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sexta-feira, 15 de maio de 2015

O que evitar na estrada

Quando o profissional da estrada está se preparando para ir pra estrada ele sempre pensa na rota utilizada, na quantidade de combustível que será consumido, com a segurança entre outros itens. Neste momento ele deve se preocupar também com o que ele NÃO deve levar para a vida no trecho. Fizemos uma lista de coisas que o carreteiro precisa ficar atento:


EXCESSO DE PESO
Uma aliada da frequente incidência de excesso de peso é a própria legislação da Lei da Balança, que estabeleceu em 25 de novembro de 1985 que a tolerância máxima seria de 5% sobre os limites do PBT estaria relacionada com a precisão da aferição das balanças rodoviárias, que época eram mecânicas. Porém, com o passar do tempo estabeleceu-se entre a maioria dos transportadores o mau hábito de aumentar o peso da carga transportada baseado nessa margem de 5%. Outra questão é que de acordo com a legislação, o excesso de peso por eixo não resulta em multa, a qual ocorre somente se o PBT estiver acima do determinado para o veículo, enquanto que, de fato, o impacto sob o pavimento acontece justamente pelo contato dos eixos.

SONOLÊNCIA
A sonolência contribui para tornar as rodovias mais perigosas. Para evitá-la, o motorista pode tomar alguns cuidados, como fazer refeições leves durante a viagem; não ingerir bebidas alcoólicas ou remédios que interfiram na capacidade de controlar o veículo; fazer paradas regulares a cada duas horas para descansar; viajar com alguém que possa se revezar ao volante; evitar viajar no período noturno e encontrar um local seguro para parar e descansar, caso sinta sonolência. 

CANSAÇO
Cansaço e volante nunca combinaram. Tanto é verdade que a grande maioria dos acidentes tem suas causas apontadas como falha humana. Os motoristas de caminhão chegam a dirigir por mais de 12 horas seguidas e motivos para isso não faltam. Vão desde a necessidade de entregar a carga no horário combinado, como rodar mais para faturar mais e até para chegar mais cedo em casa. Porém, o cansaço provoca rebaixamento do estado de consciência, e a partir desse momento o motorista passa a dirigir de forma automática e sem segurança. Por isso, na maioria dos casos que ocorre um acidente, o motorista não consegue se lembrar dos segundos que antecederam aquela situação. Um estudo de universidade britânica apurou que o número de mortos, vitimados por acidentes nas estradas, decorrentes do cansaço dos motoristas, superava os mortos em acidentes causados por motoristas alcoolizados, o que levou o Departamento de Transporte do Reino Unido a lançar a campanha “Cansaço mata: tenha tempo para uma parada”.


REBITE
Embora neguem, muitos motoristas de caminhão utilizam rebite, droga que pode ser considerada como um dos principais inimigos da estradas. A substância, chamada de anfetamina, é um estimulante do sistema nervoso central e faz com que o cérebro trabalhe mais depressa e cause no motorista a impressão de redução da fadiga - já que consegue executar uma atividade qualquer por mais tempo -, de menos sono, perda de apetite e de aumento da capacidade física e mental. Essa mistura de falsas sensações faz com que os consumidores da droga percam parcialmente os reflexos. Outros possíveis efeitos são a dilatação das pupilas, dor de cabeça, tontura, aumento de batimento cardíaco e de pressão arterial, nariz e boca ressecados, perda de peso, desnutrição, ansiedade, problemas gástricos, inquietação motora, sensações de pânico, lesões irreversíveis no cérebro, visão desfocada, confusão de pensamento, etc. Caso haja um consumo exagerado da droga, o usuário pode ficar irritado, mais agressivo, com depressão, desorientação e descoordenação e ter delírios persecutórios (achar que os outros estão tramando contra ele).

