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terça-feira, 12 de novembro de 2019

VW Caminhões e Ônibus lança caminhão Delivery 4x4 único no Brasil

Vejam que show, um caminhão qualificado para os terrenos mais difíceis:

A VWCO sai na frente mais uma vez com a família Delivery e está pronta para toda e qualquer aplicação. A grande novidade desta Fenatran para operação fora de estrada é o caminhão leve mais vendido do Brasil com tração especial: o Delivery 11.180 4x4. Força para rodar em qualquer terreno e capacidade de vencer subidas extremas são diferenciais do único veículo da categoria com essa configuração para o transporte de mercadorias ou prestação de serviços específicos.

Foto: DINO / DINO
Seus ângulos de ataque e saída são superiores, superando os 30°, o que representa um ganho de 52% sobre a versão 4x2. Primeiro modelo VW com eixo trativo dianteiro desenvolvido exclusivamente para a marca, em parceria com a Dana, a tração 4x4 se dá através do uso de uma caixa de transferência Marmon Herrington com dupla velocidade, o que confere ao veículo um desempenho otimizado em aclives.

Disponível com entre eixo de 4.000 mm, a aptidão para encarar qualquer desafio se vê numa plataforma de carga mais alta, com comprimento de 5.600 mm, e toma forma também com o uso de suspensão dianteira e traseira reforçada e eixo traseiro com sistema de bloqueio no diferencial, para mais eficiência em terrenos acidentados e de baixa aderência.

Foi desenvolvido para permitir o uso do veículo como reboque e traz de série pneus de uso misto específicos (235/75 R17.5) para operações com tração integral. O Delivery 4x4 se beneficia ainda das mesmas vantagens de sua versão 4x2. Tem o maior peso bruto total de sua categoria, com 10,7 toneladas. A agilidade em qualquer operação se garante com 175 cavalos de potência e torque máximo de 600 Nm numa ampla faixa de rotações.

Para facilitar a implementação, já vem preparado para a instalação de uma PTO e traz em seu pacote de opcionais itens como farol de milha, grade dianteira e guincho elétrico, além de um visual diferenciado, com acabamento especial nas rodas e nas portas. Também prevê que o cliente possa solicitar a inclusão de roda livre na tração dianteira para um menor consumo de combustível e maior durabilidade do diferencial quando a tração 4x4 não se faz necessária.

Este Delivery está configurado com banco de vinil, concebido para aplicações fora de estrada por oferecer mais robustez ao conjunto, com o mesmo conforto encontrado em toda a linha. Seu espaço interno segue como o maior da categoria com itens ergonômicos, como coluna de direção ajustável e banco pneumático, para reduzir qualquer desgaste do motorista.

Clientes de diferentes segmentos participaram ativamente do desenvolvimento do Delivery 4x4. Dessa forma, sua versatilidade o torna ideal para qualquer aplicação — em ambientes como fazendas e especialmente no segmento eletricitário e como carro de apoio para mineração, construção civil e agronegócio.


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Os tipos de tração 4×4

Recentemente fiz aqui uma postagem afirmando que a tração sempre deve ser utilizada com frequência para que haja uma lubrificação do seu mecanismo. No entanto, hoje várias pessoas têm carro 4X4, mas desconhecem sua real função e variedade. Por isso trago mais alguns esclarecimentos:

Foto: Pinterest
Tração é a força necessária para que o veículo vença o atrito da superfície do solo em relação aos pneus. No off-road, esse recurso pode fazer a diferença entre ficar atolado por horas esperando por um guincho ou continuar a aventura. Os mais comuns são os acionados manualmente e por demanda.

No caso do primeiro, é possível ativar a tração adicional a partir da roda livre e por alavanca, ou por meio eletrônico, pressionando um botão no painel. Nesse caso, os eixos dianteiro e traseiro são travados ao mesmo tempo, sendo que 50% da força do motor é desviada para cada um deles.

Há ainda a tração assimétrica automática, cujo funcionamento é basicamente o mesmo da manual. A diferença é que o sistema “analisa” o terreno onde o veículo está trafegando e distribui a força nos dois eixos automaticamente.

Se as rodas dianteiras travarem, mais tração será transferida à traseira, e vice-versa. Esse recurso muitas vezes vem acompanhado por reduzida, que é utilizada em baixas velocidades – a até 40 km/h – para auxiliar o veículo a transpor obstáculos muito difíceis.

A tração assimétrica integral reparte a força entre os eixos o tempo todo. Funciona na terra, em baixa velocidade. e no asfalto em alta velocidade, até em esportivos, como a Ferrari FF e os Audi quattro. O recurso dá mais aderência e ameniza esterços e contraesterços comuns em carros com tração só na dianteira ou só traseira.

