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sexta-feira, 31 de março de 2017

Fique atento a golpes de veículos usados em venda pela internet

O Detran.SP alerta sobre a mais um golpe na internet: a compra de veículos usados. Se por acaso você anda procurando um veículo usado na internet e se deparou com um anúncio à um preço muito abaixo do mercado, suspeite. O novo golpe que vem sendo aplicado por criminosos é a venda de carros roubados com valor de venda atrativo. Para aplicar tal fim, a placa e o documento do automóvel roubado é clonado e publicado no ambiente virtual.


Confira as principais medidas à serem adotadas antes de realizar o negócio:
1 – Faça uma vistoria de identificação antes de concluir a compra. O Detran.SP disponibiliza em seu site a relação de empresas credenciadas de vistoria para realizar este tipo de serviço, cujo objetivo é analisar a originalidade e legitimidade do veículo;

2 – O laudo emitido pela empresa é válido por 2 meses à contar do dia da emissão. Em caso de efetivação do negócio, o documento pode ser usado para a transferência do automóvel. É fundamental que a vistoria seja realizada pelo interessado, já que há a possibilidade dos criminosos falsificarem o laudo para transmitir maior confiança à transação;

3 – Consulte se há débitos e restrições no veículo. Através do site do Detran.SP ou aplicativo disponível para IOS e Android, é possível fazer este tipo de consulta de forma gratuita. Clicando em “Pesquisas de débito e restrições de veículos”. Tenha em mãos somente os caracteres da placa e o número do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores);

4 – É indicado que o carro passe por uma checagem geral, a fim de conferir o bom funcionamento do motor, freios e suspensão;

5 – Consulte a tabela FIPE (Fundação do Instituto de Pesquisas Econômicas) para ter como base o valor a ser trabalhado numa negociação;

6 – Feito o negócio, é necessário que o comprador faça a transferência do automóvel em ate 30 dias a partir do preenchimento do CRV (Certificado de Registro). Em caso de descumprimento do prazo é aplicada uma infração grave com multa de R$195,23 mais cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Modificação no carro requer autorização do Detran

Para você que pensa em alterar ou já alterou o seu brinquedo automobilístico, saiba que é necessário legaliza-lo, o quanto antes. Confira a matéria a seguir:

Deixar o veículo arrojado como os do filme ‘Velozes & furiosos’ e bancar Toretto (personagem de Vin Diesel) ou Brian O’Connor (Paul Walker) requer cuidados com a lei. Antes de rebaixar ou "turbinar" o automóvel, é preciso seguir as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sobre o que pode e o que não pode ser modificado. Segundo o Código Nacional de Trânsito, rodar em veículos alterados sem a documentação necessária acarreta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).


FUSCÃO - O empresário Denyson Barone, de 51 anos, modificou quase tudo no Volkswagen Fusca 1976 que ele chama de Locomotion. Do original, sobrou apenas o chassi central.
Ele diz que seguiu à risca todas as normas estabelecidas para não sofrer com a fiscalização -mesmo assim, é parado pela polícia. "Sou parado direto por policiais, principalmente nas estradas. Como estou com os documentos ok, não sou multado. Mas os policiais então acabam perguntando sobre o carro”, conta o morador de Santo André, também no ABC paulista.
O Fusca de Denyson teve alterados os pneus, para-lamas e carenagem, trocada por uma de fibra de carbono. Já o motor é o de uma de Kombi, ligeiramente revigorado para gerar mais potência. “É um carro extremamente seguro. Todos os reforços são tubulares, inclusive com ‘santantônio’ (estrutura que protege os passageiros em caso de capotagem)”, revela o empresário.

