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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Pedido de entrega de concessão de trecho da BR-101 ao Governo Federal gera reação na Câmara dos Deputados

Depois de nos explorarem com altíssimas taxas de pedágio, no momento de investir no "grosso", como o desvio em Campos, querem pular fora. 

Trecho liga Niterói a Campos. Concessionária tem contrato assinado até 2033. Pedido também surpreendeu a Prefeitura de Campos, que aguarda obras de ampliação e duplicação de pistas da BR-101 na região. Novo processo pode levar mais de 5 anos.


A concessionária que administra a BR-101, Arteris, quer abrir mão da concessão do trecho de 320 quilômetros da rodovia, que liga Niterói, na Região Metropolitana do Rio, a Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e que faz divisa com o estado do Espírito Santo. Mas o pedido de relicitação, enviado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no dia 19 de maio, gerou reações na Câmara de Deputados.

Ao G1, a bancada de deputados federais e senadores do Rio de Janeiro, representada pelo o coordenador Sargento Gurgel (PSL-RJ), enviou comunicado, nesta terça-feira (26), em que repudia a concessionária pela ação, afirmando que lutará para que a Arteris seja obrigada a manter os investimentos previstos no cronograma, até mesmo pela via judicial caso seja necessário, com o objetivo de resguardar os interesses da população fluminense.

A concessão da rodovia foi iniciada em fevereiro de 2008 e deveria durar até 2033. Ela liga as cidades de Campos dos Goytacazes, Conceição de Macabu, Quissamã, Carapebus, Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Rio Bonito, Tanguá, Itaboraí, São Gonçalo e Niterói.

“Existem trechos da rodovia licenciados que já deveriam ter sido concluídos, de acordo com o cronograma inicial do contrato, mas que até o presente momento sequer tiveram as obras iniciadas, em que pese, não se pode deixar de repetir, o alto preço cobrado como contrapartida”, diz em comunicado o coordenador da bancada, Sargento Gurgel.

Na avaliação da bancada federal de deputados e senadores do Rio, uma nova licitação acarretaria em prejuízos irreparáveis à população fluminense, devido ao tempo para a implementação das medidas necessárias para concluir o novo processo, que pode levar mais de cinco anos.

"De maneira muito sorrateira e sem discutir com as forças políticas e de gestão do Estado e municípios, tomam essa atitude de pedir a devolução da concessão da BR-101 no Rio de Janeiro, sem cumprir com a totalidade de suas obrigações, prestando um mau serviço e cobrando pedágio que pesa no orçamento de todos nós", afirmou o deputado Christino Áureo (PP-RJ), que também solicitou, junto com os deputados Felício Laterça (PSL-RJ), Wladimir Garotinho (PSD-RJ),o pronunciamento da bancada.

"Esta rodovia é fundamental para todo nosso estado, especialmente para Macaé e toda a Região Norte Fluminense. Já sofremos muito com todo este atraso", acrescentou Christino Áureo.

De acordo com o deputado Wladimir Garotinho, a empresa alegou desequilíbrio contratual para interromper o contrato. Justificativa que, na visão do deputado, não deve ser aceita pelo Governo Federal.

"Ficamos surpresos com a notícia de que a Arteris Fluminense, pretende devolver o trecho para o Governo Federal, sob alegação de desequilíbrio contratual ao longo de 10 anos de concessão. [...] Não acreditamos nesse desequilíbrio, pois ao longo desses anos os usuários têm pagado caro ao passar por cinco pedágios [...] Já solicitei ao Ministro de Estado da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para que dê duas opções a concessionária: ou cumpra-se o contrato ou pague a multa rescisória, pois assim o Governo Federal poderá realizar as obras que são importantes e que já deveriam ter sido feitas”, afirmou Wladimir.

Por telefone, o deputado Felício Laterça também demonstrou indignação com o caso.

"A Obra de duplicação da BR-101, no trecho entre Macaé e Conceição de Macabu, foi anunciada para março e não foi iniciada. A concessionária começou a triplicar o trecho na Niterói/Manilha e desde o início do ano paralisaram todas as obras. Vamos cobrar da ANTT e vamos recorrer ao Tribunal de Contas da União para acompanhar o processo de concessão", disse Laterça.

O deputado Marcão Gomes também emitiu nota de repúdio ao pedido de relicitação.