ÁLCOOL 
Dirigir sob o efeito de álcool é perigoso tanto para o motorista quanto para outros usuários das rodovias. Isso porque, este tipo de droga reduz a habilidade de controlar as más condições do trânsito, prejudica a capacidade de julgamento de situações e induz o motorista a desrespeitar as normas de trânsito, sem considerar suas conseqüências. Além disso, afeta a visão, o que impede uma avaliação correta da velocidade de seu carro ou dos outros e a distância em que se encontra em relação a outros veículos. Os especialistas alegam que, mesmo consumindo em pequenas quantidades, o risco existe.

Motorista sob o efeito do álcool:
• sente um falso estado de bem-estar, 
• sensação de euforia 
• excesso de confiança.

Fonte: http://www.ocarreteiro.com.br/article.php?recid=13586

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Drogas e cansaço estão entre as principais causas de acidentes

Não é a primeira vez que abordo este assunto aqui, mas a situação é realmente crítica. A cobrança das empresas sobre os profissionais do transporte levam muitos a se arriscarem. Confiram a matéria:

Estradas boas, caminhões modernos e lei de descanso do motorista. O cenário parece perfeito para uma condução segura e sem acidentes, mas ao contrário do que deveria ser, o número de acidentes envolvendo caminhões continua em ritmo crescente no Brasil. Como justificar um veículo tombado em uma rodovia em perfeito estado de conservação, e com toda assistência oferecida pelas concessionárias de rodovia? A resposta é imediata: falha humana, a principal responsável pela grande maioria dos acidentes envolvendo caminhões.


De acordo com dados da Policia Rodoviária Federal, em 2012 foram computados 184.527 acidentes contra 186.690 em 2013. Desse total, 62.912 e 64.430, respectivamente, tiveram o envolvimento de caminhão. Colisão lateral, traseira, saída de pista, tombamento e colisão transversal são os registros mais comuns quando se trata de veículo pesado. As principais causas presumíveis registradas pela PRF são a falta de atenção (responsável por 21.875 acidentes em 2012 e 23.307 acidentes em 2013), não guardar distância de segurança (5.921 acidentes em 2012 e 7.002 em 2013), velocidade incompatível (5.375 acidentes em 2012 e 5.929 em 2013). Pelo levantamento, os problemas mecânicos foram responsáveis 3.535 ocorrências em 2012 e 3.773 no ano passado. Número pequeno se comparado ao total.

Os motoristas concordam com as estatísticas apontadas pela PRF e reforçam que para eles o cansaço e a falta de experiência estão entre as principais causas dos acidentes, embora a Lei do Motorista cite em seu texto descanso de meia hora a cada cinco ao volante, mais nove horas de descanso após oito horas de trabalho. Segundo os carreteiros, por não existir fiscalização muitas empresas continuam exigindo horários apertados nas entregas, resultando em estresse e pressa de chegar ao destino.

A PRF diz que a fiscalização acontece nas rodovias federais, onde são feitas revistas nos veículos e nos condutores em busca de “ilícitos”, principalmente entorpecentes. Nas blitzes, os policiais avaliam as condições físicas do motorista e verificam o disco do tacógrafo, que muitas vezes pode indicar que o condutor está dirigindo há muito tempo sem descanso, levantando a suspeita de uso de alguma substância psicoativa, provocando uma vistoria mais detalhada.

De acordo com os motoristas, as drogas realmente se tornaram um grande inimigo na estrada. Cocaína, maconha e até mesmo o craque passaram a fazer parte do dia a dia como uma alternativa para se manter mais tempo acordado. “Os motoristas, principalmente os mais jovens, usam todo tipo de droga. Eles consomem a droga e pegam na direção, com maior frequência à noite, para aguentar tocar mais. Nem se preocupam com os efeitos, como a perda de reflexo. Um absurdo, rebite quase nem se vê mais”, explica Oseia Rodrigues, São Jose dos Pinhais/PR, empregado, 40 anos de idade e 15 de profissão.