Alguns sistemas chegam a jogar toda a força para um único eixo – para compensar eventuais perdas.

Outro dispositivo é o simétrico integral. Trata-se do mais moderno e disponível nos novos 4×4 à venda no mercado.
A tecnologia reparte a força entre os eixos, mas também pode distribuí-la entre as rodas do mesmo eixo. Marcas como Land Rover e Subaru adotam esse tipo de tração em quase todos os seus carros, já que o recurso é mais robusto e versátil que os anteriores.

COMO USAR

Antes de utilizar o 4×4, é preciso ler atentamente o manual do veículo para saber qual o tipo de tração disponível e o que o recurso é capaz de fazer. Dependendo da dificuldade da trilha, nem a tração integral será capaz de fazer o carro vencer obstáculos. Nesse caso, levar um guincho é fundamental.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Equipamentos básicos de segurança para o seu off-road

Equipamentos de segurança são fundamentais em uma incursão off-road. Veja alguns deles:


Quebra-mato – Feito originalmente para proteger a dianteiro do jipe, em incursões por regiões de mata fechada, o quebra-mato hoje é usado como acessório decorativo em muitos 4×4. Mas, em trilhas ainda é útil, quando em um choque com algum obstáculo natural, pode absorver parte do impacto, minimizando os danos nas partes dianteiras do veículo, como o faróis, lanternas, radiador e carroceria. 

Alguns modelos já vem equipados com o berço para instalação do guincho, neste caso, é bom se informar sobre como o acessório será instalado no seu veículo, pois o guincho é pesado e em serviço pode danificar os pontos de fixação, se forem mal dimensionados. 

Santo-Antônio – Fundamental para proteção dos ocupantes em caso de capotamento, o “santo-antônio” deve ser instalado por pessoal especializado, que fixe corretamente o equipamento na carroceria do veículo. Procure por modelos de marcas reconhecidas, que tenham certificado de garantia e protejam de fato os ocupantes em uma situação de risco. 

Gaiola – É um acessório para quem pratica off road em competições como rally, raid e indoors (ler texto sobre modalidades do off-road). O equipamento protege todo o habitáculo contra capotamentos radicais, e pode-se ver sua eficiência nos acidentes que acontecem em provas off-road, quando o carro praticamente desintegra e o piloto sai andando sem maiores conseqüências. 

Este equipamento, que deve atender a normas internacionais de segurança, também deve ser instalado por pessoal qualificado. 

Capacete – Item de segurança obrigatório entre pilotos e navegadores em praticamente todas as provas off-road. São construídos em material super resistente como o Kevlar, e alguns modelos são equipados com interfone, que permite o contato entre o piloto o navegador. 

Banco concha – Projetado para acomodar o piloto/navegador, tem como função também, manter o corpo preso ao banco em curvas de alta velocidade, quando os encostos laterais o mantém seguro na melhor posição para manobrar o veículo. 

Cinto de segurança – Existem modelos especiais para competição, que em conjunto como banco concha prendem o piloto com a máxima segurança, evitando que o corpo balance muito durante a prova, e ainda mantendo-o preso em caso de acidentes mais sérios. 

Freio a disco – Este é para quem tem um 4×4 mais antigo, equipado com freios de lona e tambor nas quatro rodas. Fácil de adaptar, o kit de freio a disco garante frenagem mais eficiente mesmo quando molhado após a travessia de um rio, coisa que o sistema de lonas não garante. 

Normalmente vendido para instalação nas rodas dianteiras, pode também ser montado nas quatro rodas. Quando decidir instalar um kit de freio a disco, informe-se com a loja ou oficina sobre o modelo dimensionado corretamente para seu 4×4, pois o uso de um kit mais barato nem sempre é sinônimo de qualidade, tome cuidado.

Este texto foi escrito por: João Roberto Gaiotto, especial para o Webventure

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Confira quais são os itens essenciais para encarar uma trilha

Se você tem um veículo 4×4 e gosta de se aventurar em uma trilha aos finais de semana, essas dicas são fundamentais para não se meter em uma enrascada e ser pego desprevenido. Praticar offroad exige cuidados e muito preparo antes de sair pegando a estrada!


Pra começar, antes de planejar sua trilha, convide um amigo para curtir com você. É muito mais divertido e seguro, pois se qualquer coisa der errado você tem companhia para lhe ajudar a resolver o problema.

Como se vestir

Tenha em mente que você precisará usar roupas confortáveis e resistentes, mas que não o impeça de se mover com facilidade. Calçados impermeáveis e com solados anti-derrapantes também são bem-vindos. No frio, utilize uma jaqueta com bastante bolsos para carregar objetos como lanterna, canivete e chaves. Já no calor é indispensável o uso de boné e protetor solar para se proteger do sol.