"Estamos todos indignados com essa notícia, uma vez que esse trecho da BR-101 - apelidado de Rodovia da Morte - já ceifou inúmeras vidas, inclusive a do meu saudoso primo, ex-vereador, Renato Barbosa. A iniciativa privada já vem, há mais de uma década, cobrando altos valores de pedágio. Diversos trechos da rodovia já deveriam ter sido concluídos de acordo com o calendário pactuado no início do contrato. Mas, até o momento, há obras que nem foram iniciadas ainda", afirmou Marcão.

Em nota, a Arteris afirmou que "seguirá prestando todos os serviços de atendimento aos usuários da BR-101 até que sejam cumpridos todos os procedimentos previstos no processo de relicitação".

A concessionária não respondeu ao G1 as razões que teriam motivado o pedido de entrega da concessão.

A ANTT informou, também através de nota, que recebeu o pedido da Arteris de relicitação da BR-101 no trecho de concessão da Fluminense. Agora, segundo o órgão, a solicitação passará por um processo de análise.

"O processo de devolução precisa ser avaliado em sua admissibilidade, conforme determina a legislação. A Lei Federal 13.448/17 é o instrumento criado pelo governo federal que permite a chamada devolução amigável e relicitação das concessões de infraestrutura", diz trecho do comunicado, acrescentando que: "Após a avaliação técnica/regulatória, a Agência encaminha o resultado desta análise sobre o pleito, com os devidos encaminhamentos ao Ministério da Infraestrutura".

Ainda não há um prazo para conclusão da análise pela ANTT, conforme explicou o órgão.

Obras

Uma das preocupações em relação a relicitação do trecho da BR-101 é de como ficarão as obras na rodovia. Em Campos, o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), Felipe Quintanilha, revela que a atitude da Arteris foi uma surpresa negativa.

"Neste momento, em meio a uma pandemia, essa é uma surpresa. Cria-se uma preocupação em relação à duplicação da BR-101, que não foi concluída e, principalmente, pela obra do contorno de Campos, que enfim, havia sido acordada, autorizada e estava em fase de análise documental para início da realização. Outras melhorias também estavam pactuadas para serem realizadas, como a ampliação de pistas no trecho entre o Trevo do Índio e o Boulevard Shopping, passagem de nível em outros pontos da cidade, contorno na região de Travessão. Então, essa é uma surpresa negativa e nos preocupa", disse Quintanilha.

Com investimento previsto de R$ 10 milhões, o projeto de engenharia para obras de melhorias operacionais entre o km 65 e km 67 (Shopping Boulevard e Trevo do Índio) da BR-101, por exemplo, visa melhorar a fluidez no trânsito, eliminando o cruzamento irregular de veículos nos acessos comerciais.

Aproximadamente 8,5 milhões de habitantes vivem próximos à rodovia, que recebe mais de 110 mil veículos por dia.

A Lei

De acordo com a Lei 13.448, publicada em 5 de junho de 2017, o órgão ou a entidade competente poderá realizar a relicitação do objeto dos contratos de parceria nos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário nos casos em que as disposições contratuais não estejam sendo atendidas ou cujos contratados demonstrem incapacidade de cumprir as obrigações contratuais ou financeiras assumidas originalmente.

Mas, para que a relicitação aconteça de fato, a Lei determina que a empresa atenda algumas exigências. Entre elas:

Apresentar justificativas e elementos técnicos que demonstrem a necessidade e a conveniência da adoção do processo de relicitação, com as eventuais propostas de solução para as questões enfrentadas;
Apresentar renúncia expressa quanto à participação no novo certame ou no futuro contrato de parceria relicitado, nos termos do art. 16 da Lei;

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Temperatura do motor: por que nunca devemos "completar a água" no carro

Quem tem carro sabe que a manutenção preventiva do motor é essencial, independentemente do modelo que tem na garagem. Entre os muitos cuidados, tem um que precisa ser bem administrado: a temperatura de trabalho. Para nada dar errado, o ponto de partida é não vacilar com a manutenção do sistema de arrefecimento e saber que agora é preciso também um bom aditivo. 


Isso porque, ainda hoje, tem muita gente que não entende exatamente o que é e para que serve o aditivo de radiador, e prefere seguir só completando o reservatório com água.

O sistema de arrefecimento administra a temperatura do motor e é formado basicamente por mangueiras, bomba d'água, sensor de temperatura e o radiador, esse um item bem popular. É nele onde colocamos o líquido que vai circular pelos canais de resfriamento do bloco do motor.

