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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Pedido de entrega de concessão de trecho da BR-101 ao Governo Federal gera reação na Câmara dos Deputados

Depois de nos explorarem com altíssimas taxas de pedágio, no momento de investir no "grosso", como o desvio em Campos, querem pular fora. 

Trecho liga Niterói a Campos. Concessionária tem contrato assinado até 2033. Pedido também surpreendeu a Prefeitura de Campos, que aguarda obras de ampliação e duplicação de pistas da BR-101 na região. Novo processo pode levar mais de 5 anos.


A concessionária que administra a BR-101, Arteris, quer abrir mão da concessão do trecho de 320 quilômetros da rodovia, que liga Niterói, na Região Metropolitana do Rio, a Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e que faz divisa com o estado do Espírito Santo. Mas o pedido de relicitação, enviado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no dia 19 de maio, gerou reações na Câmara de Deputados.

Ao G1, a bancada de deputados federais e senadores do Rio de Janeiro, representada pelo o coordenador Sargento Gurgel (PSL-RJ), enviou comunicado, nesta terça-feira (26), em que repudia a concessionária pela ação, afirmando que lutará para que a Arteris seja obrigada a manter os investimentos previstos no cronograma, até mesmo pela via judicial caso seja necessário, com o objetivo de resguardar os interesses da população fluminense.

A concessão da rodovia foi iniciada em fevereiro de 2008 e deveria durar até 2033. Ela liga as cidades de Campos dos Goytacazes, Conceição de Macabu, Quissamã, Carapebus, Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Rio Bonito, Tanguá, Itaboraí, São Gonçalo e Niterói.

“Existem trechos da rodovia licenciados que já deveriam ter sido concluídos, de acordo com o cronograma inicial do contrato, mas que até o presente momento sequer tiveram as obras iniciadas, em que pese, não se pode deixar de repetir, o alto preço cobrado como contrapartida”, diz em comunicado o coordenador da bancada, Sargento Gurgel.

Na avaliação da bancada federal de deputados e senadores do Rio, uma nova licitação acarretaria em prejuízos irreparáveis à população fluminense, devido ao tempo para a implementação das medidas necessárias para concluir o novo processo, que pode levar mais de cinco anos.

"De maneira muito sorrateira e sem discutir com as forças políticas e de gestão do Estado e municípios, tomam essa atitude de pedir a devolução da concessão da BR-101 no Rio de Janeiro, sem cumprir com a totalidade de suas obrigações, prestando um mau serviço e cobrando pedágio que pesa no orçamento de todos nós", afirmou o deputado Christino Áureo (PP-RJ), que também solicitou, junto com os deputados Felício Laterça (PSL-RJ), Wladimir Garotinho (PSD-RJ),o pronunciamento da bancada.

"Esta rodovia é fundamental para todo nosso estado, especialmente para Macaé e toda a Região Norte Fluminense. Já sofremos muito com todo este atraso", acrescentou Christino Áureo.

De acordo com o deputado Wladimir Garotinho, a empresa alegou desequilíbrio contratual para interromper o contrato. Justificativa que, na visão do deputado, não deve ser aceita pelo Governo Federal.

"Ficamos surpresos com a notícia de que a Arteris Fluminense, pretende devolver o trecho para o Governo Federal, sob alegação de desequilíbrio contratual ao longo de 10 anos de concessão. [...] Não acreditamos nesse desequilíbrio, pois ao longo desses anos os usuários têm pagado caro ao passar por cinco pedágios [...] Já solicitei ao Ministro de Estado da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para que dê duas opções a concessionária: ou cumpra-se o contrato ou pague a multa rescisória, pois assim o Governo Federal poderá realizar as obras que são importantes e que já deveriam ter sido feitas”, afirmou Wladimir.

Por telefone, o deputado Felício Laterça também demonstrou indignação com o caso.

"A Obra de duplicação da BR-101, no trecho entre Macaé e Conceição de Macabu, foi anunciada para março e não foi iniciada. A concessionária começou a triplicar o trecho na Niterói/Manilha e desde o início do ano paralisaram todas as obras. Vamos cobrar da ANTT e vamos recorrer ao Tribunal de Contas da União para acompanhar o processo de concessão", disse Laterça.

O deputado Marcão Gomes também emitiu nota de repúdio ao pedido de relicitação.

"Estamos todos indignados com essa notícia, uma vez que esse trecho da BR-101 - apelidado de Rodovia da Morte - já ceifou inúmeras vidas, inclusive a do meu saudoso primo, ex-vereador, Renato Barbosa. A iniciativa privada já vem, há mais de uma década, cobrando altos valores de pedágio. Diversos trechos da rodovia já deveriam ter sido concluídos de acordo com o calendário pactuado no início do contrato. Mas, até o momento, há obras que nem foram iniciadas ainda", afirmou Marcão.

Em nota, a Arteris afirmou que "seguirá prestando todos os serviços de atendimento aos usuários da BR-101 até que sejam cumpridos todos os procedimentos previstos no processo de relicitação".

A concessionária não respondeu ao G1 as razões que teriam motivado o pedido de entrega da concessão.

A ANTT informou, também através de nota, que recebeu o pedido da Arteris de relicitação da BR-101 no trecho de concessão da Fluminense. Agora, segundo o órgão, a solicitação passará por um processo de análise.