Itens indispensáveis para uma trilha

Além de pensar na roupa, também não podemos nos esquecer de alguns itens essenciais para offroad. São eles: equipamentos de segurança; estoque preventivo de combustível e água, muita água!


Como preparar o veículo para uma trilha

Considerando que cada terreno exige um pneu diferente, podemos perceber a importância deste item para trilhar sem intercorrências. Identifique as características da trilha que irá fazer para então equipar seu veículo com os pneus offroad mais adequados.

Em uma trilha é muito comum se deparar com um atoleiro, por isso, equipar seu carro com um guincho pode ser muito útil para lhe ajudar a sair dessa. O modelo e a potência do guincho varia muito, portanto deve-se escolher o guincho que tem uma capacidade de tração suficiente para arrastar o seu 4×4.

E por falar em guincho, o que também não pode faltar são as cintas para reboque, que são encontrada em diversos modelos, com ou sem gancho.

Se os pneus são importantes, a suspensão também está em jogo. Em alguns terrenos a travessia se torna muito mais complicada sem um bom sistema de amortecedores e barras estabilizadoras. A suspensão absorve os impactos e proporciona mais estabilidade para o seu 4×4.


Outros itens que podem ser acoplados ao veículo para trilha são: Santo-Antônio, gaiola, quebra-mato, banco concha, cinto de segurança especial para competição e os freios a disco.

Itens de emergência

Já os itens de emergência são mais conhecidos. São eles: primeiros socorros, caixa de ferramentas, macaco, galão para água e combustível, extintor e luvas para manutenção.

Lembre-se de respeitar os limites da trilha e do seu veículo. O bom senso pode ser o melhor item de todos para evitar problemas na sua trilha. E claro: respeite a natureza durante o seu percurso!

Fotos: Donizetti Castilho

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O manual para encarar a lama sem drama

Um passeio de final de semana pode virar um pesadelo se o carro atolar no meio da viagem. Aprenda o que fazer para sair desse buraco

Não tem coisa melhor que aproveitar os dias de folga para viajar. Porém, o que seria o passeio dos sonhos pode virar um verdadeiro pesadelo se a família ficar com o veículo atolado no meio do nada. Isso ocorre diariamente com muita gente, principalmente com os carros de passeio, que não possuem capacidade de tração suficiente para sair desse tipo de situação.


Quando o carro atola, é hora de parar de acelerar.
Como aconteceu com o vendedor Gian Pier De Caprio, que passou uma madrugada inteira dentro do carro com mulher, dois filhos e a sogra. “Já era de noite, tentei ligar para todo mundo, mas, como estávamos longe, ninguém poderia nos socorrer. Então, ficamos lá mesmo”, diz. Só às 6 da manhã ele conseguiu socorro do pessoal do sítio aonde ele ia. Vieram três pessoas acudir com um carro, uma corda e uma pá.

Além do estresse e de acabar com a viagem de qualquer um, o perigo de ficar dentro do carro à noite pode ser ainda mais traumático. Com algumas regras básicas, você pode sair facilmente do buraco e aproveitar as férias como elas devem ser.

Uma das situações mais comuns, por exemplo, é encalhar na areia a caminho da praia. Nesse caso, pare de acelerar forte, que só vai piorar. Se o carro não se mover, é hora de sair do volante e avaliar o problema. Procure um pedaço de madeira ou utilize a calota do carro para começar a limpar o caminho dos pneus, cavando um trilho para que sirva como rota de fuga. Se puder, alivie um pouco o peso do veículo. Caso tenha muitas malas, tire-as para facilitar o trabalho.

O próximo passo é utilizar o macaco. Com uma tábua ou alguma superfície mais resistente, apoie-o para ele não afundar e levante o carro até tirar a roda do chão. Caso ele erga o carro e o pneu continue na areia, utilize o método do “macaco baiano”. “Basta cavar o chão e pôr o macaco sob a roda para levantá-la. Depois, coloque folhas, pedaços de galho, jornal ou até o tapete do carro embaixo do pneu”, diz Eduardo Sachs, diretor técnico do Rally dos Sertões.

Você não encontrou pedaços de madeira ou jornal e não quer saber de estragar o tapete do carro? Então abra a mala e pegue uma roupa velha ou que possa ser “sacrificada”. Isso também ajuda. Agora é só entrar no carro e acelerar devagar, enquanto as outras pessoas vão empurrando com força.