LIÇÃO - Mauro da Silva Júnior, de São Bernardo do Campo (SP), mudou bastante o seu Volkswagen Gol 1991. “Rebaixei, coloquei turbo no motor e até alarguei os para-lamas para colocar rodas maiores”, admite Júnior, que gastou cerca de R$ 30 mil para modificar o veículo, mas não pediu autorização prévia ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). “Levei umas seis ou sete multas por causa das alterações ilegais.”
Agora ele promete fazer tudo conforme a lei. “Estou transformando um Gol 1984. Desta vez vou seguir as normas para não sofrer mais”, diz o administrador de 29 anos, que pretende modificar a suspensão, adotar bancos esportivos e acoplar um motor 2.0 de Golf . “Turbinado, claro!”

AS REGRAS - Primeiro passo é pedir autorização. Antes de levar o veículo à mecânica e fazer qualquer modificação, o proprietário deve seguir um cronograma. O primeiro passo é ir até o Detran local e solicitar uma espécie de autorização para as alterações a serem feitas. Todos os documentos do carro e do proprietário serão exigidos.
“Por falta de informação, muitos têm o carro reprovado no Detran por terem feito as modificações antes de fazer essa solicitação”, explica o advogado Marcelo José Araújo, presidente da comissão de direito de trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná.
Recentemente, em Santa Catarina, um Fusca 1978 transformado em "baja" teve negado o licenciamento por falta de prévia autorização para que as mudanças fossem feitas. O caso foi parar na Justiça, que manteve a decisão do órgão de trânsito de não licenciar o veículo. De acordo com o advogado do proprietário, Adilson Bauer, os recursos cabíveis se esgotaram e agora eles em buscam uma outra solução para o caso.
Quando a modificação é autorizada, o passo seguinte é escolher um mecânico de confiança para fazer a modificação, pois, dependendo da forma com que for feito o serviço, o veículo pode ficar perigoso de se dirigir.
“Já vi cada coisa por aí. Tem gente que para rebaixar a suspensão simplesmente corta as molas. Ou elevam a potência do motor a faixas altíssimas com a utilização incorreta de turbos”, alerta Ricardo Boch, professor do curso de engenharia mecânica do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana Pe Sabóia de Medeiros (FEI).

NO DOCUMENTO - Após a realização das modificações, o proprietário deve seguir para uma das oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), onde o veículo passará por um processo de validação. A lista das oficinas está no site do instituto.
Se aprovado, a última etapa é voltar ao Detran para a obtenção do número do Certificado de Segurança Veicular (CSV), que é registrado no campo das observações do Certificado de Registro de Veículo (CRV) e do Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV).

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE MUDAR
  • Todas as alterações permitidas no veículo devem ter autorização prévia do Detran e inspeção do Inmetro
  • Apliques: A utilização de spoilers e aerofólios não é especificada no código. Consulte o Detran do seu estado.
  • Chassis/Monobloco: Proibida a substituição.
  • Combustível: É permitido trocar o sistema de combustão (gasolina, etanol ou bicombustível) por gás natural veicular (GNV), mas o kit deve seguir as regulamentações do Inmetro.
  • Cor: Serão consideradas alterações de cor aquelas realizadas através de pintura ou adesivamento em área superior a 50% do veículo.
  • Faróis: Instalação de faróis de xenônio é proibida; só é permitido o farol desse tipo se o carro já vem como ele de fábrica.
  • Freios: Proibida alteração no sistema.
  • Motor: Pode ser alterado com ganho de até 10% da potência.
  • Pneus / rodas: Proibida a utilização de rodas/pneus que ultrapassem os limites externos do para-lama.
  • Suspensão: É permitida a troca do sistema mas são proibidas as suspensões com regulagem de altura, como as de rosca ou de ar.
Fonte: http://soujipeiro.blogspot.com.br/2011/06/modificacao-no-carro-requer-autorizacao.html

terça-feira, 18 de junho de 2013

No acostamento: o que fazer?

Ninguém está livre de um imprevisto. E quando se trata de seu carro – aquela máquina instável e temperamental –, sempre há o risco de algo inesperado acontecer. E nos piores momentos possíveis: um pneu furado, uma falha mecânica, uma falta de gasolina (ops, aí a culpa deve ser sua...).