Só que nos motores atuais, para o sistema de arrefecimento trabalhar com eficiência, é necessário o uso de um aditivo, produto desenvolvido para facilitar a troca de calor entre os componentes e que não deixa o líquido esquentar a ponto de ferver ou congelar (isso nos países com clima mais frio, diferente do Brasil). 

Além disso, o aditivo ajuda na lubrificação e cria uma proteção contra corrosões nas galerias do bloco do motor, algo que pode acontecer por causa do contato com a água. 


Por isso é importante respeitar o período de troca, que em média deve ser feita a cada um ano ou 30 mil quilômetros rodados. Sobre os tipos de aditivos, hoje dá pra dizer que existem dois: os de polímeros e os de glicol. Os de polímeros, também chamados de protetivos, são biodegradáveis, aumentam o ponto de ebulição e são anticorrosivos. 

Já os de glicol, também chamados de etilenoglicol, são anticorrosivos e aumentam a temperatura de ebulição; também são anticongelantes e lubrificam melhor o sistema. Porém, alguns não são biodegradáveis. 

Bem, mas para não ficar sofrendo por não ter conhecimento técnico, basta confirmar no manual do veículo qual o aditivo deve utilizar conforme as instruções do fabricante. Mas procure um profissional habilitado, que vai saber a proporção certa da mistura entre a água desmineralizada e o aditivo. 

Lembre também que o sistema de arrefecimento trabalha sob alta pressão e a tampa do reservatório, por exemplo, só pode ser retirada com o motor frio para evitar risco de queimaduras. Outra dúvida que pode surgir diz respeito à cor do aditivo, mas quanto a isso, pode ficar tranquilo e escolher a que desejar, desde que o aditivo atenda as especificações projetadas para o seu carro. 

Com tudo devidamente esclarecido, lembre de incluir agora em sua lista de manutenção preventiva a revisão do sistema de arrefecimento; e priorize um aditivo de qualidade, certificado pelo Inmetro. Produtos sem procedência podem trazer problemas de corrosão e até provocar a formação de borra no sistema.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

TOP10: Os carros 4×4 mais baratos do Brasil

Tração 4×4 é um item bastante importante para quem enfrenta situações difíceis no fora de estrada, assim como também garante melhor condução para carros de passeio, além de entregar mais diversão em passeios de fim de semana nas trilhas.

Nesta lista TOP 10 pesquisamos os carros 4×4 mais baratos vendidos no mercado nacional. O colaborador Lucro Brasil criou esta lista e nos ajudou com a informação.

Note que a diferença de preços entre os 10 carros mais baratos 4×4 do segmento de SUVs é bem grande.

Carros 4×4 mais baratos e SUVs 4×4 mais baratos

1) Suzuki Jimny 4WORK – R$ 75.990


O Suzuki Jimny é um pequeno carro 4×4 muito valente, robusto, econômico e barato, tendo mantido seu preço abaixo de R$ 70.000, tendo aumentado muito pouco nos últimos cinco anos. Feito em Catalão-GO junto com modelos da Mitsubishi, ele já foi fabricado em Itumbiara-GO.

Com chassi de longarinas e sistema de tração 4×4 com reduzida, o jipinho consegue entrar e sair em diversas situações bem ruins, sendo também um útil veículo para serviços em locais remotos, além é claro de ser um produto bem focado no lazer e aventura.

O Jimny tem diâmetro de giro de 4,9 m e seu motor 1.3 e 85 cv e 11,2 kgfm, até parece fraco, mas para uso no off road, ele desenvolve muito bem, aliado a uma caixa manual de cinco marchas.

2) Suzuki Jimny Sierra 4You MT Allgrip – R$ 105.990


O Suzuki Jimny Sierra é a nova versão do modelo acima, mas os dois convivem por uma questão mercadológica. No caso desse modelo, o visual foi renovado e mais equipamentos de série foram acrescentados.

O motor usado pelo Jimny Sierra é o 1.5 de 108 cv e 14,1 kgfm de torque, sendo consideravelmente mais forte que o 1.3 do anterior Jimny. Para o uso off-road, é mais que suficiente. Sua tração 4×4 é do tipo integral temporária e seu câmbio tem cinco marchas.

As outras versões do Jimny Sierra chegam a R$ 124.990.

3) Ford EcoSport Storm 2.0 AWD – R$ 107.790


O Ford EcoSport ganhou a versão Storm AWD em sua última atualização, sendo uma configuração mais moderna que a anterior 4×4.