Uma dica para encarar a areia é reduzir a pressão dos pneus
Se você sabe com antecedência que vai encarar esse tipo de terreno, um boa dica é murchar o pneu antes de entrar na areia, baixando em geral para a metade do recomendado. Se a calibragem for 28 ou 30 libras, passe para 15. “A cada 10 segundos murchando o pneu, a pessoa baixa 1 libra em média. Com essa contagem, a pessoa deixa todos os pneus com a mesma calibragem”, diz Eduardo. Mas atenção: não se esqueça nesse caso de levar um compressor elétrico, desses que são ligados no acendedor de cigarro.

Ao entrar na areia, acelere e mantenha em marcha mais baixa. O importante não é velocidade e sim manter o giro do motor alto. Entre em segunda marcha, com 2.000 rpm, ou em primeira, com 4.000. Outro truque é também entrar na areia girando o volante de um lado para o outro. Conte “um, dois” e ao mesmo tempo gire um pouco para a direita, depois mais “um, dois” e vire para a esquerda. Quando for frear, faça sempre de forma suave, nunca bruscamente, para não cavar a areia ao parar e formar um buraco.

Para sair da lama, faça quase o mesmo. Se perceber que está atolando, pare, dê a ré o máximo possível e depois acelere para tentar vencer o obstáculo no embalo. Parou? Dê ré e repita a operação. “O importante é não ficar parado acelerando, porque assim se vai escorregando e atolando cada vez mais”, diz João Roberto Gaiotto, instrutor de cursos off-road.

Na lama, o importante é manter o giro alto
Ao enfrentar a lama, você não pode ir tão devagar como na areia. Se entrar muito rápido ou muito devagar, ele vai parar. Use a segunda ou a primeira marcha com uma rotação média, algo entre 1.500 e 3.000 giros. Se encalhou de vez, cave o terreno e tire o barro que fica na roda e que está à frente do pneu. Coloque pedras, pedregulhos ou pedaços de madeira sob o pneu, pois, ao acelerar, ele sairá. Nesse caso, galhos, jornal e roupa de nada irão adiantar. “Às vezes, dá até para colocar o estepe embaixo da própria roda, para servir de apoio”, afirma Eduardo Sachs.

Tração total, solução parcial

Ter um 4×4 não significa que ele nunca atolará. Que as chances são menores, sim, é verdade, mas sempre há o risco, ainda mais com pneus de asfalto ou de uso misto. O importante é lembrar-se de engatar o 4×4 antes de entrar no terreno perigoso. “Se atolar, examine qual a profundidade do problema, se não tem um buraco mais fundo escondido embaixo da lama, se ele está preso pela barriga ou por um pneu só”, diz João Roberto Gaiotto.

Com um 4×4, você entra no atoleiro um pouco devagar e depois acelera. Se entrar muito forte, é possível quebrar algo na parte da frente. “O veículo não pode entrar acelerando demais nem com marcha fraca. Se você errar, não vai dar tempo de puxar a marcha certa e ele provavelmente vai afundar”, diz Eduardo Sachs.

Olha a mão!

Empurrar um carro pode não ser tão fácil quanto você pensa. Colocar as mãos no meio da lataria, nas grades ou no farol não dará bom resultado. Evite empurrar pela parte plástica do veículo. Prefira pôr as mãos nas colunas, nos cantos e nas partes mais rígidas da estrutura.

GUIA DE PREVENÇÃO

Há no mercado de off-road equipamentos que podem salvar sua viagem. Mais indicados para picapes ou utilitários esportivos, eles são úteis em terrenos com muita areia ou lama pela frente.

Guincho elétrico



É só prender o cabo numa árvore ou pedra grande (com a ajuda de uma cinta de náilon) e ligar, que ele puxa o carro sozinho.

Cinta de náilon




Ideal para usar em volta de uma árvore, para ancorar o guincho. Também pode ser usada como uma corda para puxar o carro. Leve pelo menos duas, uma curta e outra longa.

Manilha



Serve para conectar cintas, cabos de aço e cordas em pontos de ancoragem no veículo, árvores ou rochas. É prudente levar duas peças para uso e uma de reserva.

Prancha ou esteira



Feita de aço ou alumínio, forma uma trilha firme e de alto atrito para o veículo passar por cima.

Macaco inflável



Versátil para içar qualquer carro ou SUV em até 70 cm em solos macios, como areia e lama.

Fonte: https://quatrorodas.abril.com.br/auto-servico/o-manual-para-encarar-a-lama-sem-drama/

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Segurança Offroad

Acabei de achar! Excelentes dicas para novatos e veteranos no mundo e/ou vida Offroad, então: 

Leia atentamente antes de engatar o 4x4...

Offroad é diversão, adrenalina, aventura... enfim, a realização de um sonho para todos nós, fãs do automobilismo fora de estrada!!