Independente do motivo de você ter de parar o carro na estrada, é preciso o maior cuidado nesse momento. Para você não colocar em risco a sua segurança, nem a das pessoas que estão com você.



Passo a passo da parada segura 

1 - Precisou parar? Procure o acostamento. Ele existe justamente para abrigar paradas de emergência. Mas evite usá-lo sem real necessidade (para tirar fotos da paisagem, por exemplo). Você pode estar tomando o lugar de alguém que realmente precisa parar. 

2 - Parou? Ligue o pisca-alerta imediatamente.

3 - Peça para os outros ocupantes deixarem o carro e esperarem em local seguro. Ficar dentro do carro não é recomendável, porque o veículo pode ser atingido por outro que não tenha percebido a sua parada. O local mais seguro é fora do acostamento, atrás do guard rail e para trás do carro, se possível. Assim, todos evitam o risco de um atropelamento.

4 - Sinalize que parou com o triângulo de segurança, colocando-o ao menos a 30 metros do carro avariado. Essa distância pode ser de 50 passos, aproximadamente. Não coloque o triângulo na pista. Ele deve ficar no acostamento. 

5 - Se o carro estiver parado no acostamento em trecho de curva, coloque o triângulo de segurança antes da curva. 

6 - À noite, recomenda-se que as pessoas (ou pelo menos o motorista) usem colete refletivo ao sair do carro. A pesquisa CESVI “Ver e Ser Visto no Trânsito à Noite”identificou que o uso de triângulo de segurança e colete refletivo homologado pelo Inmetro, mais o uso do pisca-alerta, permitem muito bem que os outros motoristas visualizem o carro parado a uma distância de 1 km de distância. 

Achou que isso dá muito trabalho? 

Então não descuide da manutenção preventiva do seu carro. Imprevistos acontecem, mas acontecem muito menos com quem se cuida. 

Confira a série de vídeos que o WebMotors fez sobre Manutenção e veja como cuidar da suspensão e dos pneus, do motor e do visual do seu carro. 

Fonte: http://revista.webmotors.com.br/yahoo/meu-carro-e-eu/no-acostamento-o-que-fazer/1333466774972

terça-feira, 9 de abril de 2013

Adiada a 2ª etapa do Carioca Off Road 2013

Devido às fortes chuvas que assolaram a região serrana e baixada do Rio de Janeiro nos últimos dois meses, principalmente as cidades de Petrópolis, Caxias, Xerém, Itaguaí e Mangaratiba, e que ainda persiste nestas regiões, a organização do Carioca Off Road decidiu por adiar a etapa da cidade de Mangaratiba e transferir a data para o próximo dia 04 de maio em outro município.


"Lamentamos muito esta alteração, pois sempre prezamos por um calendário anual consistente de modo a permitir a todos os participantes se programarem com antecedência, porém prezamos ainda mais pela segurança de todos os competidores e população local, fator este que infelizmente não poderíamos garantir com a atual situação", afirma Cristiano Serpa, organizador do evento.

De acordo com a organização, até o início da próxima semana, será divulgado novo local. "Esperamos contar com a compreensão de todos, e pedir que segurem a ansiedade por mais duas semanas, para novamente acelerarmos e curtimos toda a emoção do CARIOCA OFF-ROAD - Temporada 2013", finalizou.

A primeira etapa do campeonato foi realizada em Ipiabas, distrito de Barra do Piraí.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Campanha da Fraternidade 2013

Em 2013, a Igreja no Brasil volta seu olhar para a juventude. Momentos como a Campanha da Fraternidade e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) ajudarão a refletir sobre os anseios e desafios que os jovens enfrentam. 


A juventude é o tema da Campanha da Fraternidade lançado nesta Quarta-Feira de Cinzas (13/02) pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O tema propõe uma reflexão sobre a atual condição dos jovens na sociedade e foi escolhido no ano em que o Brasil será a sede da JMJ, o encontro que reunirá jovens católicos de todo o mundo no Rio de Janeiro, no mês de julho.