O conjunto motriz passa do Duratec 2.0 de até 148 cv para o Duratec Direct – com injeção direta de combustível – com até 176 cv, bem como o câmbio manual de seis marchas sai de cena para dar lugar ao automático de seis velocidades com conversor de torque.

Chamado de Storm, o modelo tem pintura personalizada em dois tons e com faixas decorativas, rodas de liga leve escurecidas, proteções adicionais nos para-choques e saias de rodas, bem como grade exclusiva com o nome “Storm” bem grande. O interior tem detalhes em cor laranja, assim como no exterior do veículo.

4) Suzuki S-Cross 4-Style AllGrip – R$ 125.990


O primeiro modelo do S-Cross era mais leve visualmente e estava mais próximo de um Honda Fit do que de um crossover, mas era bem legal. Agora, o modelo da Suzuki ficou mais atarracado, porém, preserva o principal: tração 4×4 AllGrip.

Esse é um sistema polivalente, que permite bloquear o 4×4, bem como deixando variando de força entre eixos e as rodas, além de entregar uma opção de performance que garante até 100% de força nas rodas traseiras, algo que só recentemente Mercedes-Benz e BMW conseguiram fazer em seus carros…

Há também o modo de inverno, com redução de força quando em pisos escorregadios. Se no Vitara o motor é 1.6, a sensação aqui é o 1.4 TurboJet com 146 cv e 23,5 kgfm, além do câmbio automático de seis marchas.

5) Mitsubishi ASX HPE AWD – R$ 125.990


O Mitsubishi ASX é um carro 4×4 da marca japonesa com um porte próximo dos SUVs compactos, tendo agora um design mais robusto com a última atualização.

Além da opção de acesso com tração dianteira, o modelo tem também outras duas com tração nas quatro rodas, mas com um preço bem mais alto. Ele agrega um motor MIVEC 2.0 Flex de até 170 cv e 23 kgfm, que dispõe unicamente de câmbio CVT com sistema INVECS-III.

Bem completo, vem com rodas de liga leve 18 polegadas, sete airbags, bancos em couro, entrada e partida sem chave, entre outros.

6) Suzuki Vitara 4Sport – R$ 125.990


A nova geração do carro 4×4 Suzuki Vitara só peca por não ser feita no Brasil.

Importado da Hungria, o pequeno SUV 4×4 se enquadra muito bem no segmento e de quebra oferece a desejada tração nas quatro rodas.

Com visual moderno, o utilitário esportivo é moderno e conta com uma multimídia com tela de 10 polegadas, inédita no segmento. Com enorme gama de pintura em dois tons, o crossover possui sistema de tração AllGrip com os modos Auto, Sport, Snow e Lock, que bloqueia o sistema de tração em 4×4.

Controles de tração e estabilidade, assim como assistentes de subida e descida estão presentes. O motor é o 1.6 de 126 cv e 16,7 kgfm, tendo transmissão automática de seis marchas. O modelo vem ainda com rodas de liga leve aro 17 polegadas.

7) Jeep Renegade Longitude Diesel 2.0 4×4 – R$ 134.990


O Jeep Renegade era uma das poucas opções de SUV 4×4 com preços mais acessíveis no Brasil, já que aqui os carros 4×4 são tão caros.

Quando foi lançado em 2014, custava a partir de R$ 99.990 na versão diesel 2.0 4×4, mas agora é com este preço acima que a brincadeira começa.

Dotado de grande capacidade off-road, o utilitário esportivo dispõe do bom motor diesel 2.0 Multijet com 170 cv e 35,7 kgfm. Além disso, o propulsor usa um câmbio automático de nove marchas, que inclui paddle shifts.

Nessa versão 4×4, os para-choques apresentam bons ângulos de entrada e saída, enquanto a suspensão é elevada em relação ao modelo Flex. Ar-condicionado, trio elétrico, direção elétrica, sistema de som com Bluetooth e USB, navegador GPS, piloto automático, entre outros, fazem parte do pacote.

8) Subaru XV S-AWD – R$ 144.900


O Subaru XV é um crossover propriamente dito, derivado do Impreza – que não está disponível na rede e que custava R$ 104.900 – tendo o excelente motor boxer 2.0 de 150 cv e 20 kgfm, que vem com o câmbio CVT Lineartronic e o sistema de tração S-AWD, que é montado no mesmo nível de motor e câmbio, garantindo um centro de gravidade mais baixo e assim, mais estabilidade e controle.