Ele chama a atenção também para o estresse o qual acomete muitos motoristas. “Hoje em dia ninguém mais tem paciência quando está no volante, a obrigação de cumprir os horários de entrega estipulados pelos patrões faz com que o motorista exceda o tempo de direção”, lamenta. Diz que no seu caso a empresa se preocupa com a segurança dos funcionários e determina as horas de descanso conforme estabelece a Lei do Motorista. “Essa atitude contribui para uma viagem tranquila e reduz bastante o risco de acidente, pois os motoristas dirigem descansados e focados”, acrescenta. O carreteiro conclui dizendo que nunca sofreu um acidente e ensina que o segredo é ter paciência no trânsito, na estrada, dirigir com consciência e participar de treinamentos. “Muitos podem achar bobeira, mas para mim os treinamentos que participei foram muito úteis. Mudei o meu jeito de pensar e agir. A vida é muito mais que entregar na hora certa. Cansou tem de parar”, aconselha.

O motorista empregado Silviomar de Araújo, de Indaial/SC, 50 anos de idade e 32 de profissão comenta que viaja por todas as regiões do Brasil e vê que as estradas estão cada vez mais modernas e os caminhões potentes, porém, a falta de experiência de alguns motoristas em atividade tem contribuído para o aumento do número de acidentes. “Na minha época para pegar uma estrada era necessário pelo menos três anos de experiência. Hoje o motorista recebe algumas instruções rapidamente e em seguida as chaves do caminhão e o destino para entregar a carga”, critica. Em sua opinião a falta de motoristas mais experientes é decorrente da desvalorização da profissão.

Diz que a necessidade de preencher vagas em aberto quase custou a vida do seu filho Diogo, hoje com 27 anos de idade. “Ele tinha acabado de entrar na empresa e trabalhava com pequenas entregas. Porém com apenas quatro meses de experiência saiu para a estrada. Em Barra do Turvo, na BR-116, um caminhão saia do posto e errou a marcha, meu filho estava em excesso de velocidade e não conseguiu evitar o acidente”, lembra. Silviomar cita também o caso de um amigo que trabalhava como ajudante de pedreiro e durante a preparação para participar de um processo de seleção para motorista de caminhão lhe perguntou como que desengatava uma carreta, porque este era um dos testes.

Em relação as drogas, diz ter virado algo frequente nas estradas e que os motoristas consomem cocaína e craque sem se preocupar com fiscalização ou efeitos negativos na direção. “Conheço pelo menos uns cinco colegas que enterraram seus filhos motoristas por conta de consumo de droga. A facilidade de encontrar a droga contribui para o excesso de consumo e o comprometimento da segurança”, diz. Aos jovens motoristas e aos que pensam em ingressar na profissão, Silviomar faz um alerta sobre a importância de se conscientizar de que o caminhão não é um carro de corrida e a estrada é um lugar que exige concentração e responsabilidade. “Sempre existirá alguém te esperando, portanto não faça loucuras, não use drogas, respeite as leis e descanse sempre que sentir necessidade”, aconselha.

Anderson Autulo, 37 anos e 18 de profissão de Fernandópolis/SP, viaja o Brasil inteiro e faz questão de ressaltar que além de tudo o que já foi falado sobre falha humana no volante, algumas regiões contribuem para a ocorrência de acidentes. Ele cita como exemplo as rodovias do Mato Grosso, nos municípios de Sinop e Mutum. “As rodovias estão em um estado lastimável, com buracos do tamanho de um caminhão. Acidente ali acontece todo dia. Eu mesmo quase fui vitima de um, o pneu do caminhão da frente estourou e quase me acertou”, lembra. Destaca também, o fato de alguns motoristas excederem a velocidade. “Essa molecada que ganha por comissão passa por cima para tirar o atraso quando entram em rodovias boas como as de São Paulo”.

As drogas são um grande problema também no Mato Grosso, afirma Anderson, acrescentando que são opção fácil, barata e comum em quase todo o País. “Quantas vezes já vi motorista dormindo com os olhos abertos, um perigo. O mais interessante é que a fiscalização é quase inexistente”, critica. Ele aproveita para alertar os colegas sobre a importância de descansar e dirigir de maneira consciente, sem “fazer loucuras.”