O tema da campanha este ano é Fraternidade e Juventude e o lema é “Eis-Me Aqui, Envia-Me!” (Is 6,8). Esta é a edição número 50 da campanha, realizada anualmente pela Igreja Católica, sempre no período da quaresma. O lançamento foi na sede da CNBB, em Brasília, e contou com a presença de um representante do governo federal e de integrantes de movimentos de jovens.

No ano passado, o tema da campanha foi Fraternidade e Saúde Pública e as discussões mobilizaram a sociedade civil, os parlamentares e o governo.

Participe e estimule os jovens a refletirem sobre esses temas. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Palavrões no Rádio PX

Disputando espaço com outros meios de comunicação móvel, o rádio PX ainda se mostra eficiente e tem seus fãs, mas não está livre de críticas sobre a forma como tem sido utilizado pelos motoristas de caminhão que utilizam palavreado pesado e de pouca importância.


Companheiro inseparável da grande maioria de carreteiros que trafega nas estradas brasileiras, o rádio PX - transceptor de rádio que opera na faixa dos 11 metros - vai aos poucos perdendo lugar para o telefone celular, que se torna cada vez mais eficiente nas comunicações com a empresa, busca de cargas ou nas ligações para a família. Mesmo necessitando licença especial da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para funcionamento e operação, é difícil encontrar no trecho alguém que esteja legalmente habilitado, embora essa licença possa ser tirada até mesmo pela Internet. Além disso, em 32 anos de liberação da faixa dos 11 metros no Brasil, ao que parece os motoristas de caminhão desvirtuaram a meta principal das comunicações nas estradas, de prestar informações ou auxílio em caso de emergências, transformando-se em local de conversas sem sentido e com o uso excessivo de palavrões, impróprios para carreteiros que viajam com a família. Apesar disso tudo, o rádio PX resiste.

Para Erivelto Veríssimo, o uso do rádio PX deve ser consciente para que o aparelho
não se torne tão arriscado quanto é falar ao celular e dirigir ao mesmo tempo.
O carreteiro Erivelto Verissimo da Silva, 34 anos, 15 de profissão, natural de Volta Redonda/RJ, não gosta de rádio PX no caminhão, pois considera perigoso e ilegal. Acredita que o uso deveria ser mais consciente pois se torna tão arriscado quanto dirigir falando ao celular. Por isso, optou por não ter o aparelho na cabine. Dentro ou fora do país utiliza o telefone celular nas viagens sem problemas. Algumas vezes a comunicação é feita pelo teclado do rastreador, mas não é sempre que funciona, diz ele. Lembra que já utilizou PX no passado, porém, decepcionado, desistiu. Agora só se comunica pelo celular, utilizando chips diferentes, de acordo com o país por onde viaja.

Em outro emprego, quando viajava com a esposa, o carreteiro Daniel da Silva Cardoso 
não podia ligar o rádio PX por causa do palavreado vulgar e agressivo.

O baixo nível das conversas entre os motoristas de caminhão nos contatos feitos pelorádio PX fez com que o estradeiro Daniel da Silva Cardoso, 30 anos e 10 de direção - natural de Lages/SC - também preferisse o uso do telefone celular nas comunicações com a empresa ou com a família quando está no trecho. Ele comenta que onde trabalha não é permitido viajar com a família. Porém, num emprego anterior, quando viajava com a mulher e filhos, não podia ligar o rádio por causa da linguagem utilizada pelos colegas de estrada, com um palavreado vulgar e agressivo.

Fagner Crestani usa o PX para obter informações sobre as estradas ou cargas, 
mas em suas comunicações com a família e empresa prefere telefone ou MSN.