No entanto, não podemos esquecer dos PERIGOS que a atividade envolve. Riscos previsíveis e imprevisíveis... por isso, a partir da iniciativa de diversos amigos jipeiros, resolvi escrever esse tópico aqui.

Ele tem como objetivo compilar o maior número de informações possíveis sobre SEGURANÇA em ambiente fora de estrada. Técnicas adequadas, medidas de prevenção, gerenciamento de risco em eventos, enfim, TUDO que esteja relacionado diretamente com a PRÁTICA SEGURA de nosso esporte.

Aos iniciantes, leiam atentamente as recomendações abaixo. O desconhecimento passa uma sensação de segurança incrível!!!

Aprenda a identificar os riscos, afinal você estará envolvido. Cobre ATITUDE SEGURA dos jipeiros mais antigos caso perceba manobras inseguras... pratique offroad com SEGURANÇA e aproveite com RESPONSABILIDADE!!!

Bom, vamos começar...

DICAS GERAIS...

1- USE SEMPRE O CINTO DE SEGURANÇA!!!!
Alguns pontos especiais: Verifique o estado do seu cinto. Qualquer indício de mau conservação, troque-o.
Cuidado com os pontos e parafusos de fixação. Não adianta cinto de 05 pontas se a fixação não estiver adequada.
Cinto de segurança tem prazo de validade.
Cinto de segurança deve ser trocado após uma colisão mais séria.
Evite cintos de marcas desconhecidas e não aprovado nos testes adequados.

2- NÃO faça uso de bebidas alcoólicas durante trilhas, passeios, raids ou outros eventos fora de estrada. A bebida diminui a atenção e a velocidade de resposta (reflexo) do ser humano. Deixe para comemorar depois da trilha... em casa, com segurança!!!

3- Faça um curso de Primeiros Socorros.

4- Tenha um kit de Primeiros Socorros na viatura. 
Invariavelmente, nas trilhas e passeios estamos afastados de hospitais e outros pontos de atendimento médico. Por isso é de extrema importância que todos tenham conhecimentos de primeiros socorros, para contornar a situação até chegar no atendimento definitivo. Não se esqueça, não basta somente uma pessoa saber... se ela for a vítima...

5- Antes de sair sempre deixe avisado: dia e horário previsto de retorno, local da atividade, pessoas envolvidas. Se possível, um telefone de contato de familiares das outras pessoas envolvidas, horário limite para espera em caso de não retorno (e início do plano de resgate).

6- Nunca faça trilha sozinho.
Saiba o que é motor, caixa de marcha,transferência, diferencial... além de tornar o passeio mais seguro, evita a compra de verdadeiras bombas... também permite "vistoriar" com mais critérios os serviços executados pelo seu mecânico. Na dúvida, pesquise no fórum, se não encontrar resposta, pergunte!!!Os motivos são muitos. Se alguém se habilitar, pode começar a listar...

7- Procure trilhas e atividades compatíveis com o seu nível de preparação. Respeite o limite de sua viatura. Tenha consciência de suas limitações técnicas, e não tenha vergonha de evoluir no esporte. Todos foram iniciantes um dia...

8- Filie-se a um Jeep Clube.
Jipeiros experientes podem lhe ajudar muito!!! Observe, aprenda e FILTRE. Motoristas mais"velhacos" também têm vícios... cuidado para não aprender atitudes erradas. Além disso, o ambiente e as novas amizades dos clubes, são acessórios de fábrica em qualquer 4x4 que comprar!!!

9- Aprenda conceitos de mecânica básica. Aprenda e entenda o funcionamento de um 4x4. 

DICAS SOBRE O CARRO:

1- Mecânica 100% em ordem!!!
Verifique TUDO!!! Motor, câmbio, embreagem, freios, suspensão, elétrica... antes e depois da trilha é fundamental uma inspeção minuciosa para garantir a diversão segura.

2- Preste atenção especial a adaptações.
Busque mecânicos qualificados e oficinas confiáveis para adaptações mecânicas em seu 4x4. Seja criterioso.

3- Tenha sempre o estepe calibrado e com tamanho adequado.
Muitas vezes, escondidos na viatura, esquecemos de calibrá-lo... na hora de usar, está baixo. Procure ter o pneu sobressalente no mesmo tamanho e desenho dos outros quatro. Em alguns casos especiais, isso pode ser desconsiderado.

4- Tenha sempre um macaco e chave de rodas.
De nada adianta o estepe se não estiver acompanhado dos seus companheiros...