"O processo de devolução precisa ser avaliado em sua admissibilidade, conforme determina a legislação. A Lei Federal 13.448/17 é o instrumento criado pelo governo federal que permite a chamada devolução amigável e relicitação das concessões de infraestrutura", diz trecho do comunicado, acrescentando que: "Após a avaliação técnica/regulatória, a Agência encaminha o resultado desta análise sobre o pleito, com os devidos encaminhamentos ao Ministério da Infraestrutura".

Ainda não há um prazo para conclusão da análise pela ANTT, conforme explicou o órgão.

Obras

Uma das preocupações em relação a relicitação do trecho da BR-101 é de como ficarão as obras na rodovia. Em Campos, o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), Felipe Quintanilha, revela que a atitude da Arteris foi uma surpresa negativa.

"Neste momento, em meio a uma pandemia, essa é uma surpresa. Cria-se uma preocupação em relação à duplicação da BR-101, que não foi concluída e, principalmente, pela obra do contorno de Campos, que enfim, havia sido acordada, autorizada e estava em fase de análise documental para início da realização. Outras melhorias também estavam pactuadas para serem realizadas, como a ampliação de pistas no trecho entre o Trevo do Índio e o Boulevard Shopping, passagem de nível em outros pontos da cidade, contorno na região de Travessão. Então, essa é uma surpresa negativa e nos preocupa", disse Quintanilha.

Com investimento previsto de R$ 10 milhões, o projeto de engenharia para obras de melhorias operacionais entre o km 65 e km 67 (Shopping Boulevard e Trevo do Índio) da BR-101, por exemplo, visa melhorar a fluidez no trânsito, eliminando o cruzamento irregular de veículos nos acessos comerciais.

Aproximadamente 8,5 milhões de habitantes vivem próximos à rodovia, que recebe mais de 110 mil veículos por dia.

A Lei

De acordo com a Lei 13.448, publicada em 5 de junho de 2017, o órgão ou a entidade competente poderá realizar a relicitação do objeto dos contratos de parceria nos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário nos casos em que as disposições contratuais não estejam sendo atendidas ou cujos contratados demonstrem incapacidade de cumprir as obrigações contratuais ou financeiras assumidas originalmente.

Mas, para que a relicitação aconteça de fato, a Lei determina que a empresa atenda algumas exigências. Entre elas:

Apresentar justificativas e elementos técnicos que demonstrem a necessidade e a conveniência da adoção do processo de relicitação, com as eventuais propostas de solução para as questões enfrentadas;
Apresentar renúncia expressa quanto à participação no novo certame ou no futuro contrato de parceria relicitado, nos termos do art. 16 da Lei;

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Confira 15 mudanças na legislação anunciadas em 2018; quais estão valendo?

2018 começou com uma série de mudanças na legislação de trânsito. E ao longo dos meses, novas normas apareceram, passaram a valer, foram suspensas ou adiadas. Você se lembra delas? 


Separamos 15 mudanças anunciadas este ano e explicamos o que aconteceu com cada uma delas ao longo desse semestre. Continue a ler e confira quais já estão valendo e quais foram suspensas de vez:

* Regras suspensas:
 - Inspeção veicular
Imagem: Metropolitan

A Resolução nº 716/2017, que obrigava Inspeção Veicular em todo o Brasil, foi suspensa por tempo indeterminado. Ela passaria a valer em 1º de julho deste ano e determinava que as inspeções teriam validade de dois anos.

De acordo com o diretor do Denatran, Maurício Alves, a definição dos requisitos para elaboração do cronograma é um dos motivos que dificulta a implementação da resolução.

- Curso teórico para renovação da CNH
Imagem: Ricardo Leoni

A obrigatoriedade de um curso teórico de 10 horas e prova para motoristas de todas as categorias que quisessem renovar a habilitação veio com a Resolução 726. O curso de aperfeiçoamento poderia ser realizado quando a CNH vencer, de forma presencial ou a distância. A regra dividiu opiniões e foi revogada alguns dias depois.

- Proibição de cancelas automáticas em pedágios de São Paulo
Imagem: Fábio Rogério

Uma liminar determinou que as cancelas de pedágio nas faixas de cobrança automática voltassem, suspendendo a lei que proibia o uso dos dispositivos em praças de pedágio no estado de São Paulo.

A lei foi suspensa apenas 2 dias após o início de sua vigência no estado de São Paulo.

* Regras adiadas:
- Multa para pedestres e ciclistas
 Imagem: CHK

Em outubro do ano passado, a resolução do Contran que regulamenta a autuação e multa para pedestres e ciclistas foi publicada no Diário Oficial. A decisão previa que em 6 meses, contados a partir da publicação, pedestres e ciclistas passassem a ser multados.

Porém, o Contran prorrogou o prazo para março de 2019. O órgão fez muito isso durante o primeiro semestre de 2018, como veremos mais a frente. Para alguns, a medida ficará apenas no papel. Profissionais, entidades e órgãos que defendem a mobilidade ativa e sustentável criticaram a resolução, apontando a falta de infraestrutura e proteção para os pedestres, considerados os mais frágeis do trânsito.

- Carretas basculantes
Empresas e motoristas autônomos terão mais 1 ano para se adequar às regras.