Cardoso ficou também decepcionado com o rádio, embora tenha esperança de comprar um aparelho moderno, potente e que transmita em canais diferentes dos utilizados pela maioria dos carreteiros. Lembra, com saudade, das "rodadas" com amigos em que falavam de assuntos sérios, do trabalho, condições das estradas, acidentes na rodovia, advertências sobre trechos ruins e até de fiscalização policial. Lembra-se de uma tentativa de assalto a um motorista, nas proximidades de Sergipe, que falava ao rádio quando pressentiu o ataque e avisou o que estava acontecendo. Os demais motoristas que estavam na mesma frequência avisaram a polícia a tempo de prenderem os criminosos e evitar a consumação do assalto. "Tudo graças ao rádio PX", salienta. Segundo ele, a má utilização, os altos custos para a compra de bons aparelhos e a burocracia para a obtenção da licença emperram um uso maior e melhor dos rádios PX no Brasil, muito embora a grande maioria dos motoristas de caminhão não dispense esse tipo de equipamento.

Decepcionado com o nível das conversas dos colegas pelo PX, e acostumado 
a viajar com a esposa, Luiz Tavares decidiu tirar o aparelho da cabine.

Utilizando um rádio pequeno e de pouca potência, Fagner Crestani da Silva, 29 anos de idade e 10 de volante - natural de Manoel Viana/RS - não tem licença para operar o equipamento, também nunca foi incomodado nas fiscalizações policiais. Dono de uma carreta com cavalo-mecânico ano 90, ele viaja na rota entre São Paulo/BR, e Argentina e Chile e se comunica normalmente com a família e com a empresa por telefone público. Também utiliza MSN, quando o assunto é mais rápido ou só para dizer que chegou bem ao destino. Ele sabe que precisaria de uma licença para operar o rádio PX, "mas, como é muito fraquinho, vai levando". Costuma falar com os colegas de estrada até a distância de uns quatro ou cinco quilômetros, sempre para informações sobre o trecho ou fazer algum comentário sobre a viagem, a carga ou apenas para "bom dia, boa viagem, vai com Deus".

Admirador do rádio PX, Marcos José Marengo reconhece que a maioria 
só fala bobagem, mas não consegue viajar com o aparelho desligado.

Decepcionado com o baixo nível das conversas dos colegas de estrada pelo rádio PX", Luiz Tavares, 53 anos, 30 de profissão, natural de Pelotas/RS, decidiu "sacar fora o equipamento da boleia" e parar de se irritar ao ouvir tantas asneiras ditas por homens adultos e profissionais conscientes, conforme diz. Ainda mais que costuma viajar com a mulher, Neli Vieira Cézar, 53 anos. Ela, aposentada e com os filhos criados, gosta de acompanhar o marido no trajeto de 750 quilômetros que ele costuma fazer entre Rio Grande/RS e Itaqui/RS transportando arroz ou farelo de arroz. Concorda que o rádio pode ser muito útil para o estradeiro para conversas sérias, informações sobre cargas, condições da pista ou de eventuais acidentes no trecho. "O que tem se escutado ultimamente é muita bobagem, palavrões e até ofensas pessoais", comenta. Quando não estão juntos, Luiz e Neli, se comunicam diariamente pelo celular, que também é utilizado para os contatos com a empresa ou para acertos de cargas ou de viagens. Enfim, o rádio PX não faz falta e preferem conversar entre eles ou ouvirem música, afirmam.

Casada com o carreteiro Ricardo Batista, que roda pelo Mercosul, Mônica Brites conta que 
o PX é muito útil no Peru, onde tem muitas estradas estreitas e cheias de curvas.

O carreteiro Marcos José Marengo, o Marquinhos como é conhecido no trecho, tem 31 anos de idade e 10 de profissão. Natural de Erexim/RS ele transporta arroz e autopeças entre Uruguaiana/RS e São Paulo/SP. Confessa ser um grande admirador do rádio PX e não consegue imaginar uma viagem sem o aparelho estar ligado para ouvir a conversa dos colegas de estrada, embora admita que a maioria só fala bobagem. "Tem muita gente falando besteira", diz. A mulher dele, Graziela, que o acompanha em algumas viagens com o filho Bernardo, de um ano de idade, reforça que às vezes é preciso diminuir o volume ou desligar o rádio por causa das bobagens que os motoristas falam no ar. "Coisa que não dá pra repetir, muitos palavrões, muitas bobagens", reforça. Mas, apesar de tudo, Marquinhos continua gostando do rádio e da companhia dos amigos. Para ele, sempre é muito útil e mesmo com todas as bobagens os motoristas sempre se ajudam em caso de necessidade.