É bem completo, tendo ar-condicionado dual zone, rodas de liga leve aro 17, teto solar, volante com paddle shifts, entre outros.

9) Troller T4 – R$ 151.950


O Troller T4 é um legítimo 4×4 aventureiro, muito mais do que simplesmente um carro 4×4.

O produto da Ford, mas de origem cearense, é um jipe ideal para quem gosta de trilhas e caminhos desafiadores, sendo uma alternativa “full” ao Suzuki Jimny, embora este também não fique devendo muito por causa de seu tamanho.

Com mecânica do Ford Ranger, a marca americana sabiamente soube utilizar o que tinha para deixar esse SUV brasileiro um valente no off road extremo. São 200 cv e mais de 47 kgfm de torque, bem como um câmbio manual de seis marchas e um sistema 4×4 eficiente.

Leve, já que a carroceria é um misto de fibra de vidro e plásticos de alta resistência, o modelo encara qualquer desafio com conforto relativo, amenizado por um potente ar-condicionado e sistema de áudio completo.

Aqui vemos o preço bem mais em conta do Suzuki Jimny em relação aos outros modelos. Por ele ser um modelo mais antigo e também mais simples e pequeno, o preço é mais interessante. Mas não é por ele ser mais barato que é menos valente em terrenos difíceis, muito pelo contrário, ele se sai muito bem. Veja no link abaixo uma avaliação do modelo.

10) Jeep Compass Longitude Turbodiesel – R$ 161.990


O Jeep Compass é o último modelo a aparecer em nossa lista, mas certamente é um dos mais vistos nas ruas. Queridinho entre os SUVs no Brasil, o modelo tem versões mais baratas, mas sua tração 4×4 só aparece na versão Longitude com motor turbodiesel. Esse propulsor é o mesmo usado no Renegade, entregando 170 cv e 35,7 kgfm de torque, com transmissão automática de 9 marchas.

O fato, porém, é que o Compass não tem tanta aptidão off-road, sendo um SUV usado muito mais em ambientes urbanos. É a mesma situação que ocorre com seu irmão Renegade, mas nesse caso existem versões que encaram com um pouco mais facilidade as estradas de terra ou os buracos de nossas estradas.

Picapes 4×4 mais baratas do Brasil

1) Ford Ranger XL CS 2.2 Diesel MT – R$ 128.590


Como a Ford Ranger não tem 4×4 com motor flex, então a opção é a cara XL 2.2 diesel, que entrega 160 cv, mas com transmissão manual de seis velocidades. Para os puristas do campo, isso é uma coisa boa. Bem equipada no pacote intermediário, ela tem sete airbags e o sistema de chamada de emergência pelo SYNC.

2) Volkswagen Amarok S – R$ 132.580


Ela é pouco vista nas ruas, mas existe. A Vokswagen Amarok S é a versão de entrada com motor diesel 2.0 TDI de 140 cv e câmbio manual de seis marchas, mas devidamente com tração nas quatro rodas. O pacote de conforto é simples, porém, ela vem com controles de tração e estabilidade, assistente de subida e descida, faróis de neblina e ar-condicionado automático.

3) Toyota Hilux 4×4 Cabine Simples – R$ 133.690


Talvez você não esperasse ver a Hilux nessa posição, já que a picape da Toyota é conhecida por seus altos preços. Mas a versão de entrada (com cabine simples) é vendida por R$ 130.990, o que a colocou na quarta posição. Essa opção é focada no trabalho e por isso seu conforto é limitado. O motor diesel 2.8 GD tem 177 cv e 42,8 kgfm, equipado unicamente com câmbio manual de seis marchas. Tem apenas ar-condicionado e direção hidráulica.

4) Fiat Toro Endurance 2.0 AT9 – R$ 134.990


A Fiat Toro Freedom 4×4 infelizmente aumentou e já não é a opção mais barata do mercado. Mesmo assim, tem o bom motor diesel 2.0 Multijet de 170 cv, mas com câmbio manual de seis marchas. O modelo tem um bom acabamento interno e já vem com alguns itens bons também, tais como ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, airbag duplo, ABS, sistema de áudio com Bluetooth e USB, entre outros.