Essas normas, que são descritas na Resolução 563 do Contran, entraram em vigor em janeiro de 2017 e definem como obrigatório o uso de ao menos 2 dispositivos de segurança na carreta, com foco na tomada-de-força.

Porém, em maio de 2018, o órgão suspendeu a resolução por 1 ano, para que empresas e caminhoneiros autônomos tenham mais tempo para se adequarem às regras. O que muda para os motoristas que trabalham com carreta basculante? Clique aqui e entenda.

- Placas Mercosul
Imagem: TV Globo

Depois de suspender o projeto, o Contran publicou em maio ajustes para a adoção das placas de veículos com o padrão Mercosul no Brasil. As alterações atrasaram o início da implementação mais uma vez, de 1º de setembro para 1º de dezembro de 2018. Antes da decisão, o projeto que regula as novas placas ficou suspenso por 60 dias.

De acordo com o Denatran, os atuais proprietários de veículos não serão obrigados a instalar as novas placas Mercosul. A resolução anterior dava prazo de 5 anos – até 2023 – para toda a frota nacional rodar com as novas placas.

* Regras que já estão valendo:
- Lei seca com punições mais severas

O Projeto de Lei 5568/2013, mais conhecido como “Não foi acidente”, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro, após 5 anos de espera. A proposta prevê o aumento da pena para motoristas embriagados responsáveis, principalmente, por causar mortes ao volante. O projeto foi colocado na lista de prioridades para votação e entrou em vigência em abril.

O texto da proposta sugere que o condutor sob efeito de álcool, acusado de homicídio, permaneça preso de 5 a 8 anos. Com a mudança, a condenação não poderá mais ser substituída por serviços a comunidade.

- CNH Digital

A partir de julho deste ano, a emissão de CNH Digital por todas as unidades da Federação passou a ser obrigatória. Inicialmente, o prazo era 1º de fevereiro, mas o Contran adiou a data para dar mais tempo aos Detrans. Com a versão virtual, o motorista pode acessar o documento pelo celular e evitar multas, principalmente quando esquecer a carteira em casa.

O uso da versão digital é opcional e a impressa continua sendo emitida. Para solicitar a carteira digital, é necessário ter o modelo atual do documento em papel, emitido a partir de maio de 2017, com QR Code na parte interna.

Quem não tem o modelo novo precisa atualizar a CNH tradicional primeiro antes de pedir a virtual. A maioria dos estados já oferece a CNH Digital antes da obrigatoriedade, com exceção de Bahia e Pará.

- Parcelamento de multas atrasadas

O Programa de Parcelamento de Multas de Trânsito (PPM) foi regulamentado por decreto em janeiro e é o primeiro do gênero no País que desvincula a multa da placa do veículo e a transfere para o CPF ou CNPJ do proprietário, permitindo que os veículos sejam licenciados a partir do pagamento da primeira parcela.

Podem ser negociadas dívidas decorrentes de penalidades cometidas até 31 de outubro de 2016. O período para o ingresso será de 90 dias, e quem adere à medida tem o licenciamento liberado e pode fazer a transferência do veículo para terceiros após o pagamento da primeira parcela.


- Exame toxicológico

Segundo o Ministério das Cidades, as alterações na norma vieram com o objetivo de aprimorar os procedimentos, definir todas as etapas e garantir maior segurança dos resultados do exame. Entre as mudanças, estão o aumento do prazo de validade do exame, que passou de 60 dias para 90 dias, além de garantia de sigilo para todos os procedimentos do exame.


- Caminhões do tipo cegonha e tanque

O Contran divulgou em junho duas resoluções referentes a implementos de caminhões do tipo cegonha e tanque – que transportam veículos e cargas perigosas, respectivamente. Uma delas, a Resolução nº 735, aumenta o limite do comprimento dos caminhões cegonha, de 22,40 metros para 23 metros. Já a Resolução nº 734 amplia o prazo de vida útil dos modelos tanque.

No caso dos caminhões tanques, a resolução beneficia os veículos licenciados de 1º de janeiro de 2000 a 31 de dezembro de 2007, cujos tanques fabricados no período apresentem excesso de até 5% nos limites de peso bruto total ou peso bruto total combinado. Entenda melhor clicando aqui.

- Reciclagem preventiva com 14 pontos
Imagem: G1

O Detran SP divulgou em maio a criação de um curso de reciclagem preventiva para motoristas profissionais que exercem atividade remunerada nas categorias C, D e E e que tenham atingido entre 14 e 19 pontos na CNH. Já falamos sobre o assunto lá no site do Trucão e, até pouco tempo atrás, o curso de reciclagem preventiva não estava em vigor, por falta de regulamentação do Contran.

A lei foi sancionada em 2015 pela então presidente Dilma Rousseff, mas ainda não estava sendo colocada em prática pois ainda devia ser analisada pelo órgão. Segundo o Denatran, o texto foi submetido à Consulta Pública em setembro de 2018. Em fevereiro, a Resolução 723 foi publicada pelo Contran, regulamentando o curso, que é opcional.


- Amarração de cargas

A Resolução 552 do Contran muda as regras para amarração de cargas, proibindo o uso de cordas, que agora só podem servir para amarrar a lona, e obrigando estradeiros a usarem cintas para amarrar a carga. Mas não é só isso. A resolução também muda o uso de carrocerias de madeira, entre outros aspectos.