Filho de motorista, Almir dos Santos, São Paulo/SP, 33 anos de idade e 18 de profissão, trabalha empregado, e desde cedo acompanha o pai nas viagens. Tem opinião que álcool e droga são os principais fatores de acidentes nas estradas. “Antigamente era difícil ver um motorista se drogando, mas hoje é comum”, declara. Almir acredita que o fato de os motoristas estarem cansados e muito pressionados pelas empresas contribui para esta triste realidade. “Muitas empresas não seguem a lei e obrigam os profissionais a cumprirem prazos complicados. Um colega tombou o caminhão e um dos motivos era o cansaço”, lembra. Por esse motivo, defende que o melhora fazer é parar sempre que estiver cansado.

Os amigos Cristian Maicon Zanatta, 27 anos de idade e sete de profissão, de Porto Ferreira/SP, e Antonio Cláudio Teixeira, 47 anos, 24 de profissão, São Simão/SP, também acreditam que a maioria dos acidentes são ocasionados por profissionais mal preparados. Eles alegam que hoje basta ter a CNH, fazer umas aulas com algum instrutor e o motorista está pronto para ir para a estrada. “É um absurdo, pois até ele tomar consciência do que é um caminhão e como o veículo se comporta, provavelmente já se envolveu em algum acidente”, opina Cristian. Antônio complementa que seis meses é muito pouco tempo para alguém que nunca dirigiu caminhão enfrentar uma estrada. Ele cita também o consumo excessivo de drogas na estrada e o cansaço como fatores causadores de acidente nas rodovias. “É assustador como a droga circula entre os motoristas, a maioria consome para poder tocar mais e conseguir aguentar a noite acordado”, explica.

Antonio Cláudio acredita que se a Lei do Motorista estivesse realmente em prática ajudaria muito a reduzir os acidentes, já que as empresas seriam obrigadas a determinar horários de descanso para seus motoristas. Ele lembra que há 10 anos dormiu no volante e bateu em outro caminhão, fato atribuído por ele à inexperiência e ao cumprimento de prazos estipulado quase impossíveis de serem atendidos. “Foi uma lição importante, pois desde então quando sinto o cansaço paro e descanso. As pessoas não têm noção do perigo até que alguma coisa aconteça com elas. Aconselho aos menos experientes que não cometam loucuras. Parem, descansem e não espere o próximo posto pois pode ser fatal”, alerta.

Imprudência, falta de atenção, cansaço e consumo de drogas são as justificativas dadas pelo carreteiro Luiz Fernando Rodrigues, Porto Xavier, 31 anos e 10 de profissão, para a ocorrência de tantos acidentes mesmo em rodovias consideradas boas e seguras. Ele diz que muitos motoristas não têm consciência do quanto é perigoso dirigir tanto tempo sem descansar e acabam colocando a vida de todos que estão na estrada em risco. “Eu não cometo essas loucura, estou parado desde as nove horas da noite e agora almocei e vou continuar a viagem tranquilo, sem estresse”, declarou na ocasião que conversou com a reportagem da Revista O Carreteiro.

Se por um lado fatores como a inexperiência, cansaço e drogas parecem comprometer a segurança na estrada, por outro já existem empresas desenvolvendo ações para conscientizar seus motoristas a dirigirem com segurança. Uma delas é a JSL, que realiza uma série de ações para orientar seus motoristas em relação à segurança no trânsito. Todos os colaboradores da empresa recebem treinamentos frequentes, os quais incluem aulas de código de trânsito, direção defensiva e orientações sobre os danos provocados pelo uso de álcool e drogas.