Motorista de uma prancha de 22 metros na qual transporta chassi de caminhão para Lima/Peru, Ricardo Batista de Souza, 41 anos e 18 de profissão, tem um chip de celular de cada um dos países por onde trafega, para que as ligações para casa fiquem mais baratas. Ele liga todas as noites para falar com a esposa e sua "princesinha" Vitória Aparecida, sete anos, e os filhos Luís Ricardo, 20, e Eduardo, 14. Falam por cerca de 10 minutos e fica sabendo de todas as novidades da casa, da escola dos filhos e, enfim, da família. Também, é claro, fala sobre a viagem.

Sua esposa, Mônica Brites de Souza, 40 anos, natural de Uruguaiana/RS, com quem está casado há 22 anos, e com quem tem três filhos, conhece bem a vida na estrada e as dificuldades que o motorista passa nas viagens longas. Ela, que acompanhou na boleia durante muito tempo nas viagens, conta que na Argentina e Peru o rádio PX só é utilizado para orientação dos motoristas da empresa, que costumam viajar em comboios de cinco ou seis caminhões.

Mônica acrescenta que o aparelho é muito útil principalmente no Peru, onde as estradas são estreitas e com muitas curvas. Ela mostra um vídeo gravado numa das viagens feitas com o marido, no qual é possível ouvir o diálogo dos motoristas pelo rádio falando sobre as condições da estrada e de caminhões grandes que trafegam em sentido contrário e que podem se constituir em perigo nas curvas. "Aí sim o rádio é indispensável", salienta.

Porém, não deixa de citar que no Brasil é um desastre ficar com o rádio PX ligado, principalmente na região metropolitana de Curitiba/PR. Ela conta que além do baixo nível das conversas entre os motoristas, muitas prostitutas da região utilizam o aparelho na busca de clientes. "Daí a baixaria corre solta", salienta. Nunca pensou em ter rádio instalado em casa, pois além do custo do equipamento e da licença, também se corre o risco de nem sempre conseguir contato com pessoa que está viajando por conta das limitações da frequência.

Texto e Fotos Evilazio Oliveira

domingo, 27 de novembro de 2011

Radioamador

Olá pessoal há dias venho pensando em fazer uma matéria sobre o radioamador.

Há anos uso o Rádio PX em minhas viagens de trabalho. Mas, recentemente, venho observando e me interessando pelo uso do radioamador nas trilhas off-road e rallys. Pesquisei e descobri que nas grandes tragédias mundiais no Brasil e no mundo as sociedades civis costumam se organizar com apoio de radioamadores... entre outros descobri uma série de coisas que resolvi compartilhar com vocês:

O objetivo do radioamador é a intercomunicação, instrução pessoal e os estudos técnicos, sem fins lucrativos. De acordo com a Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações - para se tornar um radioamador é necessário autorização, que depende da prévia verificação da capacidade operacional e técnica do interessado, observado através de exames. Com base no resultado dos testes, o radiamador é incluído nas classes A, B, C ou D.


A Licença de Funcionamento de Estação de Radioamador é documento obrigatório que autoriza a instalação e o funcionamento de estação de radioamador. Para a obtenção da licença deve-se comprovar o recolhimento de R$ 32,52 para cada estação fixa; R$ 32,52 para cada estação repetidora e R$ 26,83 para cada estação móvel. Além disso, deverão ser pagos os encargos referentes à execução do serviço e o direito da radiofrequência.

Os interessados em fazer o exame de radioamador devem procurar as diretorias do Labre (Liga Brasileira de Radioamadores), nas capitais dos Estados, ou nos escritórios/unidades operacionais da Anatel para verificar o calendário anual de realização de testes para obtenção do Certificado de Operador de Estação de Radioamador – COER. Para obter o COER não existe qualquer despesa.