5- Carregue uma caixa de ferramentas básica.
Nunca sabemos quando vamos precisar dela... seja para regular o carburador, ou trocar o rolamento. Ferramentas adequadas evitam o estrago desnecessário de parafusos, porcas e principalmente acidentes com as mãos dos mecânicos.

6- Verifique seu extintor de incêndio
Atente para o prazo de validade, o leitor de pressão (deve estar no VERDE) e para a data de revisão do mesmo. Compre extintores em locais com procedência, onde estejam estocados adequadamente.

7- É recomendável a instalação de uma chave geral.
Em caso de curto circuito, ela pode ser a diferença entre fósforo e fogueira...

8- Prenda todos os objetos no interior da viatura.
Em caso de colisão, eles podem se tornar armas voadoras letais!!!

9- Atenção especial à instalação de acessórios.
Quebra matos, guincho, pontos de ancoragem, bagageiros... são bonitos e embelezam a viatura. Mas além da beleza e funcionalidade, é preciso analisar criteriosamente se não comprometem a segurança dos passageiros e pedestres.

DICAS PARA O JIPEIRO...

1- Pratique atividade física regularmente.

2- Tenha uma alimentação saudável.

3- Use equipamento de proteção individual. Especialmente ao manusear guinchos e efetuar reparos na viatura.
Não esqueça dos óculos, caso opte por andar com a capota/parabrisas abertos. Objetos voadores causam estragos consideráveis aos olhos.

4- Procure um calçado com solado aderente e se possível com boa proteção ao tornozelo. Escorregões são incontáveis nas trilhas... Uma entorse de tornozelo pode impedi-lo de retornar guiando a viatura de forma segura. Ajuda também a prevenir picadas de cobras...

5- Mantenha sua carteira de vacinação em dia. Principalmente a antitetânica!!! Reforço a cada 10 anos...

6- Fique atento: Olhos abertos, mente atenta. Prevenção ainda é a medida mais eficaz!!!

CUIDADOS COM O GUINCHO...

1- Instalação adequada: Utilize uma base de fixação e parafusos corretamente dimensionados e corretamente ancorados ao chassis. Ressalta-se a qualidade da instalação elétrica dos guinchos elétricos.

2- Cabo de aço / Cabo sintético:
Dimensionamento correto para a capacidade do guincho e peso da viatura.
Depois da trilha revise minuciosamente o cabo. Desenrole completamente, e enrole de maneira que fique igualmente distribuído por todo o carretel.
Evite tração em sentido oblíquo ao guincho, pois o cabo pode "enroscar" se enrolado somente de um lado do carretel. Se isso acontecer, desenrole o cabo, enrole corretamente e continue a operação.

3- Cuidado especial com pontos de ancoragem:
Naturais (árvores) ou artificiais (postes, âncoras, etc) devem suportar a força do guincho e o peso da viatura.
Não passe o cabo diretamente no tronco da árvore. Você pode matá-la. O correto é sempre proteger com uma cinta, para não danificar a camada externa onde corre a seiva.
Os pontos de ancoragem das viaturas devem ser corretamente dimensionados e fixados.

4- Sempre use LUVAS ao manusear o guincho!!!

5- Providencie um peso para colocar sob o cabo: Em caso de rompimento do mesmo, o efeito chicote será minimizado e direcionado para o solo.

6- Defina a área de segurança: Somente o operador do guincho e os motoristas dos jipes envolvidos devem permanecer próximos da operação.
A área de segurança pode ser delimitada da seguinte forma: Imagine duas circunferências, uma tem como centro o guincho da primeira viatura e a outra o ponto de ancoragem da segunda. O raio delas corresponde a distância de cabo esticado. Nessa área imaginável (duas circunferências juntas), ninguém deve ficar!!
Procure por objetos que prendem a viatura por baixo Pedras, troncos, etc. Se possível, prepare o terreno a frente das rodas, para evita trancos

7- Não use o guincho como cinta de reboque : Caso seu 4x4 quebre, não use o guincho para rebocá-lo. Ele não foi projetado para isso.

8- Não use o guincho para elevar / mover PESSOAS: Como todo equipamento, ele está sujeito a quebras. Às vezes imprevisíveis...

9- Guincho não é o único recurso disponível: Prepare o terreno a frente das rodas. Cheque se não há troncos, pedras ou outros obstáculos que prendem o 4x4 por baixo. O uso do guincho deve ser criterioso. Muitas vezes é usado para ganhar tempo... Pois é mais fácil arrastar no guincho que cavar um pouco mais...

10- Proteção do parabrisas: Levantar o capô do carro fixo, que usa seu guincho para rebocar o outro atolado, pode impedir danos ao operador, caso o gancho seja arremessado (em caso de ruptura ou se soltar do ponto de ancoragem).