Além das ações com os próprios motoristas, a empresa lançou em 2011 o programa “Pela Vida”, ação que oferece atendimento gratuito a motoristas profissionais que circulam nas principais rodovias do País. Desde seu lançamento, até o final do ano passado, foram realizados mais de 49 mil atendimentos em 10 postos, trailers nos quais são oferecidos atendimento gratuito de aferição de pressão arterial, acuidade visual, medição de IMC e circunferência abdominal. Durante o atendimento é reforçado ao motorista a importância dos cuidados básicos de saúde e alimentação correta para a melhoria da qualidade de vida. Também é oferecido aos motoristas o mapa de risco de acidentes das principais rodovias brasileiras, a fim de conscientizar e minimizar os riscos à segurança desses profissionais.


O Presidente da Coopercarga, Osni Roman, também tem opinião de que os a maior parte dos acidentes ainda é causada, infelizmente, por falha humana, como excesso de velocidade, uso de álcool e falta de atenção. O motorista está sujeito a jornadas extensas e ao trânsito excessivo, o que causa estresse e afeta seu desempenho. “Acreditamos na capacitação do motorista para diminuir índices negativos. Apenas em 2013, R$ 1,6 milhões foram investidos nesses profissionais. Índices internos indicam que as ocorrências totais, entre roubos e acidentes, foram reduzidas em 29% nos últimos cinco anos. Só acidentes em 34%, devido ao Programa Acidente Zero, o PAZ”, informou.

Roman explica que o Programa consiste em treinamento mensal destinado aos motoristas a fim de capacitá-los e integrá-los às medidas de segurança da cooperativa. Os temas tratados são o desenvolvimento interpessoal, lições de mecânica preventiva, legislações e direção segura por meio de prática e resultados. A Coopercarga promove também o Concurso Motorista Top 10, ação para premiar os condutores que se destacam por não se envolverem em acidentes e mantém cursos em parceria com FABET – Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte e ações comuns de monitoramento em todas as operações.

Entre as medidas consideradas importantes, na opinião de Roman, estão o investimento no fator humano, melhorias das rodovias e mudanças de comportamento pela educação. “No Brasil, a maioria dos motoristas se forma no volante, sem acompanhamento educacional com base escolar. Esse profissional tem uma responsabilidade muito grande em suas mãos. Cabe então a empresas como a Coopercarga investir no profissional, seja por meio de programas internos ou de parcerias. É possível ainda que as operadoras logísticas realizem gestão à distância, o que é facilmente realizado com as diversas tecnologias disponíveis no mercado”, explica.

O despreparo dos motoristas para atender a legislação de trânsito, excesso de confiança, falta de manutenção dos veículos, jornadas excessivas de trabalho e uso de álcool e drogas são os principais motivos dos acidentes envolvendo caminhão, segundo opinião de Fabiano Gomes da Silva, técnico em segurança do trabalho, da Expresso Mirassol. “Realizar treinamento periodicamente com todos os motoristas sobre prevenção de acidentes de trânsito; direção segura e transporte seguros com produtos perigosos e cumprimento da jornada de trabalho é o que a empresa tem feito para minimizar esse problema”, afirma.

Para combater o consumo de drogas entre seus funcionários, a empresa aplica o teste de bafômetro em todos os motoristas na entrada e saída da empresa, de treinamento de conscientização sobre os riscos ao consumir esses produtos. Outra providência é alinhar previamente com os clientes as janelas de entrega das cargas. Em relação à infraestrutura, Fabiano Gomes acredita que falta melhorar a fiscalização nas rodovias, assim como também aprimorar as leis de trânsito e aumentar tornar mais severas as penalidades sobre infrações que levam a acidentes com vítimas, sem faltar o melhoramento das condições das rodovias.

http://www.ocarreteiro.com.br/modules/rep_excl_acont.php?recid=696&type=P

sábado, 16 de agosto de 2014

Conheça os piores hábitos no trânsito e evite acidentes

Dirigir é o que faço profissionalmente e por hobby e ao me deparar com está matéria, que na verdade não trás nenhum fato novo, pude confirmar que como milhões de brasileiros também cometo falhas que podem e devem ser eliminadas. São atitudes simples que podem fazer toda a diferença. Confira aí:   

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é o 5° país com maior índice de violência no trânsito. Dados do DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) mostram que ocorrem cerca de 150 mortes por dia em todo o país.