5) Chevrolet S10 LT 2.5 Flex AT – R$ 135.590


Apesar do bom preço, a Chevrolet S10 Cabine Dupla tem motor flex 2.5 de até 206 cv nessa versão com tração 4×4. O motor em si é moderno, pois tem injeção direta de combustível e é totalmente feito em alumínio. A vantagem em termos de conforto é a presença do câmbio automático de seis marchas. Em conteúdo, vem bem recheada na versão LT.

6) Mitsubishi L200 Triton Sport Outdoor – R$ 139.990


A Mitsubishi L200 recebeu uma nova versão de entrada recentemente, denominada Triton Sport Outdoor. O modelo vem com motor 2.4 MIVEC turbodiesel, com 190 cv e 43,9 kgfm, associado a um câmbio manual de seis marchas (com até 18 combinações através do sistema de tração Easy Select II).

7) Nissan Frontier S MT – R$ 143.850


A Nissan Frontier ficou bem mais cara quando renovou seu visual, como podemos ver no valor cobrado pela versão de entrada S com câmbio manual. Importada do México e com novo motor diesel 2.3 biturbo de 190 cv, além de câmbio automático de sete marchas, ela vem bem completa e conta até com multimídia, além da direção elétrica leve e do sistema de limpeza do catalisador, que reduz bastante o custo de manutenção.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Carro brasileiro mais caro da história teve até 'clone' de marca britânica

Mesmo recente, na comparação com países europeus, a história automotiva do Brasil é muito rica. 

Um dos carros nacionais que marcaram época, apesar de ser pouco conhecido do grande público, virou item de colecionador e hoje é o veículo brasileiro mais caro de que se tem notícia.


Além disso, seu desenho harmonioso e original teria rendido até um "clone" de uma fabricante inglesa. Estamos falando do Brasinca 4200 GT, sensação do Salão do Automóvel de 1964, cujas derradeiras unidades foram rebatizadas como Uirapuru - um pássaro conhecido pelo belo canto. 

UOL Carros conversou com Tiago Songa, especialista e pesquisador de carros antigos, para saber um pouco mais sobre o esportivo projetado e produzido em São Caetano do Sul (SP).

Segundo ele, foram fabricadas apenas 76 carrocerias entre 1964 e 1966 - das quais 73 foram montadas de fato. Um exemplar, de acordo com Songa, foi vendido no ano passado por R$ 350 mil. 

"Até onde eu sei, esse carro de R$ 350 mil é o automóvel brasileiro mais caro vendido até hoje. Ele fará parte do futuro museu de Campos do Jordão [SP]", afirma. 

Ele mesmo tem um 4200 GT 1965, de chassi 1010 (o décimo montado), que comprou por R$ 2.000 em 2004 para restaurar e que ainda não está finalizado. 

O esportivo paulista foi desenhado pelo engenheiro espanhol Rigoberto Soler, que na década de 60 trabalhava na Brasinca - fabricante de carrocerias instalada nos arredores da fábrica da General Motors, em São Caetano.

Motor de caminhão

Motor de seis cilindros em linha com cerca de 160 cv era o mesmo utilizado na Chevrolet C10 Imagem: Arquivo pessoal.

Além do desenho cheio de personalidade, com destaque para o capô longo e baixo e para a traseira curta, exibindo vidro curvo que avança pelas laterais, o 4200 GT traz originalmente motor 4.3 de seis cilindros em linha da Chevrolet. 

Com três carburadores, rende 157 cv de potência e 35 kgfm de torque, gerenciados pela transmissão manual de três velocidades, com tração traseira. 

É o mesmo motor que equipava modelos da Chevrolet como a picape C10, a perua Veraneio e até caminhões da marca. 

Medindo 4,35 m de comprimento e 2,59 m de distância entre-eixos, tem carroceria de aço, santantônio integrado, dois lugares e suspensão dianteira independente - na traseira, o eixo é rígido.

"Uirapuru veio 'de susto' para a história do automóvel no Brasil. Nossa indústria tinha apenas anos de vida em 1964. Aí, do nada, aparece um carro baixo, comprido, com motor entre eixos, três carburadores e capaz de atingir 200 km/h. Foi o primeiro brasileiro a atingir essa marca. Na época, perguntavam: 'é brasileiro?', conta Songa. 

Preço de Mustang

Brasinca 4200 GT foi uma das sensações do Salão do Automóvel de São Paulo em 1964 Imagem: Reprodução.

