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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Caminhoneiros marcam greve e ameaçam parar rodovias

Paralisação marcada para o dia 25 de julho pretende reunir o maior número possível de caminhões da frota nacional, de 600 mil veículos.



São Paulo - Um movimento nacional dos caminhoneiros marcou para o dia 25 deste mês uma greve geral da categoria. Sindicalistas dizem que o objetivo é parar o máximo dos 600 mil caminhões que circulam pelo País, segundo estimativas próprias. Eles reivindicam queda nos pedágios e uma reavaliação por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres dos registros das empresas transportadoras que estão sendo montadas através de motoristas autônomos com base em um novo sistema definido pelo governo federal. O movimento alega que essas companhias estariam prejudicando o mercado. 

Douglas McFadd/Getty Images
Motoristas reivindicam queda nos pedágios e dizem que frete não cobre nem custos de manutenção

Segundo o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), o valor do frete na maioria dos casos não cobre nem os custos de manutenção dos veículos. Para a entidade, esse baixo valor é referente à alteração na legislação, feita pela ANTT, que ocasionou diminuição nos valores a serem estabelecidos pelos contratantes. Diante disso, para não perder a viagem, o caminhoneiro estaria sendo obrigado a aceitar os baixos valores oferecidos.

Alessandra Macedo, coordenadora nacional do movimento - que tem sede no Rio de Janeiro -, diz que a divulgação da greve está sendo feita por meio da internet, de panfletos e por meio de sindicatos e associações espalhadas por municípios do país todo. Ela contou que o 25 de julho foi escolhido por se tratar do Dia de São Cristóvão, o padroeiro dos motoristas. De acordo com ela, ainda não há uma estimativa sobre a adesão da categoria, mas o objetivo é parar o máximo de caminhões possível.

A greve também quer chamar a atenção para a nova lei que regulamenta a profissão de motorista. Outro ponto reclamado pelos caminhoneiros é o chamado "cartão frete", que estabelece que cooperados ou agregados de cooperativas somente poderão prestar serviços exclusivos para as entidades a que estiverem vinculados. Sindicalistas argumentam que isso impossibilita a venda de fretes e compromete as atividades dos profissionais autônomos da área.

2 comentários:

  1. Pelo que me informaram a greve se dá devido a nova lei que obriga os motoristas a pararem no intervalo de cada 4 horas de viagem.

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    1. Acredito que a paralisação, ocorrida apenas em algumas cidades brasileiras, foi uma forma de revindicação de uma série de coisas. No entanto, a parada a cada quatro horas é uma conquista do motorista e um problema para o empregador.
      Obrigado pelo comentário. E quando puder, identifique-se.

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