Em 2017, a norma passou a valer para veículos que fossem fabricados a partir daquele ano. Em janeiro de 2018, a resolução passou a abranger os demais veículos em circulação. Motoristas flagrados desrespeitando essa norma são orientados de como deve ser feito o transporte adequado e recebem uma multa de R$ 195.


- Cinto de segurança de três pontos

Até 2017, a lei só exigia esse tipo de cinto nos bancos da frente e nos da ponta no banco de trás. Ainda há carros que são lançados com cinto abdominal na posição central do assento traseiro. A partir deste ano, o cinto de segurança central traseiro deverá ter 3 pontos, além de possuir apoio de cabeça para este assento.

A partir de 2018, modelos inéditos terão de oferecer apenas cintos de 3 pontos. Mas somente em 2020 essas regras valerão para todos os veículos zero km, incluindo os caminhões.

- Bônus: tabela mínima de frete

Uma das reivindicações durante a greve dos caminhoneiros, a tabela mínima de frete vem sendo discutida em audiências públicas desde a publicação da Medida Provisória 832 em 30 de maio, que valida os preços mínimos durante 60 dias. Ou seja, por enquanto, ela está valendo sim e motoristas autônimos podem exigir um frete mínimo para carregar, baseando-se nos cálculos da tabela.

A tabela foi aprovada, com alterações, por uma comissão mista e segue para a Câmara e, depois, para o Senado. Pela nova proposta, a tabela não será um valor mínimo do frete (que, em tese, incorporaria um valor referente ao lucro do caminhoneiro), mas um custo mínimo, que englobaria os gastos como combustível e desgaste do veículo. Saiba mais sobre a proposta clicando aqui.

Entretanto, o novo texto inclui questões que vão contra leis já existentes. O repórter Jaime Alves conversou com Norival Almeida, presidente do Sindicam SP, sobre o que essas mudanças significam. Clique aqui e ouça o podcast.

Um exemplo é a questão do pedágio, que no novo texto da MP está incluído como despesa do motorista de caminhão, assim como os gastos com o diesel e manutenção do veículo.

Porém, de acordo com a Lei nº 10.2009/2001, conhecida como Lei do Pedágio, os custos não pedágio não são responsabilidade do motorista e sim do embarcador. Questionamos o Senado para entender melhor este ponto e, até a publicação desta matéria, não recebemos um posicionamento.


Fonte: http://www.penaestrada.com.br/confira-15-mudancas-na-legislacao-anunciadas-em-2018/

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Privatização de rodovias estaduais no Rio de Janeiro


O governo do estado do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (11), através da secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, lançou o edital de chamamento público de procedimento de manifestações de interesse relativo à concessão de rodovias estaduais, ou seja, vem aí a privatização das rodovias estaduais (RJs).

Sabemos que toda privatização tem pontos positivos e negativos. Que há a melhoria na estrutura, pavimentação e assistência, não podemos negar. No entanto, há o custo, os pedágios. Além de todos os impostos que nos são cobrados direto e indiretamente, teremos que pagar pedágios nas estradas estaduais do Rio de Janeiro.


Em uma primeira fase, será autorizado a elaboração da modelagem da concessão das vias. Os interessados terão 30 dias para apresentar propostas para autorização da elaboração e, depois de autorizados, mais quatro meses para conclusão dos estados.

Os lotes de concessão foram divididos em três grupos, com aproximadamente 200kms, que englobam diferentes regiões do estado.  No grupo 1, o lote Sul Fluminense abrange as rodovias RJ-127 (entre a Dutra – BR-116 – e a Rodovia do Aço – BR-393), RJ-122 (entre Teresópolis e o entroncamento com a RJ-116), RJ-158 (entre a BR-393 e a RJ-160), RJ-160 (entre RJ-158 e RJ-116) e RJ-186 (entre as divisas de MG e Es), que beneficiam municípios como Cachoeira de Macau, Itaperuna, Bom Jesus de Itabapoana, entre outros.

O lote Litoral Norte engloba a RJ-106 (entre a RJ-104 e a BR-101 Norte) e a RJ-162 (entre a RJ-!06 e a BR-101 Norte), fazendo a conexão entre São Gonçalo, Maricá e Macaé, passando pela Região dos Lagos, com destaque para o trecho entre Rio das Ostras e Macaé, além dos acessos a Armação dos Búzios e cabo Frio. Ainda deverá ser estudada uma solução global que incluam as rodovias RJ-169 e a RJ-140.

O grupo dos abrange as Vias Metropolitanas: a RJ-103 Transbaixada, que ainda será construída; a Via Light (RJ-081), com um novo trecho de 7km; e a Linha Vermelha (RJ-071) com 6km a mais que o trajeto original. O grupo três será formado peã rodovia, RJ-244, com aproximadamente 45km de extensão e que vai ligar a BR-101 na altura de Campos até o município de São João da Barra, onde está localizado o Porto do Açu.

Então, se preparem profissionais da estrada, vem aí mais pedágios, e consequentemente aumento dos custos e redução dos lucros. 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Caminhões com eixo suspenso voltam a pagar pedágio na RJ-116

Não faltava mais nada... Se a moda pegar, ficaremos ferrados. 