Para a guarda municipal da cidade de Itapetininga, localizada no estado de São Paulo, 90% dos acidentes são ocasionados por imprudência dos motoristas ou pedestres. Com isso, podemos dizer que as cenas chocantes mostradas todos os dias nos telejornais poderiam ser evitadas.

Visando tornar o leitor do Blog do Caminhoneiro mais consciente, confira abaixo algumas dicas do sócio-fundador da Dinamicar, Danilo Vasconcelos, sobre o que não se deve fazer ao volante.

Uso de drogas e bebidas alcoólicas

Dirigir requer muita atenção de nossos sentidos. É fundamental que estejamos com nossa mente focada em tudo que acontece ao nosso redor.

O uso abusivo de bebidas alcoólicas no volante é altamente perigoso, pois altera a percepção, bem como a noção de velocidade. Segundo Marta Ana J. S. Vaz, diretora do CRATOD (Centro de Referência do Álcool, Tabaco e Outras Drogas), o álcool afeta as áreas motoras de avaliação e decisão, dando ao motorista a sensação de que “dirige melhor quando bebe”.

O uso do chamado rebite também é altamente perigoso, pois, apesar de dar uma sensação de atenção, pode prejudicar o raciocínio.

Uso de celular

Outra atitude a se evitar é o uso de celulares ao volante. Uma pesquisa da National Safety Council(Conselho de Segurança Nacional), dos EUA, aponta que do total de acidentes de trânsito, 25% são provocados pelo uso de telefones móveis.


Quem mantém o hábito de digitar mensagens de texto, atender chamadas ou acessar a internet, nem sempre tem consciência do risco que corre. Apesar disso, grande parte dos motoristas escapa de punições, já que a multa depende da ação de agentes de trânsito, e o quadro desses profissionais é insuficiente para garantir uma fiscalização eficaz.

Ouvir música com volume muito alto

O ato de dirigir não implica somente na relação entre o motorista e o carro, mas também no que está ao redor. A música distrai e deixa o condutor alheio a sinais sonoros que podem fazer a diferença na hora de evitar acidentes.

Dirigir com estado emocional alterado

Fatores emocionais e psicológicos fazem total diferença na hora de assumir o volante. Deve-se evitar emoções em exagero como o nervosismo, a tensão, a excitação e a ansiedade. Todas elas são inimigas do foco e da boa condução dos veículos automotivos.

Esquecer de dar a seta

Embora pareça um motivo bobo, a sinalização no trânsito faz total diferença. Esquecer de dar a seta é uma das faltas que mais reprova nos exames para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), mesmo que ela seja a forma mais segura e preventiva de se comunicar com os outros motoristas e até mesmo com os pedestres.

Com ela, além de evitar acidentes, você avisa que vai mudar de pista, estacionar, fazer ultrapassagem entre outras coisas. Não seja imprudente.

O não uso do cinto de segurança

O cinto de segurança é o principal aliado dos motoristas, contudo, muitas pessoas ignoram o seu uso. Se todos fizessem uso dessa ferramenta, muitas mortes causadas por acidentes de trânsito seriam evitadas, já que esta é a maneira mais eficaz de se prevenir as conseqüências de qualquer acidente de trânsito.

Lembre-se sempre que o cinto é um seguro de vida, use-o e dirija de maneira segura.

Conclusão

Atitudes simples no trânsito podem melhorar a sua vida e evitar acidentes graves, garanta a sua segurança e a de quem está próximo. Respeitar o direito do próximo é um dos principais passos para a construção de um transitar mais seguro. O que você faz para garantir a sua segurança ao dirigir? Compartilhe com a gente!

Fonte: Dinamicar in http://blogdocaminhoneiro.com/2014/08/conheca-os-piores-habitos-no-transito-e-evite-acidentes/

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Motorista é preso por fazer apologia às drogas em placa de caminhão

RIO — Patrulheiros rodoviários federais prenderem na manhã deste domingo na Rio-Bahia (BR-101), altura do quilômetro 78, no município de Campos, um motorista de caminhão por apologia ao crime.


