posto pois pode ser fatal”, alerta.

Imprudência, falta de atenção, cansaço e consumo de drogas são as justificativas dadas pelo carreteiro Luiz Fernando Rodrigues, Porto Xavier, 31 anos e 10 de profissão, para a ocorrência de tantos acidentes mesmo em rodovias consideradas boas e seguras. Ele diz que muitos motoristas não têm consciência do quanto é perigoso dirigir tanto tempo sem descansar e acabam colocando a vida de todos que estão na estrada em risco. “Eu não cometo essas loucura, estou parado desde as nove horas da noite e agora almocei e vou continuar a viagem tranquilo, sem estresse”, declarou na ocasião que conversou com a reportagem da Revista O Carreteiro.

Se por um lado fatores como a inexperiência, cansaço e drogas parecem comprometer a segurança na estrada, por outro já existem empresas desenvolvendo ações para conscientizar seus motoristas a dirigirem com segurança. Uma delas é a JSL, que realiza uma série de ações para orientar seus motoristas em relação à segurança no trânsito. Todos os colaboradores da empresa recebem treinamentos frequentes, os quais incluem aulas de código de trânsito, direção defensiva e orientações sobre os danos provocados pelo uso de álcool e drogas.

Além das ações com os próprios motoristas, a empresa lançou em 2011 o programa “Pela Vida”, ação que oferece atendimento gratuito a motoristas profissionais que circulam nas principais rodovias do País. Desde seu lançamento, até o final do ano passado, foram realizados mais de 49 mil atendimentos em 10 postos, trailers nos quais são oferecidos atendimento gratuito de aferição de pressão arterial, acuidade visual, medição de IMC e circunferência abdominal. Durante o atendimento é reforçado ao motorista a importância dos cuidados básicos de saúde e alimentação correta para a melhoria da qualidade de vida. Também é oferecido aos motoristas o mapa de risco de acidentes das principais rodovias brasileiras, a fim de conscientizar e minimizar os riscos à segurança desses profissionais.


O Presidente da Coopercarga, Osni Roman, também tem opinião de que os a maior parte dos acidentes ainda é causada, infelizmente, por falha humana, como excesso de velocidade, uso de álcool e falta de atenção. O motorista está sujeito a jornadas extensas e ao trânsito excessivo, o que causa estresse e afeta seu desempenho. “Acreditamos na capacitação do motorista para diminuir índices negativos. Apenas em 2013, R$ 1,6 milhões foram investidos nesses profissionais. Índices internos indicam que as ocorrências totais, entre roubos e acidentes, foram reduzidas em 29% nos últimos cinco anos. Só acidentes em 34%, devido ao Programa Acidente Zero, o PAZ”, informou.

Roman explica que o Programa consiste em treinamento mensal destinado aos motoristas a fim de capacitá-los e integrá-los às medidas de segurança da cooperativa. Os temas tratados são o desenvolvimento interpessoal, lições de mecânica preventiva, legislações e direção segura por meio de prática e resultados. A Coopercarga promove também o Concurso Motorista Top 10, ação para premiar os condutores que se destacam por não se envolverem em acidentes e mantém cursos em parceria com FABET – Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte e ações comuns de monitoramento em todas as operações.

Entre as medidas consideradas importantes, na opinião de Roman, estão o investimento no fator humano, melhorias das rodovias e mudanças de comportamento pela educação. “No Brasil, a maioria dos motoristas se forma no volante, sem acompanhamento educacional com base escolar. Esse profissional tem uma responsabilidade muito grande em suas mãos. Cabe então a empresas como a Coopercarga investir no profissional, seja por meio de programas internos ou de parcerias. É possível ainda que as operadoras logísticas realizem gestão à distância, o que é facilmente realizado com as diversas tecnologias disponíveis no mercado”, explica.

O despreparo dos motoristas para atender a legislação de trânsito, excesso de confiança, falta de manutenção dos veículos, jornadas excessivas de trabalho e uso de álcool e drogas são os principais motivos dos acidentes envolvendo caminhão, segundo opinião de Fabiano Gomes da Silva, técnico em segurança do trabalho, da Expresso Mirassol. “Realizar treinamento periodicamente com todos os motoristas sobre prevenção de acidentes de trânsito; direção segura e transporte seguros com produtos perigosos e cumprimento da jornada de trabalho é o que a empresa tem feito para minimizar esse problema”, afirma.

Para combater o consumo de drogas entre seus funcionários, a empresa aplica o teste de bafômetro em todos os motoristas na entrada e saída da empresa, de treinamento de conscientização sobre os riscos ao consumir esses produtos. Outra providência é alinhar previamente com os clientes as janelas de entrega das cargas. Em relação à infraestrutura, Fabiano Gomes acredita que falta melhorar a fiscalização nas rodovias, assim como também aprimorar as leis de trânsito e aumentar tornar mais severas as penalidades sobre infrações que levam a acidentes com vítimas, sem faltar o melhoramento das condições das rodovias.

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