Começou a valer a zero hora desta quarta-feira (16) o pagamento do pedágio por eixo suspenso dos caminhões na RJ-116, que corta os municípios de Itaboraí, Nova Friburgo e Macuco, na Região serrana do Rio. A decisão é da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro – Agetransp, após decreto do Governador Luiz Fernando Pezão publicado no dia 19 de novembro no Diário Oficial do Estado.

Pela determinação, veículos de três a seis eixos pagam R$ 20,40 e mais R$ 5,10 para cada eixo extra na rodovia. O decreto tem por base parecer da Procuradoria Geral do Estado, segundo o qual o artigo segundo do decreto federal 8433/2015, que regulamenta a isenção de tarifas sobre eixos suspensos, não se aplica às rodovias que são de responsabilidade do estado e estão concedidas.

Fonte: http://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2015/12/caminhoes-com-eixo-suspenso-voltam-pagar-pedagio-na-rj-116.html

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Nova lei dos caminhoneiros entrou em vigor

Será que agora a coisa vai?

Foi publicado no DOU (Diário Oficial da União), desta sexta-feira (17), o decreto que regulamenta a Lei 13.103/2015, chamada Lei dos Caminhoneiros, que alterou normas sobre a atividade dos motoristas profissionais. 

Entre as mudanças está a isenção da cobrança de pedágio sobre os eixos suspensos. Conforme o texto, as medidas técnicas e operacionais para viabilizar a gratuidade dependem de regras que serão fixadas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), num prazo de 180 dias, para as rodovias federais concessionadas. 


Já no caso das rodovias estaduais e municipais, as regras deverão ser definidas pelos órgãos reguladores específicos. Essas regulamentações fixarão os prazos para o cumprimento das medidas pelas concessionárias de rodovias. No entanto, a medida causa polêmica. 


Confira matéria do  sobre o tema:


A Artesp (Agência Reguladora dos Serviços Públicos de São Paulo), por exemplo, divulgou nota em que afirma que a lei é “juridicamente inaplicável” para as rodovias paulistas. Por meio de nota, o órgão afirma que “nas rodovias estaduais de São Paulo não haverá nova mudança tarifária” e que “desde 2011, o Estado vem adotando uma série de medidas que baratearam os custos com pedágio”. 


A lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em março, prevê, também, jornada de trabalho de até 12 horas para os motoristas profissionais, sendo que duas horas são extras e mais duas horas devem ser acertadas por meio de acordo coletivo. A interjornada – período de descanso de 11 horas – pode ser fracionada. Mas todas as horas devem ser tiradas em um mesmo dia e oito devem ser consecutivas. 

O tempo máximo de direção foi ampliado para até cinco horas e meia. A penalidade que poderá ser aplicada ao caminhoneiro que descumprir os períodos de repouso passa de grave para média. Permanece a retenção do veículo para cumprimento do tempo de descanso. Se o condutor for reincidente no último ano, a infração torna-se grave. 

O poder público ainda tem a obrigação de publicar uma relação com locais de descanso e adotar medidas, em até cinco anos, para ampliar a disponibilidade desses pontos. Pelo regulamento publicado no DOU, caberá ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito) regulamentar os modelos de sinalização, de orientação e de identificação dos locais de espera, de repouso e de descanso dos motoristas profissionais. Também deverá tratar sobre o uso de equipamentos para verificar se o veículo se encontra vazio e demais procedimentos para a fiscalização de trânsito.

Por Natália Pianegonda

quinta-feira, 19 de março de 2015

Pedágio da ponte Rio-Niterói será reduzido

Até que enfim uma boa notícia! Melhorias e redução da tarifa. Quando se quer é possível fazer sim.

Rio - Uma boa notícia para o bolso dos motoristas e que surpreendeu os fluminenses nesta quarta-feira foi a redução do pedágio da Ponte Rio-Niterói, de R$5,20 para R$3,70, a partir de junho. Isso porque a via tem uma nova administradora do trecho, a Ecorodovias, empresa que venceu o leilão de concessão e será a responsável pela Ponte pelos próximos 30 anos. A nova concessionária foi a que ofereceu o menor valor possível de travessia do trecho, R$3,28, custo 36,67% menor que o máximo fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).


Pior para a atual concessionária CCR Ponte, que segue com a concessão até o fim de maio, e cobrando R$ 5,20 pela travessia do trecho. Foi a CCR, inclusive, que fez a oferta menos vantajosa para os motoristas, que seria de R$ 4,24. 

Para o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, o leilão foi realizado com sucesso. “Conseguimos ter uma redução significativa na tarifa, incluindo grandes obras de fundamental importância para o estado do Rio de Janeiro”, afirmou. Segundo o diretor, as obras ajudarão a diminuir o trânsito e o fluxo da Ponte Rio-Niterói


Já o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, disse que o leilão foi mais um sucesso do governo. “Foi excelente. Com a ajuda da iniciativa privada, o governo federal não precisará colocar investimentos e ainda teremos uma economia de 36,67% em relação ao valor do edital”, disse o ministro.

Outras cinco empresas participaram do leilão: a atual CCR Ponte, junta com a CIIS, formando o Consórcio Ponte; a TPI — Triunfo participações e investimentos S.A.; CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais Ltda.; Infra Bertin Participações S.A.; Consórcio Nova Guanabara, formado pelas empresas A. Madeira Indústria e Comércio Ltda., Coimex Empreendimentos e Participações Ltda., Urbesa Administração e Participações Ltda. e Rio do Frade Empreendimentos Ltda.