Segundo o especialista, o preço alto e justamente a concorrência de esportivos estrangeiros acabaram decretando a vida curta do 4200 GT Uirapuru - fabricado de 1964, incluindo os protótipos, até 1966. 

As vendas se estenderam até o ano seguinte. Hoje, de acordo com Tiago Songa, restam só 41 unidades conhecidas e documentadas. 

"O problema é que, no mesmo ano em que o 4200 GT estreou, a Ford lançou nos Estados Unidos um dos seus maiores sucessos, o Mustang. O Uirapuru tinha o mesmo preço, cerca de US$ 3,5 mil na época, e não deu para competir nos anos seguintes". 

Por conta das baixas vendas, por volta do início de 1966 a Brasinca decidiu parar com a fabricação, menos de dois anos após o lançamento. Foi quando Rigoberto Soler e o piloto Walter Hahn Jr criaram a empresa STV deram sequência ao projeto - rebatizado como Uirapuru, que, segundo Songa, era o nome idealizado desde o princípio. 

"Havia 12 ou 13 carros prontos e cerca de 20 carrocerias para montar. A fabricação prosseguiu durante 1966, mas no ano seguinte foi interrompida definitivamente". 

As vendas ainda continuaram em 1967, último ano de mercado do modelo. 

O estudioso cita algumas curiosidades envolvendo o projeto. "Dizem que o Uirapuru foi projetado em túnel de vento. Na verdade, usaram uma miniatura de madeira com cerca de um metro de comprimento, pois o carro não cabia no túnel", relata.

Ele também conta que "no máximo" cinco carros foram equipados com transmissão manual de quatro marchas do Corvette e comando de válvulas mais "bravo" da Iskanderian. 

Além da carroceria cupê, foram produzidos dois protótipos conversíveis e uma perua, convertida em viatura do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) de São Paulo. 

Carro cobiçado

Costa diz ter recebido oferta de R$ 350 mil por seu Brasinca; exemplar já foi vendido por esse preço 
Imagem: Arquivo pessoal.

Mais de cinco décadas após o lançamento, o 4200 GT Uirapuru virou item de coleção bastante cobiçado. 

Além do exemplar vendido por R$ 350 mil, outras unidades têm conseguido preços altos, mesmo precisando de restauração.

"Comprei o meu, ano 1965, número sete de fabricação, por R$ 80 mil em 2013. Um dos primeiros. Ele foi restaurado em 2013 e está completamente original. Tem placa preta de colecionador", conta o engenheiro civil Reinaldo da Costa, de 58 anos, entusiasta de esportivos brasileiros e morador de Santo André (SP). 

Ele, que também é dono de outros modelos icônicos como Puma, VW SP 2, Interlagos, Maverick GT e GT Malzoni, diz ter recebido proposta de R$ 320 mil no seu carro, que acabou recusando. 

Costa tinha outra unidade, vendida originalmente em 1967, último ano de mercado e que já trazia o nome Uirapuru, que começou a restaurar, mas acabou vendendo recentemente. 

O 'clone' inglês

Interceptor foi lançado dois anos depois do 4200 GT, exibindo design muito parecido com o do modelo brasileiro
Imagem: Reprodução

Outra mística em torno do 4200 GT Uirapuru é que um carro britânico mais conhecido e com produção muito maior exibe desenho semelhante e foi lançado em 1966 - portanto, dois anos depois. 

O Jensen Interceptor, que já foi tema de programas como "Top Gear" (BBC) e do canal do YouTube "Jay Leno's Garage", também combina o capô comprido e a traseira curta com vidro curvado do Uirapuru - a ponto de ser considerado plágio por alguns antigomobilistas. 

As linhas do Interceptor, inclusive, ficaram a cargo do famoso estúdio italiano Carrozeria Touring, de Milão. Quanto à mecânica, o esportivo da Jensen vinha equipado com um motor mais forte - 6.3 V8 da Chrysler, com cerca de 330 cv. 

Tiago Songa, porém, não acredita que se tratou de uma cópia. 

"Designers brasileiros da época, como o Anísio Campos, diziam que tudo não passou de uma coincidência. A Jensen era uma fábrica inglesa que já existia há algum tempo e a Brasinca era desconhecida até no Brasil", pontua. 

Songa também lembra que o Studebaker Avanti, de 1962, já trazia elementos de design semelhantes, embora a dianteira fosse bastante diferente. 

Fato é que, comparando 4200 GT e Interceptor lado a lado, os dois são muito parecidos.