DICAS PARA ANDAR EM COMBOIO...

1- Mantenha distância SEGURA do carro da frente: Lembre-se que lama, chuva e outros fatores deixam a pista escorregadia, portanto a distância deve ser aumentada!!!
Uma dica prática: determine um ponto na beira da estrada (placa por exemplo). Quando o carro da frente passar por ele, inicie a contagem: Um mil e um, um mil e dois. Você não deve passar no mesmo ponto antes de acabar de contar...

2- Cuide do carro de trás: De olho no retrovisor!!! Você é o responsável pelo carro de trás. Controle o espaço, evitando que o comboio se separe e que seu companheiro perca o caminho. Ao reduzir a velocidade, não se preocupe, pois o da sua frente também o fará, e assim sucessivamente...

3- Comunicação é fundamental! Pelo menos o "puxador", o "fecha-fila" e o "carro mecânico" devem possuir rádios de comunicação.

4- O comboio anda no ritmo do carro mais lento. A sugestão é deixá-lo logo atrás do carro "puxador".

5- Respeite as regras de trânsito: Andar em grupo não significa privilégios especiais. Confira o tempo para próxima trilha.
Cuidado ao escolher lugar para estacionar, principalmente para não transtornar a organização do posto de gasolina.
Paradas ao acostamento devem ser limitadas ao carro com pane, que será socorrido pelo carro mecânico. Ou seja, somente DUAS viaturas param. Os outros devem seguir até um ponto de parada seguro, para esperar pelo companheiro!!!

6- Divida as responsabilidades: Um comboio com grande número de carros é perigoso, e pode gerar multa!!! Se possível, divida-o em mini-comboios, determinando novos responsáveis por cada grupo.

7- Estude o trajeto com antecedência:  Em especial para o puxador...
Escolha o caminho com menos faróis, avenidas mais espaçosas... Saiba e estude a rota antecipadamente, evite mudanças bruscas de direção. Sempre sinalize com antecedência, pois o comboio tem um tempo de reação "lento".
Ao mudar de pista, o último do comboio "fecha-fila" (que está com o outro rádio) faz sua manobra antes dos demais, protegendo assim a pista para aqueles que estão à sua frente.

8- Cuidado especial com ultrapassagens!!! Mantenha distância do companheiro da frete, para que carros mais rápidos possam ultrapassar o comboio (em pista simples) com segurança.
Respeite sua ordem no grupo e evite ultrapassagens desnecessárias.

9- Comboio sempre unido: Companheirismo e solidariedade são fundamentais. Não deixa companheiros para trás.

GRUPO QUE SAI JUNTO VOLTA JUNTO!

Um grande abraço
Donatti - Jeep Clube de Ribeirão Preto

domingo, 27 de abril de 2014

Principais diferenças entre os guinchos elétricos, mecânicos e hidráulicos

Alguém aí já teve dúvidas na hora de escolher o melhor guincho para o seu 4X4? Com certeza muitos já tiveram. Assim, hoje trago uma postagem que mostra vantagens e desvantagens sobre os principais tipos de guinchos disponíveis no mercado hoje. Porém, ainda fica pendente aquela questão do custo e benefício, ou melhor, qual cabe melhor a sua aventura e bolso. Confira aí:


GUINCHO ELÉTRICO
VANTAGENS: Preço baixo, facilidade de operação, funciona com o motor desligado, controle remoto permitindo ficar longe da linha de arrebentamento do cabo. 

DESVANTAGENS: Pouco tempo de uso com o motor desligado, exige alteração do alternador, baterias e cabos especiais para funcionar corretamente. Não pode ser usado em jornadas longas (guinchando o dia inteiro) mesmo com o motor ligado. 

GUINCHO MECÂNICO 
VANTAGENS: Enquanto o motor do veículo funcionar pode ser usado sem interrupção o dia inteiro. A velocidade do cabo pode ser controlada pela caixa de câmbio, sua capacidade de tração é variável dependendo da marcha engatada. 

DESVANTAGENS: Não funciona com o motor desligado. Exige a instalação de uma tomada de força na caixa da transferência e espaço para a passagem do eixo cardã entre a tomada de força e o guincho. Montagem cara, especializada, e complicada. Precisa ser operado de dentro do veículo, usando acelerador e embreagem. 