A empresa vencedora da licitação da nova concessão terá que cumprir uma série de exigências, como as que prevêem construções de um viaduto para ligar a Ponte à Linha Vermelha e um mergulhão sob a Praça Renascença, em Niterói. Até o dia 16 abril, dia que será homologada a concessão, as empresas perdedoras podem apresentar recursos. A futura administradora deverá investir cerca de R$ 1,3 bilhão, ao longo dos 30 anos.


Fonte: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-03-18/ecorodovias-vence-leilao-e-e-a-nova-concessionaria-da-ponte-rio-niteroi.html

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Protesto de caminhoneiros causa desabastecimentos pelo país

Infelizmente moramos em um país em que para sermos notados como cidadães funcionais temos que nos expor e provocar um desabastecimento nacional para chamar a atenção sobre nossas reivindicações e, infelizmente somos tratados assim:



Carregamos diariamente este país em nossas carrocerias e estamos nos manifestando contra os aumentos abusivos do preço do litro do óleo diesel e do pedágios, assim como pela revisão dos valores pagos pelos fretes.

Como cidadães, trabalhadores e chefes de família, não queremos o desabastecimento e muito menos promover baderna, como alguns desinformados acham. Pelo contrário, apenas queremos mostrar para esse país que sem nossa categoria trabalhando, o PAÍS PÁRA, por isso merecemos respeito e dignidade.



O governo conseguiu na Justiça a liberação das rodovias federais em 11 Estados, porém, até o início da manhã desta quinta-feira (26/02), havia bloqueio de caminhões em rodovias de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goias, Santa Catarina e São Paulo. Os juízes fixaram multas que variam de R$ 1 mil a R$ 50 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar as pistas, no entanto, como a decisão inclui apenas as rodovias federais, os motoristas têm fechado estradas estaduais, no sul do País. 

Vejam um panorama da situação, segundo versão da Rede Globo: 


O protesto dos caminhoneiros já dura mais de uma semana. Nesta quarta-feira (25), rodovias federais de 10 estados chegaram a ser interditadas e agora de manhã ainda tem bloqueio em quatro estados.

Neste momento, ainda existem trechos interditados em Mato Grosso e em todo o Sul do Brasil. São 57 trechos em 27 rodovias federais. A situação é mais crítica no Rio Grande do Sul, onde existem 22 rodovias federais e 26 nas estaduais com bloqueios.

Em Santa Catarina, os números mudam a todo o instante. Na noite desta quarta-feira (25) eram 12 os pontos de bloqueio, mas segundo a Polícia Rodoviária Federal esse número subiu agora de manhã para 21 e já baixou para 19. Alguns caminhoneiros estão liberando as pistas porque receberam autorização para estacionar em terrenos particulares como um posto de combustível por exemplo.

Lideranças na região afirmam que não houve acordo e que os bloqueios vão continuar. E os bloqueios já causam na falta de combustíveis em várias regiões do estado. Em um posto em São Miguel do oeste, já não tem gasolina desde sábado.

O estado que registra maiores problemas é o Rio Grande do Sul com 50 pontos de bloqueio. No Paraná são 14 pontos de bloqueio em oito rodovias.

Em Mato Grosso, os caminhoneiros se recusam a sair das rodovias.

Neste momento, caminhoneiros bloqueiam oito trechos das BR-364, 163 e 070, que são importantes vias de escoamento de soja. Apesar da decisão da Justiça, por enquanto não há previsão de quando as rodovias vão ser liberadas. Em um dos pontos interditados da BR-364, os caminhoneiros dizem que ainda não foram notificados pelas lideranças do movimento. Enquanto isso, os produtores agrícolas estão preocupados porque estão em plena colheita da soja e toneladas de grãos podem ser perdidos.

Justiça já determinou o desbloqueio de rodovias em onze estados.

Nesta quarta-feira (25), várias estradas foram liberadas. No início da noite, os policiais rodoviários federais chegaram à BR-153 com a decisão da Justiça. Só então os caminhoneiros desocuparam as pistas, depois de mais de 30 horas de bloqueio.

Mais cedo, outro trecho da mesma rodovia já tinha sido liberado, perto de Aparecida de Goiânia. Nesse local, manifestantes chegaram a ameaçar com pedras quem tentava furar a barreira.

Em Mato Grosso do Sul, oito trechos foram interditados ao longo da quarta-feira (25). Mas todos foram liberados durante a tarde.

O empresário Evandro César Salomão, que é dono de seis caminhões, deu férias coletivas para os funcionários. “É muito mais viável a gente ter toda a nossa frota parada que a gente tem menos prejuízo do que com elas rodando”, diz.

Em Minas Gerais, foram quatro dias de paralisação. Mas nesta quarta-feira (25), bem cedo, os agentes já estavam nas estradas para cumprir a decisão da Justiça. Ao longo do dia, todos os bloqueios no estado chegaram ao fim. “Tudo ocorreu sem maiores problemas, sem resistência dos manifestantes”, afirma Renato Messias, da Polícia Rodoviária Federal.

Na Bahia, foram desbloqueados dois trechos da BR-242 e um da BR-020. A via expressa que dá acesso ao porto de Salvador também foi liberada.