Classe A - acesso restrito ao radioamador classe “B”, após decorridos um ano da data de expedição do certificado COER - Certificado de Operador de Estação de Radioamador na classe “B”;
Classe B – menores de 18 anos, após terem decorrido dois anos da data de expedição do COER - Certificado de Operador de Estação de Radioamador classe “C”; ou maiores de 18 anos, em qualquer hipótese;
Classe C – maiores de 10 anos, aprovados nos testes de Técnica e Ética Operacional e Legislação de Telecomunicações;Transmissão e Recepção Auditiva de Sinais em Código Morse;
Classe D - maiores de 10 anos, aprovados nos testes de Técnica e Ética Operacional e Legislação de Telecomunicações. 

A licença será concedida apenas nos seguintes casos:
• A brasileiro e maior de 10 anos cabendo aos pais ou responsáveis a responsabilidade de atos ou omissões do menor. 
• Aos portugueses que tenham obtido o reconhecimento de igualdade de direitos e deveres para com os brasileiros. 
• A estrangeiros, funcionários de organismos internacionais, dos quais o governo brasileiro participe, desde que estejam prestando serviços no País. 
Para saber quais rádios estão homologados pela Anatel basta ligar para (61) 312-2318 ou 312-2613. Mais informações no site www.anatel.gov.br

Talvez seja necessário aqui lembrarmos de alguns termos e aprender outros.
PX: Prefixo da licença concedida a operadores da "Faixa do Cidadão"
Faixa do Cidadão: Intervalo de frequência de 26,9 a 27,6 Mhz, também denominada 11 metros (300.000 dividido pela frequência).
PY: Prefixo da licença concedida a Radioamadores classe A ou B.
Radioamador: Operador licenciado pela Anatel para utilizar diversas faixas de frequência. As faixas de frequência são atribuidas conforme a classe do Radioamador, sendo que para cada classe é feito um exame de avaliação com conhecimentos específicos.
VHF: Very High Frequency, utilizada geralmente para identificar a faixa de frequencia de 144 a 148Mhz, também denominada 2 metros. Esta é a faixa de entrada do Radioamador, pois a primeira fase de exames irá fornecer qualificação e licença para operar nos 2 metros, além das faixas de 6 metros, 1,3 metros e 0,7 metros, esta última conhecida como UHF.
Repetidora: Equipamento mantido por radioamadores, de forma totalmente filantrópica, que permite a duas estações se comunicarem atráves dela, aumentando assim a distância de alcance na comunicação.

Então, o que normalmente se chama de PY nada mais é do que o prefixo de um Radioamador licenciado pela Anatel, que após prestar vários exames e testes como o uso de código, é habilitado para operar em todas as faixas de frequência reservadas para a comunicação de rádio. Já o serviço de rádio do cidadão, ou PX como é conhecido, continua como uma opção de localização, segurança e um meio para conversar com os colegas de profissão.

Veja abaixo alguns links interessantes sobre o assunto:
Consulta de rádios homologados : http://sistemas.anatel.gov.br/sgch/?SISQSmodulo=840&SISQSsistema=173
Apostilas para o exame : http://www.py2gea.com.br/diversos/examesgea/exames_de_radioamador.html
Apostila com testes no final (excelente) : http://www.py2mao.qsl.br/download/manual_radioamador.doc
Site de Radioamador.com : http://www.radioamador.com/
RigPix database de modelos de rádios : http://www.rigpix.com/index.shtml
Loja confiável para comprar seu rádio VHF : http://www.radiohaus.com.br/
Dicas do PY2MAO : http://www.py2mao.qsl.br/artigos/comoserradioamador.asp
Cadastro de repetidoras : http://www.radioamador.com/vhf/repetidoras.asp

Fontes: http://www.ocarreteiro.com.br/article.php?recid=3263
            http://www.acunha.adm.br/amigos/Radioamador/index.htm