GUINCHO HIDRÁULICO
VANTAGENS: Grande potência em pequeno pacote, funciona enquanto o motor do carro funcionar, pode ser utilizado o dia inteiro. Montagem simplificada em relação aos mecânicos por não possuir eixo cardã. Usa mangueiras flexíveis e controle remoto. Não exige sistema elétrico reforçado.
DESVANTAGENS: Não funciona com o motor desligado. Exige a existência de direção hidráulica ou a instalação de uma bomba hidráulica.

terça-feira, 11 de março de 2014

Dica: Condução em lama, barro e terra molhada

No inicio de fevereiro passado, trouxe para vocês algumas dicas de como colocar o seu 4X4 na água, hoje trago dicas excelentes para quem vai colocar a sua máquina na lama. Confira aí:



Em estradas de terra com chuva a atenção precisa ser redobrada, uma vez que a aderência ao solo fica extremamente reduzida. Por isso decidimos nesta matéria, colocar algumas dicas de como conduzir seu 4x4 em algumas situações de solo molhado ou lama.



Sem atoleiros ou lama:

- Primeiramente reduzir a velocidade;
- Utilize a tração 4x4 Hi;
- Mantenha sempre uma marcha reduzida para poder ter o motor à mão. Em veículos AT utilize a 2 ou até mesmo a L, dependendo da velocidade de deslocamento;


- Nas subidas e descidas íngremes faça uma verificação a pé, olhando a extensão do trecho, possibilidades de escoramento caso o veículo aderne. Nas subidas e descidas escorregadias utilize sempre a reduzida e nunca freie ou deixe em neutro/debreado o veículo, apenas controle a aceleração e o freio motor. No caso de perda de controle na descida acelere o veículo para retomar seu controle, mas apenas se tiver experiência em controlar o veículo em velocidade nestas situações. A correção de trajetória é um jogo entre a direção e a aceleração. O grande perigo das subidas e descidas ingremes é o capotamento do veículo;
- Reduzir a pressão dos pneus melhorando sua área de contato ajuda um pouco.

O ideal para quem vai utilizar constantemente, pelo menos no período de chuvas este tipo de estrada é possuir um jogo de correntes para os pneus do veículo, deixando o mesmo com grande aderência ao solo e condições de tração e dirigibilidade. Caso o veículo não consiga subir uma ladeira molhada ou a descida seja extremamente perigosa o ideal é esperar parar de chover e deixar secar um pouco a estrada. Prudência nunca é demasiada.

Lama / Atoleiro

Dirigir um veículo em um trecho de atoleiros é desgastante e dependendo da situação é extremamente perigoso. Algumas dicas de como se deve conduzir nos atoleiros:


- Logicamente que redução de velocidade é primordial, até porque não se tem o controle do veículo dentro de um atoleiro, principalmente quando os pneus ficam com uma capa de lama que impede o atrito e com isso a perda da tração e dirigibilidade é inevitável;
- Para ultrapassar o trecho é recomendado o uso da 4x4 reduzida, evitando assim acelerações bruscas e resultando na perda de trajetória.
- Antes de enfrentar o trecho deve-se fazê-lo a pé, munido de uma vara. Isso é necessário para a verificação de pedras e paus escondidos no meio da lama, que podem provocar um acidente e danificar seriamente o veículo. A utilização da vara é para verificar as profundidades no trecho, uma vez que poças de águas podem esconder buracos profundos;


- Fuja dos facões deixados por veículos mais altos, uma vez que poderá ficar com suas rodas no ar. Caso não seja possível fugir dos facões o mais indicado é colocar uma roda entro do facão e outra na parte superior e lentamente, para evitar cair com as 4 rodas nos facões, conduzir o veículo nessa posição.

Devemos lembrar sempre que conduzir veículos em estradas de chão ou lama, devemos estar com pneus adequados para este tipo de solo. Caso o veículo utilize freqüentemente este tipo de estrada, ou vá fazer uma viagem que tenham trechos como estes, devemos possuir equipamentos especiais. Estes equipamentos são primordiais para auxiliar na passagem de atoleiros, bem como ajudar no resgate do veículo em caso de atolamento.

Os principais equipamentos são:

· Guincho de arrasto, utilizado para puxar veículos atolados ou desatolar o próprio veiculo em que está montado;


· Cintas de reboque, cabos de aço e sintas de amarração. Equipamento utilizado para puxar outro veículo, bem como prender o cabo do guincho em uma árvore, obtendo um ponto de amarração;
· Patescas. Roldanas para cabo de aço que aumentam a ação do guincho;


· Pás e enxadas;
· Caso os pneus sejam AT ou MTs o uso de corrente é imprescindível;
· Macaco Hi-Lift. Importantíssimo e imprescindível, uma vez que pode substituir um tirfor e guincho. 

Em caso de atolamento antes de utilizar o guincho ou qualquer outro equipamento de resgate devesse tentar liberar as rodas e os cardas com a enxada e pá, e sempre auxilie o guincho com patescas e veículo tracionado com reduzida.


Por: Sérgio Holanada