Até agora, a Justiça já determinou o desbloqueio de todas as estradas federais em seis estados. As liminares também determinam a desocupação das rodovias de 14 cidades de outros cinco estados.

No Paraná, a Força Nacional chegou nesta quarta-feira (25) à Guaíra, para ajudar na desocupação das estradas.

No Rio Grande do Sul, a polícia rodoviária precisou intervir na BR-158, em Cruz Alta. A situação foi mais tensa em Ijuí e Pelotas, onde cinco manifestantes acabaram presos por jogar pedras nos carros que tentavam seguir viagem.

Durante a tarde, um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal sobrevoou a BR-101 em três Cachoeiras para verificar como está a situação. Os caminhoneiros permanecem às margens da rodovia liberando o trânsito de veículos pequenos, ambulâncias. Caminhão não passa.

No Ceará, as pistas da BR-116 foram liberadas no fim da noite. Mais cedo, um caminhoneiro teve o para-brisa atingido por pedras, depois de avançar sobre os manifestantes, na região metropolitana de Fortaleza. Ele foi detido pela Polícia Rodoviária Federal e saiu algemado.

O Rio Grande do Sul terminou a quarta-feira (25) com mais de 60 pontos de interdição em 35 rodovias estaduais e federais. No noroeste do estado, agricultores se uniram ao movimento dos caminhoneiros. Eles queimaram pneus e bloquearam a RS-307 com tratores.

“Combustível subindo, sobe o frete, pneu, sobe tudo. Estamos vendo que isso aqui vai dar um estouro que nós não vamos conseguir produzir mais”, afirma o agricultor Luis Carlos Szast.

Na BR-101, em Três Cachoeiras, os manifestantes impediram a passagem de veículos. As ruas estreitas da cidade ficaram tomadas com mais de 2 mil caminhões. No norte gaúcho, os caminhoneiros e agricultores ficaram parados ao lado da estrada, sem interromper o trânsito, depois que os policiais entregaram a notificação.

No sul do estado, os manifestantes também cumpriram a determinação judicial e liberaram as BR-116, BR-392 e BR-293.

Esse desbloqueio ainda que parcial das estradas foi um alívio para empresários, agricultores e também para consumidores que vinham sofrendo com as estradas fechadas. Até escolas e hospitais foram afetados.

Bloqueios prejudicam transporte de soja

Os bloqueios prejudicam o transporte da safra de soja, em Mato Grosso. Os caminhões não chegam ao terminal ferroviário de Rondonópolis, no sul do estado, que manda a produção até o porto de Santos, em São Paulo. O volume transportado pelos trens caiu 30%. No norte do estado, já falta combustível para as máquinas agrícolas. “Estamos tentando buscar nos postos para tentar não parar a colheita”, diz o agricultor Nélio Bertiol

No Sul do país, mais prejuízos no campo. Em Santa Catarina, caminhões não chegam para fazer a coleta e produtores jogam o leite fora.

Bom Dia Brasil: Como você sente tendo que jogar leite fora?
Vanderlei Kleinschmidt, produtor de leite: Muito mal, é muito triste. Você trabalha para conseguir se manter.

Leite estraga nos tanques e frigorífico suspende abate de 50 mil frangos

No Paraná, o leite também estraga dentro dos caminhões. O produto que ia para as indústrias está azedando nos tanques. Em Arapongas, norte do estado, um frigorífico suspendeu o abate diário de 50 mil frangos e dispensou 400 funcionários. Foi uma decisão forçada. A empresa não tinha onde armazenar todos os frangos que saiam da linha de produção. A câmara fria já está lotada. São mais 500 toneladas em caixas. E tudo isso não tem como ser transportado porque os caminhões não passam pelos pontos de bloqueios.

“Terrível. É melhor você deixar de abater, deixar de colocar o produto em estoque, já que não tem mais espaço, do que abater e ficar tudo na estrada para perder tudo”, conta o dono da empresa Domingos Martins.

O frango que não sai dos frigoríficos faz falta nos supermercados. Além de carnes, os consumidores penam para encontrar frutas, verduras e legumes. “Não está tendo verdura de folha, essas coisas. Procurei e não achei, não”, diz a dona de casa Fátima de Souza.

Fornecedores de gás e água também já estão com os estoques vazios. “Por causa da greve dos caminhoneiros, que está tudo parado, nós não estamos conseguindo que os caminhões cheguem para abastecer a nossa empresa. O jeito foi fechar”, afirma o dono da empresa
Osmar Mechelato.

Aulas são suspensas e hospital cancela cirurgias no Sul

O bloqueio nas estradas continua provocando uma corrida aos postos e com o aumento da procura, os preços dispararam. Em Paranavaí, um gerente foi preso porque estava cobrando valores considerados abusivos. Em Manoel Ribas, região central do Paraná, as aulas foram suspensas. Os ônibus escolares estão sem combustível.

Em Santa Catarina, um hospital de São Miguel do Oeste cancelou cirurgias que já estavam agendadas. “Em razão do cenário caótico que nós estamos passando por falta de entrega, faltas de combustível. Não sabemos quando vai ser normalizado”, afirma diretor administrativo do hospital Flamarion Lucas.

Algumas estradas começam a ser liberadas pelo país, mas a paralisação dos caminhoneiros afetou o abastecimento de mercadorias em vários pontos do país.