O homem que não teve o nome revelado foi detido por volta das 11h depois de os policiais flagrarem um fato inusitado: uma placa na traseira do veículo com a inscrição “Não é pressa nem loucura: é pó, rebite e verdura”. Ele foi levado e autuado na 134ª DP (Campos).



É trágico, mas infelizmente está é a realidade para muitos. Como já levantei aqui anteriormente há muitos caminhoneiros fazendo uso de drogas pesadas para enfrentar a estrada. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Usa drogas quem quer: vício atrás dos volantes

Olá pessoal! A postagem de hoje é preocupante e lamentável. Porém algo que vem se tornando cada vez mais comum, inclusive em nossa região. E já que o tema da Campanha da Fraternidade é saúde, acredito ser de grande vália reproduzir a matéria abaixo. Confiram:

Faltam bons caminhoneiros, os salários estão aumentando, os caminhões cada vez mais modernos, eficientes e confortáveis. Para que se drogar cumprindo um horário absurdo estipulado por empresários inescrupulosos?

Salvador/São Paulo em 30 horas. Mossoró/São Paulo em 24 horas. Itajaí/Fortaleza em três dias. Como cumprir esses prazos transportando 30 toneladas em um caminhão? Utilizando dois motoristas ou obrigando que um deles fique longos períodos sem dormir. 

Como a segunda opção representa menos custos, transportadoras sem escrúpulos e sem noção de que podem perder muito mais do que a carga, passam a escala de horário e o motorista que faça a loucura que quiser para cumpri-la. 


Os motoristas ficam na encruzilhada: aceita tarefa e partem para a estrada abastecidos de rebite, cocaína e crack, arriscando suas vidas e as vidas de outras pessoas, ou se recusam a cumprir o horário e perdem o emprego? Na maioria das vezes, as contas falam mais alto e o caminhoneiro sai para uma viagem que pode não ter volta. 

Mas o que leva o caminhoneiro a se drogar e entrar em uma estrada? O motivo mais frequente apontado pelos próprios motoristas é o curto espaço de tempo que as empresas dão para cumprir um determinado percurso. "Uma empresa me obrigava a fazer Salvador/São Paulo em 48 horas", afirma Claudio Cosme Moreira, 32 anos, e há oito na estrada. "E eu cheguei a fazer em 30, na base do rebite e da garrafinha", afirma sorrindo. A garrafinha era usada para urinar, sem ter que parar nos postos, o que tomaria tempo.


"Eu tomei muito rebite para cumprir horário porque tinha a ilusão de ganhar dinheiro, pagar as contas e não é nada disso", garante Moreira. "Hoje eu não tomo nenhuma droga, estou muito bem, com dois caminhões e aos 32 anos de idade, estou bem fisicamente, 'to novo'. Se eu continuasse na tocada que estava, não chegaria aos 40 anos. A droga acaba com as pessoas".

É usual no meio, falar que o caminhoneiro é um "coitado, refém dos patrões". Mas uma voz afirma em alto e bom tom que isso não é verdade, que o caminhoneiro tem sua parte de culpa. "Se o patrão te manda dirigir a noite toda, troque de patrão", aconselha Emilio Dalçoquio, diretor Operacional da Transportes Dalçoquio.

"Se o cliente te manda dirigir a noite toda, troque de cliente e se a vida lhe transformou em um drogado, troque de vida. Atualmente existe um grande número de ofertas para motoristas bons, capacitados e com consciência. Só toma droga quem quer", afirma. 


Você, com certeza, não quer passar por isso.



Redação: Francisco Reis
Foto(s): Roberto Silva e Thiago Piffer, http://itatiaiasuldeminas.blogspot.com e http://news.midiafree.com
Fonte:
http://www.revistacaminhoneiro.com.br/todo_mes/destaque/usa_droga_quem_quer_vicio_atras_dos_volantes.html