Comerciantes dizem que os carregamentos estão voltando ao normal. Os caminhões do Sul ainda têm problemas. Na Ceagesp, os comerciantes reclamam do preço. O mamão que semana passada custava R$ 12, agora está por R$ 22.

Governo anuncia medidas para tentar acabar com protestos

O governo anunciou uma série de medidas para tentar acabar com os protestos nas estradas, mas os caminhoneiros estão divididos.

O acordo foi anunciado depois de meia-noite, mas a questão é quem assinou o acordo. Essa paralisação nas estradas foi principalmente de caminhoneiros autônomos que não seguem necessariamente comando de sindicatos, nem mesmo dos que participaram das negociações para acabar com o protesto nas rodovias, o governo se comprometeu a sancionar a lei dos caminhoneiros e congelar o preço do diesel por seis meses.

Era quase meia-noite quando os representantes dos motoristas de caminhão saíram da reunião em Brasília mostrando o acordo assinado. Com a garantia de que a nova lei dos caminhoneiros será sancionada sem vetos.

* Ela reduz o valor do pedágio para caminhão descarregado. Responsabiliza os donos das cargas por prejuízos causados pelo excesso de peso. E ainda perdoa as multas por excesso de peso aplicadas nos últimos dois anos.

* O acordo prevê também que as parcelas dos financiamentos para compra de caminhão sejam suspensas por um ano. Vale para os contratos em vigor feitos por caminhoneiros autônomos e micro empresas.

* Já a discussão sobre o valor do frete ficou para o dia 10 de março, quando já está acertada uma reunião entre caminhoneiros e donos de cargas, tendo o governo como mediador. Os autônomos querem uma tabela de referência de valores.

* Sobre o preço do óleo diesel, uma novidade. “A Petrobras nos diz que a partir dos seus referenciais indicadores, nós podemos afirmar que não haverá, é isto que a Petrobras nos diz, nos informa, que não haverá reajuste do preço do diesel nos próximos seis meses”, anunciou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rosseto.

As entidades que negociaram com o governo só não disseram quando a greve será totalmente encerrada. “Nós pedimos a sensibilidade dos caminhoneiros em liberar as rodovias pelas conquistas que obtiveram aqui”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos Diumar Bueno.

E essa foi a condição imposta pelo governo. “Só vai ser cumprido o que nós combinamos a hora que for liberado as estradas”, afirma o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.

O documento foi assinado pelos ministros, Antônio Carlos Rodrigues, dos transportes, Miguel Rosseto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e 11 entidades que representam os caminhoneiros.

Fontes:

Matenhanse informados em:

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Pedágio na BR-101

É minha gente a cada dia que passa a coisa fica mais difícil para os profissionais da estrada.

A Autopista Fluminense conseguiu revogação da suspensão da cobrança de tarifa do pedágio na BR-101 e voltou a cobrá-la novamente desde do último dia 11. E ainda, para melhorar a situação, a partir de amanhã entrará em vigor novo aumento dos pedágio da rodovia. Confira a matéria a seguir:


A assessoria da Autopista Fluminense comunicou através de nota que em decisão proferida nesta terça-feira (11/02), de efeito imediato, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, nos autos do pedido de suspensão n. 0001828-41.2014.8.19.000 cassou a liminar concedida pelo Juízo de Direito da 1ª Vara Cível de Campos, que impedia a cobrança da tarifa de pedágio nas praças do km 40 e do km 123 da BR-101/RJ, na região de Campos dos Goytacazes.

Nesta condição, a Autopista Fluminense restabelecerá imediatamente a cobrança da tarifa nas respectivas praças.



Mesmo com essa decisão, que revoga a liminar, a Autopista Fluminense dará continuidade à Ação Civil Pública que tramita na Justiça Federal em Campos, exercendo sua defesa e apresentando documentos e informações sobre os fatos alegados pelo Ministério Público Estadual, pois discorda dos mesmos, uma vez que cumpre o estabelecido no Contrato de Concessão e tem plena convicção de que tal fato será reconhecido pela Justiça.


Fonte: http://www.ururau.com.br/cidades41514
São Paulo - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou um reajuste de 3,03 por cento nas tarifas de pedágio da BR-101 (RJ) administrado pela Concessionária Autopista Fluminense, da Arteris.

Segundo a resolução, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, a tarifa básica de pedágio passará de 3,30 para 3,40 reais em cinco praças de pedágio, a partir de 14 de fevereiro.

Reajuste da tarifa de pedágio começa a valer a partir de sexta-feira

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/antt-aprova-reajuste-de-3-03-em-pedagio-da-br-101 


Tá bom para você? Para mim não. A rodovia da morte continua matando indiscriminadamente e nada muda... Só esse ano o combustível já foi reajustado duas vezes. E o reajuste dos fretes para tijoleiros, alguém tem notícias? 

Em média um frete de tijolos para o Rio de Janeiro vale hoje a bagatela de R$ 900,00. No entanto, gasta-se com pedágio R$ 110,00 e com combustível uma média de R$ 430,00, ou seja, nos resta cerca de R$ 360,00. Não está incluso aí a alimentação e prováveis despesas extras. Há, isso se o dono do caminhão dirigir, se for pagar um motorista... Meu amigo, a despesa é ainda maior.

Muitos, aos poucos, estão novamente recorrendo ao excesso de carga para compensar o valor do frete.